sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

É Natal, é Natal, e mais qualquer coisa que rime com «al»

Depois de ter relido um texto de minha autoria com dois anos de existência sobre a quadra natalícia, decidi que estava na altura de renovar o tema com um post ainda mais idiota que o antigo. Para refrescar a idiotice vulgar deste blog, vou fazer aqui um apontamento sobre duas características desta época que ainda não tinha falado.

E aproveito para assinalar algo: parece-me que agora a mascote supra-sumo da minha irritação, que dá pelo nome de Popota, está a dominar completamente o mercado publicitário natalício. Parece-me que a Leopoldina, embora os implantes que colocou naquele certo sítio, está a perder, finalmente, terreno para o hipopótamo rosado que agora é «partner» dessa avestruz. Não é que eu goste mais da Popota, muito pelo contrário, sou anti as duas figuras, mas é interessante notar que as duas fazem campanhas publicitárias em que se fazem de figuras sexy, e depois quem ganha é o hipopótamo. Qual será a razão? Será que o povo português se identifica com a Popota? Talvez, não sei. O que eu sei é que, tal como o post que fiz há dois anos sobre o Natal, a minha opinião mantém-se: há mais consumismo no ar nesta época do ano do que oxigénio propriamente dito. E até algum desse oxigénio pode conter alguma campanha publicitária duvidosa, portanto, tendes cuidado com o ar que respirais, sim? Principalmente nas zonas das grandes superfícies, onde esse facto pode ser mais facilmente comprovado. Já agora, tentem não respirar mesmo o ar que está dentro desses shoppings. É plastificado como o caraças!

Deixemo-nos de reflexões surrealistico-respiralistico-idiotistas e continuemos a nossa demanda pelas parvoíces da quadra natalícia, falando na lista de Natal. Sim, esse produto infame que, segundo nos diziam em petizes, servia para dizermos ao Pai Natal, esse grande mafioso barbudo laponiense, o que queríamos para o «Querístmas». Um dia ele junta-se à Popota, à Leopoldina e ao Alberto João Jardim e abrem uma fábrica de papel higiénico colorido para fazer concorrência aos "lindos" produtos da Renova. Razões para o projeto destas quatro figuras quererem abrir uma fábrica deste tipo de papel? Se querem que vos diga, não sei. Mas já que são quatro indivíduos que gostam de dinheiro, e como as pessoas gostam de extravagâncias idiotas para se dizerem originais, talvez dê resultado, a ideia. E poucas foram as vezes em que recebi coisas que pedia para o Natal. Mas nunca me importei muito, pois recebia outras coisas que, felizmente, para a criança materialista que era (e sou), serviam para me deixar feliz durante uma ou duas semanas e depois esquecer-me delas ou pô-las na goela.

Bem, e agora apercebo-me que pouco mais tenho a acrescentar, de momento, sobre a temática do Natal.

Por isso vou-me calar sobre este assunto, dizendo apenas para terem cuidado com o consumismo, e que comprem prendinhas de Natal baratinhas. Ou então façam-nas vocês mesmos. Podem não servir para nada e serem parvas, mas ao menos... foram vocês que fizeram.

Há aquelas pessoas que dizem «Ui... o Natal é só materialismo e consumismo». E acrescento eu que, não tarda nada, há também anarquismo... Eu também digo que o Natal tem isso tudo... mas há coisas giras nele, não? Reunir a família toda, em certos casos uma vez por ano... aqueles raros momentos de alegria e união... é questão de os saber sentir, e mais importante que tudo, saber que é mais importante dar que receber.

Boas festas!

PS - agora lembrei-me. Só falta o Pingo Doce criar outra personagem meio fatela natalícia, não? Até poderia estrear-se fazendo um dueto com o... Roberto Leal? Talvez. Seria um sucesso imediato. As fãs de todo o país e ilhotas iriam a correr aos Pingos próximos dos seus lares para terem a rodela de plástico, envolvida por uma caixa facilmente quebrada, que contém o single e mais umas quantas músicas do género. É uma ideia a considerar, não, senhor Pingo Doce (sim, porque se eu ainda tenho uma mente infantil, penso que o dono do Pingo Doce é um indivíduo com esse nome. A infância é linda)?

1 comentário:

  1. Nunca gostei do natal. São opiniões. E sim, este ano a família vai corrida a bolachas caseiras e/ou compotas. Um postal de Natal, e vão com muita sorte. Apesar de já não importar apenas a intenção é assim que continuo a pensar. E pronto.
    p.s: isto de ter de estar sempre a preencher o meu nome é cansativo.

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