quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

127 horas contadas numa hora e meia

«127 horas» não é um filme marcante para Hollywood nem para o cinema em geral. Não é nenhuma obra-prima que perdurará por anos e anos na memória dos seus espetadores. Não é daqueles filmes que ganham uma importância tão grande que, anos mais tarde, são objeto de preservação e de comemoração nos EUA. Contudo, não deixa de ser um bom filme. Danny Boyle assina esta película sobre um homem que luta pela sua sobrevivência após ficar com o braço direito preso por uma grande rocha em Utah, e as 127 horas do título é o tempo que o indivíduo ficou encurralado. Gostei do filme por duas razões: a prestação de James Franco, um ator que não me diz muito nem do qual eu seja admirador, mas que gostei muito de o ver neste papel, e também o modo como a história é contada, sem glorificar a personagem de Franco pelo seu feito ou de o tornar um herói. Muitos não gostam de Boyle por causa de «Quem Quer ser bilionário?», vencedor de oito Oscares há menos de cinco anos. Mas independentemente de se ter gostado ou não desse anterior filme do realizador, acho que vale a pena ver «127 horas». Tem a singela duração de uma hora e meia, sem precisar de esticar demasiado a história com elementos mais supérfluos, e vê-se muito bem.


Nota: * * * *

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