Funny Games

«Brincadeiras Perigosas», um filme de Michael Haneke, é um prodigioso exercício sobre o poder do cinema e aos diversos tipos de manipulação dos media a que o espetador é, muitas vezes, induzido a aceitar. Estamos perante um filme que vira de pernas para o ar a própria definição que cada um tem do cinema, e mostra que, na sétima arte, tudo é possível. É-nos apresentada uma história que, ao princípio, parece clássica: Um casal e o seu filho vão passar férias numa vivenda num sítio com paisagens fantásticas, e depois são encurralados por um par de psicopatas que irão brincar com as suas vítimas. O bom de «Brincadeiras Perigosas» é por não ser banal ou previsível. É capaz de, quem o ver, ficar surpreso com as reviravoltas que se sucedem em toda a história. Mas este filme não é possível que agrade a toda a gente. É uma obra que divide opiniões. Mas mesmo assim acho que ver «Brincadeiras Perigosas» é uma grande experiência, quer que se aprecie ou não a fita ou a obra de Haneke.

Nota: * * * *

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