sábado, 17 de dezembro de 2011

Hey, America, this is for you!

Chegámos àquela altura do ano que, além de ser marcada pelo Natal e por todos os preparativos e festividades que envolvem essa quadra, é também marcada pelas nomeações dos Globos de Ouro. Sim, meus amigos, pode parecer uma palhaçada o que eu estou a dizer, mas se calhar, se olharem para a lista dos nomeados desses prémios nos EUA é que são mesmo para rir. Essas nomeações fazem-me lembrar, a cada ano, a idiotice do sistema do entretenimento americano, para além do facto de, na maior parte das vezes, vencerem filmes ou séries ou atores que daqui a cinco ou dez anos já ninguém se recorda. Sim, eu acho que os prémios, tanto dos Globos como da Academia, giram muito à volta de uma roda de interesses comuns e de audiências. Senão vejamos: em finais da década de 90, quando «Titanic» arrecadou onze Oscares, digamos que não foi pelo facto do filme ser bom. Nem por isso. Foi por ter sido um blockbuster de entretenimento, que esta pessoa que vos escreve considera amargo como tudo. O mesmo aconteceu com «Gladiador», vencedor já no século XXI, e também com outros filmes. É raro um filme ganhar por, além de cativar as audiências, ser bom e intemporal. «O Padrinho» é um desses (poucos) casos.

Além de que ver as cerimónias dos Globos e dos Oscares completas, caramba, que grande perda de tempo! Para quê se, uma ou duas horas depois, já circulam na net as listas dos vencedores e dos derrotados de cada edição? Para quê estar a ouvir o mesmo discurso pela trigésima vez de um ator ou atriz jovem a ser galardoado, a dizer que não acredita no que lhe está a acontecer (embora muitas vezes isso pareça encenado - e mal), ouvir pessoas que só podem falar meio minuto porque senão é obrigado a sair e envergonhado por aquela sociedade de elite que está fechada numa redoma em volta de si mesma, enfim, para quê?

O que me preocupa mais é que muita gente pensa que Portugal é Hollywood. Acho que nos estamos a tornar no país que cria mais "estrelas" por minuto. "Estrelas" essas que, passados alguns dias após a sua aparição nos ecrãs do povinho, estarão a dar entrevistas a explicarem o seu peso, o seu gosto literário muito "requintado" ou sobre o facto de terem ido ao médico na semana anterior para ver se melhorava dos intestinos.

E com este post meio esquizofrénico e sem sentido, que ideia podemos tirar? Bem, acho que devemos seguir a nossa vida, e deixar estas patetices de lado. A ver se assim, os «fama-shows» desta vida e canais como o «E!» deixam de existir. Talvez não, porque a capacidade do ser humano de coscuvilhar o próximo não pára de crescer. O que é pena.

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