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A mostrar mensagens de Dezembro, 2011

To be continued... next year.

E pronto, acho que já escrevi o que tinha a escrever, já deixei a minha alma mais aliviada. É que, provavelmente, só voltarei a postar qualquer coisa aqui em 2012, por isso, decidi escrever já tudo o que queria para assim ficar mais descansado e com menos uma coisa na cabeça.
Estranho foi este ano de 2011, que ficará, certamente, marcado por muitos acontecimentos que mudaram o mundo para algo novo, como o que aconteceu com as mortes de Bin Laden, Muhammar Khadafi e, mais recentemente, Kim Jong-Il. A música ficou marcada também pelo desaparecimento de Amy Winehouse, e também de Clarence Clemons, saxofonista da E Street Band de Bruce Springsteen. O mundo do cinema perdeu Elizabeth Taylor, e a comunicação ficou sem Artur Agostinho. Steve Jobs revolucionou o mundo digital, e partiu também este ano, deixando uma empresa gigante cheia de sucesso a caminhar para um futuro cada vez mais tecnológico. Por cá, em Portugal, a austeridade, a Troika, e a eleição de um novo Primeiro Ministro foram a…

Padres à vassourada

O título da notícia e o canal que a noticiou são, só por si mesmos, uma comédia pura. Quem é que vai dar um título destes a uma notícia? Ninguém puramente são. A RTP decidiu ser ela, desta vez, a fazer o papel de parva (os três canais fazem turnos. Por vezes é com a RTP, outras com a SIC e depois há ainda outras - mais frequentes - com a TVI...), decidindo dar a esta triste notícia um título que bem poderia ser o de uma comédia de domingo à tarde, protagonizada por Adam Sandler ou outro da sua pandilha. O que a notícia... noticiava, queridos leitores, era que ocorreu, na Igreja da Natividade, em Belém (se fosse na nossa Belém teria também uma certa piada, mas não, isto ocorreu na Belém onde nasceu Jesus Cristo), um combate "mortal" entre padres ortodoxos e apostólicos, cuja arma os "soldados" de cada lado empunhavam era, nada mais nada menos, que... vassouras. Parece-me que, segundo pude pesquisar, o objetivo dos padres de ambos os lados era limpar a dita igreja. E…

Ontem fui a um sítio que pode ser comparado a uma feira e tinha alguma popularidade, mas não consigo dizer que é uma feira popular...

... resumindo o título deste post, ontem fui a um sítio repleto de diversões típicas de feiras populares, e estava instalado junto ao circo Chen, ambos no antigo sítio da - lá está - feira popular de Entrecampos. Só que, ao entrar lá dentro, aquilo não me pareceu a feira popular. A feira popular que, há oito anos, fez as minhas delícias de petiz e me fez andar nos carrocéis, carrinhos de choque e comer algodão doce. Aquilo era, lá está, mais uma feira que outra coisa. Não por ser o circo Chen o dono daquilo e porque os Chen são uma família cigana, mas era o que parecia pelo aspeto daquilo. Algumas diversões espalhadas num sítio do local da antiga feira popular, música pimba aos altos berros, barracas com pechinchas que não servem para nada, e depois, o restante espaço livre do recinto estava ocupado por... nada, e carros estacionados. Não sei o que vos diga, meus amigos. O meu sobrinho pode ter gostado daquilo, mas eu fiquei dececionado. Talvez também por ter crescido e ter ficado men…

Outro escritório

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Como já reparei que, depois de escrever hoje, só poderei voltar a entrar neste estaminé já no estranho e, segundo alguns, apocalíptico ano de 2012, aproveito já para descarregar toda a minha (pouca) energia que pretendo gastar para escrever, em vez de a deixar guardada por uns dias, algo que pode ser mau para a minha pessoa (mais ou menos a reação que um viciado em droga tem quando vê que vai ter de largar o vício por uma semana até o seu dealer voltar ao beco habitual de venda de doses). Por isso, aproveito para escrever sobre uma série, um post que há muito tempo estava para surgir, metido entre as desarrumadas prateleiras poeirentas e mal cheirosas da minha mente.
A série de que vos pretendo falar neste post é a que está na imagem acima. Se depois de olharem para a dita imagem não conseguiram perceber qual é a série, então são analfabetos e têm rapidamente de se alfabetizar (mas espera aí... se conseguiram ler este texto até aqui, como é que seriam analfabetos ao ponto de não cons…

