sábado, 3 de dezembro de 2011

O esférico rolando sobre o alcatrão - a tenebrosa relação de Rui Alves de Sousa com o futebol

A relação que esta pessoa que vos escreve tem com esse desporto tão conhecido que é o futebol pode ser comparada à relação que eu tenho com este estaminé blogueiro: às vezes somos amigos, outras vezes inimigos. E ainda há algumas vezes em que somos meio amigos mas com algumas inanimizades ao nível de determinados assuntos, mas agora este aspeto nada vem para o caso.

Digo-vos que eu gosto mais ou menos de futebol. Gosto de estar minimamente informado sobre os primeiros lugares da liga e essas coisas, mas não sou daqueles que gosta de ver esses «Trios de Ataques» e «Mais futebóis», programas de debate sobre o mundo futebolístico que até têm audiências muito favoráveis. Mas não gosto do fanatismo com que algumas pessoas levam o futebol, como as claques que gostam de atirar pedras e garrafas umas às outras... É um festim idiota e estúpido que comprova que o povo português está mais preocupado com o futebol que com outra coisa.
Já agora, para evitar mais perguntas de «Qual é o teu clube minha grandesíssima besta croma caixa d'óculos idiota?» (mesmo assim, acho que estas perguntas continuarão a ser questionadas à minha pessoa, assim como estes insultos), confesso aqui que, minhas amigas e meus amigos, eu, Rui Alexandre de Júdice Alves de Sousa, sou adepto do Futebol Clube do Porto. Carago, mas é só a nível do jogo, ok? Não das mafiosidades que lá o Pintinho da Costa e a sua pandilha andam a engendrar. Disso não gosto nada. Porque é frequente eu ouvir piadinhas relacionadas ao clube da nação da Invicta. Falai mal do que sabeis, sim? O que eu sei é que o Porto foi o primeiro campeão nacional. E prontos.


Mas a pior relação que eu tenho com o futebol é na escola. Como foi o caso do dia de hoje, na aula de educação física. Ah... há já algum tempo que não sentia esta grandiosa frustração por estar a ser obrigado a jogar um desporto que não percebo mesmo nada de nada (não quero dizer que, dos outros que praticamos nestas aulas, perceba mais deles que do futebol. Percebo só mais um niquinho de nada. De futebol... zero).

Sou aquilo que se designa, em termos corriqueiros, um «GANDA FRANGO!». Se eu já sou 98% tótó a fazer um pino, quanto mais a passar a bola a um colega de equipa numa partida de futebol. Também diga-se que o que se jogou hoje desse desporto assemelhava-se mais ao dia do apocalipse mundial (que, se não é em 2012, vai ser no dia em que a Teresa Guilherme e a Júlia Pinheiro se juntarem para fazer um programa de televisão decente para a vista). Gritos, choros, pontapés, tabefes, de tudo um pouco se pôde provar na disputa futebolística entre o sexo feminino (em grande número) e, claro está, o masculino (com apenas quatro membros e um quarto - entendendo-se que o "quarto" sou eu) que o 11.º9.ª teve a oportunidade de vislumbrar, e que a minha pessoa teve agora a oportunidade de passar a sua memória desse dia (muito triste, pois o que eu queria era ir para casa e parar de ver pessoas a gritarem «PASSA, FULANO TAL!» ou «AQUI, NÃO SEI QUEM!» e fazerem figura de urso para marcarem golos - ou algo parecido com isso - enquanto eu olhava para o céu, com esperança de que, sim, apesar do trauma que aquela hora e meia de aula iria provocar na minha existência, ainda há esperança num futuro melhor) para este blog.

Mas este grande defeito meu com o desporto da bola que deve ser jogada nos pés (nas mãos só pr'ó senhor guarda-as-redes, está bem?) já vem desde sempre. Nos tempos da minha escola primária, e também no Luís de Camões (aquela barraca a fingir que é uma escola, situada no Areeiro, não a casa fantasma a fazer-se de escola, no Marquês) era frequente eu tentar passar despercebido na escolha das equipas, a ver se se esqueciam de que eu costumava ser o último a sobrar. Ou então durante os jogos ficava ali a um cantinho a ver a vista e pronto.

Nunca gostei muito de desporto. Principalmente este. Para mim, desporto é passear, correr de vez em quando, dar umas raquetadas de ténis contra uma parede bate-bolas do INATEL. Isso sim, para mim, é desporto. É melhor que nada, não? Há quem ache que ao passar duas horas agarrado à playstation está a exercitar os dedos, logo, desporto. Bem, eu também, sendo assim, estou a exercitar os dedos para escrever neste blog, com uma velocidade atroz que me faz enganar na escrita três ou quatro vezes por minuto.

Termino este post dizendo: o desporto é giro, mas tenham calma, sim? Porque há certas pessoas meio deficientes, como é o meu caso, que são difíceis de se adaptar a estes meios. Portanto, matem-se e esfolem-se entre vocês, fãs acérrimos do desporto-rei, que eu fico a ver e a filmar para pôr no youtube.

Agora vou praticar o meu desporto favorito: dormir. Aconselho-o. Faz muito bem. E sabe bem estar ali no quentinho confortável e aconchegante dos lençóis. Mas se preferem atirar-se todos uns para cima uns dos outros por causa de uma bola, força. Eu vou mas é dormir. Divirtam-se!

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