Cinema natalício

Por causa do passado fim de semana (que, para os mais distraídos que não notaram, foi fim de semana de Natal - se bem que os compreendo. Com tão poucas luzes nas ruas é difícil alguém notar que se está numa época tão festiva como esta), as televisões generalistas - e não só, mas em particular as generalistas - tiveram a bondade de bombardear os telespetadores com dezenas de filmes que foram exibidos durante o fim de semana. E entre essas dezenas de filmes - muitos deles de gosto algo duvidoso para serem mesmo considerados filmes - eu vi dois.
Um dos filmes que pude ver (neste caso, rever) foi o magnífico filme de animação da Pixar «Toy Story 3». A Pixar é uma produtora que já habituou os espetadores com filmes do melhor e que nada os pode igualar, mas acho que este terceiro capítulo de «Toy Story» tem algo mais ainda. Além de ser o melhor filme da trilogia, (e que podiam ter acabado a história no segundo filme mas, se formos a ver bem, ainda bem que fizeram este) «Toy Story 3» tornou-s…

A festa... não já a do ano novo, mas a do filme com Peter Sellers

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«A festa» é tida como um clássico da comédia cinematográfica e um filme de culto. Peter Sellers interpreta Hrundi Bakshi, um ator indiano em Hollywood que, após ter acidentalmente destruído um cenário de um filme que estava previsto explodir dois minutos depois, é convidado por engano para uma festa reservada para a elite hollywoodiana. Nessa festa, Bakshi conhecerá vedetas, produtores e celebridades e irá meter-se no mais variado leque de sarilhos, que tenta resolver sempre com boas intenções, mas que acaba sempre por criar o caos total. «A festa» é um filme que conta com a assinatura de Blake Edwards (também conhecido pelos filmes da "Pantera cor de rosa") que se torna buma sátira tresloucada e divertida ao estranho mundo de Hollywood, que muitas vezes parece, ao olhar dos seres humanos, um planeta muito distante da Terra.
★ ★ ★

2001. É aquele filme da odisseia no espaço.

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Vi, no dia anterior à véspera de «Natali», esta magnífica peça cinematográfica que é «2001: odisseia no espaço». E digo-vos, fiquei espantado. Um filme espetacular a nível visual e cinematográfico, uma obra assombrosa, épica e extraordinária. Há quem a compare ao último filme do Malick. Para mim nada a ver. Este é uma verdadeira obra prima que me pôs a pensar, a pensar... Ainda estou a pensar em algumas perguntas que o filme me deixou. É fundamental qualquer ser humano ver este filme. «2001: odisseira no espaço» é um espaço de cinema puro e também uma oportunidade para o espetador refletir sobre os grandes mistérios da existência humana, acompanhado por uma fantástica banda sonora e uma excelente história de ficção científica, que ultrapassa várias épocas do passado, do presente e do futuro da Humanidade. E imagino que, se ver este filme num ecrã pequenino já causou um impacto tão grande em mim, imagino num ecrã gigante (que é onde se deve poder contemplar a 100% a magnificiência dest…

Mérri Queristemas... ende a hápi neú íar

E pronto, chegámos mesmo àquela época do ano odiada por uns e adorada por outros. Eu não entro nem num grupo nem noutro. Estou lá no meio.
Vai muita gente meter-se agora nos centros comerciais para comprar as prendas de última hora... E eu? Eu já comprei tudo há muito tempo! Para evitar mais stress natalício além do que é causado pela comida em grandes doses distribuída durante os dias 24 e 25 de Dezembro...
Enfim, como acho que não vou poder vir aqui neste fim de semana, deixo já aqui a mensagem de natal do blog:


A gerência responsável pela Companhia das Amêndoas - da qual faz parte, na sua totalidade, este indivíduo que escreveu esta mensagem - deseja, a todos os seus quarenta e quatro seguidores efetivos, aos quarenta e nove seguidores facebookianos e a todos os leitores ocasionais destas linhas, um feliz Natal e um ano em grande, a começar com o pé direito... Ou o esquerdo. Ou com os dois, se quiserem dar um saltinho. Desde que entrem é o que interessa. Mas por agora, um GRANDE E SA…

De quem é a vida, afinal?

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«De quem é a vida, afinal?» é um espantoso drama do princípio da década de 80 realizado por John Badham e injustamente esquecido na atualidade. Adaptado da peça homónima de Brian Clark (que escreveu também o argumento cinematográfico), este filme conta-nos a história de Ken Harrison (Richard Dreyfuss), um escultor de profissão que fica quadriplégico após ser vítima de um acidente de viação que o obriga a ir parar a um hospital. Mais tarde, Ken, com a ajuda do advogado e de alguns amigos do hospital, irá tentar ter alta do estabelecimento para poder pôr um fim mais digno à sua vida. Contra Harrison estará o doutor Michael Emerson (John Cassavetes), que pretende cumprir o seu dever enquanto médico de manter vivos os seus pacientes. Com excelentes interpretações por parte de todo o elenco e um argumento muito bem escrito, este é um filme que merece ser visto e discutido por ser muito atual por falar de temas que continuam, ainda hoje, muito polémicos.

Nota: * * * * 1/2

Escudo nosso de cada dia

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Nos últimos dias, nas últimas semanas, nos últimos meses e até (provavelmente) nos últimos anos, foram muitos os indivíduos (e agora gostasse que houvesse um feminino para "indivíduos" porque seria giro para este post, mas como não há, paciência, perde-se a piada) que profetizaram o apocalipse do euro e a ressurreição do nosso escudinho.
A minha humilde opinião sobre isto, perguntam vós (assim como eu pergunto a mim mesmo como é que eu dou tantos pontapés na gramática)? Bem, em relação a esta problemática, que se tem vindo a acentuar nos últimos dias devido aos problemas financeiros e às supostas tentativas de salvação/sobrevivência do "éro", é... 'tá boa.
Sim, apenas isto. Se o euro ficar, tudo bem, para mim é bom. Se o euro acabar de vez e cada país voltar à sua moeda de origem, bem, para mim também não faz mal, porque até tenho por aqui por casa umas caixas com escudos antigos que, se calhar, até rendem alguma massa se essa situação acontecer.
Mas o que eu pe…

A fúria da razão

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Eis o grande feito dos tugas. Muitas vezes dão títulos traduzidos aos filmes que nada têm a ver com os originais, mas depois vai-se a ver e alguns soam muito bem e ficam melhor que os do país de origem. «Dirty Harry», na nossa língua «A fúria da razão», é um desses casos. Gostei de ontem à noite passar duas horas na companhia do detetive Harry Callahan, uma figura já lendária do cinema de ação americano, interpretada pelo veterano Clint Eastwood. Harry é um inspetor da polícia de São Francisco, implacável e que gosta de impôr respeitinho por todos os lados por onde passa - não vá alguém levar um tiro no focinho por isso! -, que se vê a braços com a investigação de um assassino que mata vítimas ao acaso. Harry não vai olhar a meios para atingir os seus fins, mas claro, a lei, por vezes, dá umas patadas na poça que impedirão Harry de alcançar o seu objetivo principal: capturar aquele estranho psicopata. O filme não é uma obra-prima, nem é o melhor filme com Clint Eastwood, mas entretém,…

Update literário

Vamos lá aqui atualizar as minhas leituras:

Li «Um homem de sorte» de Michael J. Fox, um livro autobiográfico que nos dá a conhecer em pormenor a vida do ator e as dificuldades que teve de enfrentar devido a ter Parkinson.
Nota: * * * *

Também li de uma assentada o segundo volume das «Aventuras de Dog Mendonça e Pizzaboy». Não achei tão bom como o primeiro livro mas mesmo assim lê-se muito bem e recomenda-se. Afinal, é banda desenhada portuguesa!!!
Nota: * * * *

Funny Games

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«Brincadeiras Perigosas», um filme de Michael Haneke, é um prodigioso exercício sobre o poder do cinema e aos diversos tipos de manipulação dos media a que o espetador é, muitas vezes, induzido a aceitar. Estamos perante um filme que vira de pernas para o ar a própria definição que cada um tem do cinema, e mostra que, na sétima arte, tudo é possível. É-nos apresentada uma história que, ao princípio, parece clássica: Um casal e o seu filho vão passar férias numa vivenda num sítio com paisagens fantásticas, e depois são encurralados por um par de psicopatas que irão brincar com as suas vítimas. O bom de «Brincadeiras Perigosas» é por não ser banal ou previsível. É capaz de, quem o ver, ficar surpreso com as reviravoltas que se sucedem em toda a história. Mas este filme não é possível que agrade a toda a gente. É uma obra que divide opiniões. Mas mesmo assim acho que ver «Brincadeiras Perigosas» é uma grande experiência, quer que se aprecie ou não a fita ou a obra de Haneke.

Nota: * * * *

Um Papa equiparável ao Padrinho

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Esta é mais uma série que estou a acompanhar, desde que estreou no AXN há duas semanas. «Os Bórgia» retrata a vida da família Bórgia, tendo como pano de fundo (pelo menos nestes primeiros episódios) o papado de Rodrigo Bórgia, o patriarca desta família, onde o crime, a corrupção, a traição e a mentira abundam como é habitual em muitas séries de época (caso de, por exemplo, «Os Tudors»). «Os Bórgia» é uma das famílias mais conhecidas da História, e a sua vida e os episódios que são abordados nesta série são muito interessantes, muito bem escritos e interpretados. Apesar de não ser nenhuma obra-prima da televisão americana, consegue ser uma série de qualidade, que entretém e não deixa ficar mal quem a queira ver. Pelo menos eu já vi os dois primeiros episódios e fiquei satisfeito, e por isso continuarei a acompanhar a série até que acabe a temporada, e se continuar interessante, irei com certeza ver a próxima quando estrear, pois a série já foi renovada para mais uma dose de episódios …

Hey, America, this is for you!

Chegámos àquela altura do ano que, além de ser marcada pelo Natal e por todos os preparativos e festividades que envolvem essa quadra, é também marcada pelas nomeações dos Globos de Ouro. Sim, meus amigos, pode parecer uma palhaçada o que eu estou a dizer, mas se calhar, se olharem para a lista dos nomeados desses prémios nos EUA é que são mesmo para rir. Essas nomeações fazem-me lembrar, a cada ano, a idiotice do sistema do entretenimento americano, para além do facto de, na maior parte das vezes, vencerem filmes ou séries ou atores que daqui a cinco ou dez anos já ninguém se recorda. Sim, eu acho que os prémios, tanto dos Globos como da Academia, giram muito à volta de uma roda de interesses comuns e de audiências. Senão vejamos: em finais da década de 90, quando «Titanic» arrecadou onze Oscares, digamos que não foi pelo facto do filme ser bom. Nem por isso. Foi por ter sido um blockbuster de entretenimento, que esta pessoa que vos escreve considera amargo como tudo. O mesmo acontec…

Cinema em estado puro

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É praticamente impossível dizer algo sobre «O Padrinho» que ainda não tenha sido referido e discutido. Por isso, só me posso restringir ao que possível, ou seja, concordar com a maioria das pessoas que viram o filme e dizer: sim, é extraordinário. Uma obra épica a suar de excelência por todos os poros. Uma fita que nos leva à raiz do verdadeiro cinema e ao que de melhor se fez em toda a História da Sétima Arte.
Perdoem-me o vocabulário muito elaborado, com a utilização excessiva de adjetivos com os quais escrevo esta crítica. Mas só assim consigo falar de «O Padrinho» para ser mais credível. Sempre que ouço algum colega ou amigo falar mal ou ignorantemente do filme, logo entro em defesa da obra da autoria de Francis Ford Coppola. E tive a oportunidade de revê-lo ontem e hoje (ontem à noite o cansaço era demais para conseguir ver até ao fim e deixei os últimos quarenta minutos de filme que faltavam para hoje de manhã), e também vou aproveitar para conhecer melhor os capítulos seguintes …

Everybody's talkin

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Da banda sonora de «Midnight Cowboy», ficou para a História esta famosíssima canção, usada e abusada em todo o tipo de filmes e séries de TV.

O cowboy da meia noite

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«O cowboy da meia noite» retrata a vivência de dois homens nas ruas de Nova Iorque (e em particular a "47 street"). Joe Buck (Jon Voight) é um ingénuo rapaz do campo com um passado não muito feliz, que decide viajar até Nova Iorque para enriquecer à custa de mulheres mais velhas e mais ricas. A dada altura, conhece Ratso Rizzo (Dustin Hoffman naquela que considero a sua melhor atuação, de todos os filmes que vi do currículo deste ator), um vagabundo deficiente e também com uma triste história de vida, que se irá juntar a Joe e a ajudá-lo no seu "negócio". «O cowboy da meia noite» é um grande clássico do cinema americano, aplaudido e aclamado desde a sua estreia até aos nossos dias, tendo vencido três Oscares da Academia para melhor realizador, melhor argumento adaptado e melhor filme de 1969. De destacar as poderosas interpretações das duas personagens principais, o soberbo argumento, a excelente montagem e a extraordinária realização. Uma obra cinematográfica que …

Balas sobre a Broadway

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A grande imaginação e o humor genial de Woody Allen estão bem patentes em «Balas sobre a Broadway», um dos filmes mais famosos e aclamados do comediante americano. A fita passa-se nos anos 20, tendo como pano de fundo uma América dominada pela máfia e pelos seus interesses, com muita corrupção e assassínios à mistura. No meio de tudo isto, surge um autor de peças de teatro (John Cusack) que pretende que a sua nova obra seja um grande êxito (ao contrário das suas antecessoras). Mas para levar a sua peça para os palcos da Broadway, esta personagem só o conseguirá graças ao seu novo mecenas, um dos grandes líderes da máfia local, que o obriga a colocar a sua namorada num dos papéis da peça, embora ela seja péssima a representar (e ela, claro, não acha isso). Para ir aos ensaios a dita cuja é obrigada a ser vigiada pelo seu guarda-costas, que mais tarde irá ajudar o autor da peça a melhorá-la e tornando-se também ele o seu autor. Este filme é muito divertido, e dos poucos que vi do Woody …

Diz que é uma espécie de... coisa

Foi na tenra idade de oito anos que este mamífero que vos escreve tomou contacto pela primeira vez com o mundo do Gato Fedorento, graças a sketches mostrados por um familiar, e também pela publicidade que, na altura, Ricardo Araújo Pereira fazia na personagem do «Homem a quem parece que aconteceu não sei quê», figura que tive o prazer de interpretar durante dois ou três minutos numa apresentação ao público escolar do Rainha Dona Leonor.
Há cerca de um mês e alguns dias fui a um debate sobre humor com Ricardo Araújo Pereira e o professor Abel Barros Baptista, evento sobre o qual escrevi aqui no blog.
Bem, hoje ocorreu o segundo encontro sobre humor, que, tal como o anterior, decorreu na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, e desta feita teve um convidado - o escritor Mário de Carvalho, autor da «Inaudita Guerra da Avenida Gago Coutinho».
Só que, tal como acontece a muitos filmes, a "sequela" (ou seja, esta segunda reunião) não foi tão boa como a primeira (a "original&qu…

Peço a palavra

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Num ambiente de instabilidade e de crise como é este que, na atualidade, a sociedade tem de se confrontar, torna-se urgente manter vivos os valores morais e éticos que nos foram ensinados e que devem continuar a ser preservados para as próximas gerações, tentando que talvez as pessoas se apercebam que pode haver uma luz no meio da escuridão, para mudar um mundo que, em variadas situações do quotidiano, me faz pensar que esses valores, simplesmente, não existem.
«Peço a palavra», no original «Mr Smith Goes to Washington», é um filme que tenta mostrar ao espetador que, apesar de toda a maldade e injustiça que abunda na sociedade do século XXI, há sempre alguém que, no meio de uma grande multidão, se destaca por querer mudar o seu espaço ou a mentalidade do Homem.
O filme, realizado por Frank Capra ("Do céu caiu uma estrela") conta-nos a história de Jefferson Smith, um indivíduo da província que é convidado para o cargo de senador por Washington D.C, mas cujo papel vai ser, para …

Cyrano de Bergerac

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Adaptação da famosa peça teatral homónima de Edmond Rostand, «Cyrano de Bergerac» conta com a brilhante interpretação de um dos maiores atores franceses dos últimos trinta anos, Gerard Depardieu, cujo papel neste filme lhe valeu um prémio de Cannes como melhor ator e uma nomeação para os Oscars na mesma categoria. A história passa-se no século XVII, época marcada por grandes revoluções sociais e científicas, centrando-se na personagem de Cyrano de Bergerac, um poeta com uma coragem sem igual que se apaixona pela sua bela prima Roxana (muito bem interpretada por Anne Brochet), mas que esconde esse sentimento da sua amada por causa de um pequeno inconveniente de Cyrano: o seu grande nariz. Esta fita tem comédia, ação e drama em doses iguais. Nada é demasiado comercial ou demasiado lamechas para não se poder considerar que «Cyrano de Bergerac» é um grande filme europeu, que nos faz entrar numa época muito diferente da nossa, com um nível de detalhe muito interessante e que nos faz estar …

Para verem quem manda!

Como já estou fartinho de ter quarenta e tal euros no telemóvel e não os poder gastar porque tenho sempre de carregar mais 12,50€ para cumprir o tarifário mensal (que diz que não tem mensalidade mas volta e meia vai-se a ver e tem), senão chantageiam-me e tiram-me 50 cêntimos por dia, vou deixar de ter qualquer tarifário "especial" da vodafone e volto ao clássico telemóvel sem yorns ou planos vita coiso. Enganem quem quiserem, ó! Aqui ao ruizinho é que não!!!

Diz que os marretas são adoradores de Estaline

A direita conservadora americana parece que gosta de, de vez em quando, dar o ar da sua graça, ao insultar ícones do cinema e da cultura com as suas teorias de que tudo à sua volta é esquerdista, como se ainda estivessemos na caça ao comunista que reinou nos EUA no século XX.
Agora, os republicanos voltaram a atacar, afirmando que, após terem insinuado «Happy feet 2», «Cars 2» e «Wall-E», neste momento a vítima foi a mítica criação de Jim Henson e o filme que retomou o antigo franchise, os Marretas, que foram acusados pelas mesmas razões dos antigos alvos que referi, de serem incentivadores ao comunismo e ao marxismo.
Caramba! Têm de ver Karl Marx e o Lenine e o Engels e o Trotski por todo o lado? Não têm mais nada que fazer?
Mas... se isto tivesse algum ponto de verdade, o sapo Cocas estaria neste momento a afirmar «Bolas! Descobriram-nos a careca! Camaradas, vamos para Cuba! Pelo menos aí se calhar somos elogiados!»
E pronto. Foi giro não foi, este pequeno comentário à situação que as…

No Camões

Ontem, a convite dos meus amigos de já há uns anos, fui assistir ao café concerto do Liceu Camões. Achei piada ao liceu. Já tinha lá estado duas vezes antes, mas desta espreitei mais em pormenor os interiores, e caramba, parece uma casa fantasma. Por isso achei muito interessante, por permanecer bonita ao ser antiga.
Em relação ao café concerto... à parte de uma ou outra performance mais dispensável, gostei muito de ouvir os meus amigos André e Inês num cover da música «Gaivota» dos Amália Hoje, bem como de alguns fados cantados e também de um tocador de guitarra portuguesa - um instrumento que gosto muito, especialmente tocado sem ser em fado. Tem uma sonância extraordinária, na minha opiniã tão boa ou melhor que as guitarras ditas clássicas.
Foram umas duas horas bem passadas, com o reencontro de antigos colegas, que não são antigos amigos. Continuam a ser amigos, do presente.
Um obrigado a todos!

127 horas contadas numa hora e meia

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«127 horas» não é um filme marcante para Hollywood nem para o cinema em geral. Não é nenhuma obra-prima que perdurará por anos e anos na memória dos seus espetadores. Não é daqueles filmes que ganham uma importância tão grande que, anos mais tarde, são objeto de preservação e de comemoração nos EUA. Contudo, não deixa de ser um bom filme. Danny Boyle assina esta película sobre um homem que luta pela sua sobrevivência após ficar com o braço direito preso por uma grande rocha em Utah, e as 127 horas do título é o tempo que o indivíduo ficou encurralado. Gostei do filme por duas razões: a prestação de James Franco, um ator que não me diz muito nem do qual eu seja admirador, mas que gostei muito de o ver neste papel, e também o modo como a história é contada, sem glorificar a personagem de Franco pelo seu feito ou de o tornar um herói. Muitos não gostam de Boyle por causa de «Quem Quer ser bilionário?», vencedor de oito Oscares há menos de cinco anos. Mas independentemente de se ter gosta…

SPAM - uma crónica pouco interessante, mas que pretende fingir que o é para passar por cima das pessoas mais espertas e ser considerada uma obra-prima

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(NOTA: a introdução do clássico sketch dos Monty Python neste post não significa que eu irei falar dele. É porque sempre que eu penso em SPAM lembro-me primeiro deste sketch, e só depois me lembro que ah, sim, SPAM é também... aquilo que vos vou falar neste post. Talvez assim consiga ter as ideias mais arrumadas para tentar fazer um texto de jeito. Talvez...)

Pensar em SPAM faz-me sempre concordar mais com a minha mini-teoria da conspiração (e sim, caro leitor ou cara leitora, todos nós adoramos criar teorias da conspiração), onde afirmo que os indivíduos que criaram a internet e os e-mails deviam estar, com certeza, arreliados com algo ou alguém. Para receber todo aquele correio eletrónico que mais não serve para nada que para a pasta «lixo» do e-mail, só pode ser por isso. Então e se a pessoa que criou a internet está aborrecida com esta pessoa que sou eu, então estou bem tramadinho, ai se estou...
Mas vamos por partes. Entro num dos mails que tenho, que são três: sapo, gmail, hotmail…

Férias...? Sim, pode-se considerar como tal

Hoje, tive o privilégio de encerrar a época de testes deste primeiro período, com um teste de geografia, que não foi um privilégio de se fazer. Mas isso é outra história. O que interessa agora é que estou livre! Livre como... uma pessoa normal. Ia dizer como um pássaro, mas isso é estúpido, não?
Bom, talvez retome à escrita blogueira normal, se me ocorrerem muitas ideias - o que é improvável que aconteça. Mas sabe-se lá, meus amigos, sabe-se lá.

And that's all folks!

Who you gonna call?

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Hollywood tem provado, ao longo das décadas (e sobretudo os anos 80) que se pode fazer uma boa história sobre tudo e mais alguma coisa. Neste caso, foi com a história de três indivíduos que decidem abrir uma agência por conta própria de caça de fantasmas. A premissa parece pouco prometedora, mas «Ghostbusters», que se tornou rapidamente num dos maiores filmes de culto da década de 80, tem um pouco mais de conteúdo do que possa aparentar. Contando com as interpretações de várias estrelas que, anos antes, tinham brilhado no famoso programa da NBC «Saturday Night Live», como por exemplo Bill Murray e Dan Arkroyd (que co-escreveu o argumento), «Ghostbusters» consegue manter alguma da originalidade e frescura que ostentava quando estreou pela primeira vez, com muito humor, e também algum terror.

Nota: ****

O esférico rolando sobre o alcatrão - a tenebrosa relação de Rui Alves de Sousa com o futebol

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A relação que esta pessoa que vos escreve tem com esse desporto tão conhecido que é o futebol pode ser comparada à relação que eu tenho com este estaminé blogueiro: às vezes somos amigos, outras vezes inimigos. E ainda há algumas vezes em que somos meio amigos mas com algumas inanimizades ao nível de determinados assuntos, mas agora este aspeto nada vem para o caso.
Digo-vos que eu gosto mais ou menos de futebol. Gosto de estar minimamente informado sobre os primeiros lugares da liga e essas coisas, mas não sou daqueles que gosta de ver esses «Trios de Ataques» e «Mais futebóis», programas de debate sobre o mundo futebolístico que até têm audiências muito favoráveis. Mas não gosto do fanatismo com que algumas pessoas levam o futebol, como as claques que gostam de atirar pedras e garrafas umas às outras... É um festim idiota e estúpido que comprova que o povo português está mais preocupado com o futebol que com outra coisa.
Já agora, para evitar mais perguntas de «Qual é o teu clube min…

BTTF 3

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«Regresso ao futuro parte III» é muito «apedrejado» e criticado por muita gente. Eu gostei, como já tinha gostado da primeira vez que o vi. É um filme tão bom como o seu antecessor, não por falar do futuro e ter muitos efeitos especiais (tem alguns, este terceiro capítulo, mas não tantos como no segundo), mas por fazer uma abordagem muito interessante à gloriosa época do Velho Oeste, uma época mitológica para a história dos EUA. É uma homenagem completa ao género western e a certas figuras desse género cinematográfico. se bem que se façam referências a «Taxi Driver» e a Michael Jackson. É uma conclusão perfeita para uma das melhores sagas de fantasia que Hollywood trouxe ao mundo. Muitas das perguntas que podem ter ficado por responder nos dois outros filmes são meticulosamente respondidas ao longo de todo o filme, como o que acontece ao Marty que, supostamente, iria mudar o seu futuro. «Regresso ao futuro Parte III» é diferente dos seus antecessores porque, se o primeiro tinha o obje…

BTTF 2

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Depois de revisto o primeiro filme, pude visionar, durante o resto da semana, as duas sequelas dessa mítica trilogia «Regresso ao futuro» de Robert Zemeckis e Bob Gale, uma obra que prima pelas boas histórias e atores, e por continuar atrativa ainda hoje, algo que muitos filmes da época não conseguiram. Neste segundo filme, faz-se uma viagem ao... futuro. Ou seja, daqui a quatro anos. É engraçado ver-se a perspetiva que os autores tinham do que seria o naquela altura longínquo ano de 2015. Mas até lá, quem sabe se não aparecem aí uns hoverboards? Até que eram bem jeitosos, se eu por acaso encontrasse na rua um gang do género do do Griff Tennen (só que com roupas ainda mais ridículas do que aquelas que eles usam no filme, de certeza). Desta segunda vez que vi a segunda parte de «Regresso ao futuro» gostei mais do que vi do que da primeira vez que a pude ver. Talvez isso se deva ao facto de, quando vi esta Parte II pela primeira vez, foi passados dois anos de ter visto o filme original.…

É Natal, é Natal, e mais qualquer coisa que rime com «al»

Depois de ter relido um texto de minha autoria com dois anos de existência sobre a quadra natalícia, decidi que estava na altura de renovar o tema com um post ainda mais idiota que o antigo. Para refrescar a idiotice vulgar deste blog, vou fazer aqui um apontamento sobre duas características desta época que ainda não tinha falado.
E aproveito para assinalar algo: parece-me que agora a mascote supra-sumo da minha irritação, que dá pelo nome de Popota, está a dominar completamente o mercado publicitário natalício. Parece-me que a Leopoldina, embora os implantes que colocou naquele certo sítio, está a perder, finalmente, terreno para o hipopótamo rosado que agora é «partner» dessa avestruz. Não é que eu goste mais da Popota, muito pelo contrário, sou anti as duas figuras, mas é interessante notar que as duas fazem campanhas publicitárias em que se fazem de figuras sexy, e depois quem ganha é o hipopótamo. Qual será a razão? Será que o povo português se identifica com a Popota? Talvez, não…
De maneiras que este ano cá vai o Rui participar no Nescolas. Esperemos que esta edição corra melhor.

Para já a candidatura foi enviada, e se formos um dos 60 grupos selecionados, poderemos passar à fase da entrevista (escolhemos o Nuno Markl, vamos a ver se irá dar se passarmos...)

E é isto.