quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Sobre nada

É impossível ter-se uma opinião universalmente aceite sobre qual é a melhor sitcom de todos os tempos, porque há muitas que podem ser apelidadas de excelentes, e todas mereceriam o primeiro lugar.

Uma dessas sitcoms mestras, dignas de serem admiradas como se religiões se tratassem, é «Seinfeld», a famosa série americana que conquistou o público de todo o mundo ao longo dos anos 90, e que agora está novamente em reposição na SIC Radical (até agora vi toda a sexta temporada graças a esta exibição na TV, e agora vou começar a sétima). «Seinfeld» tem uma particularidade que a distingue das outras comédias de situação, e que todos os fãs que estiverem a ler isto saberão do que estou a falar: é do facto do programa falar sobre... nada. Tanto um episódio inteiro pode ser feito sobre uma matrícula de automóvel algo estranha como também a espera num restaurante chinês pode dar vinte e dois minutos de pura comédia.

Mas atenção: «Seinfeld» não tem mérito por ser só sobre situações do quotidiano de um grupo de amigos (um stand up comedian, um careca neurótico, um tipo passado dos carretos e uma moça também ela com o seu toque de loucura) auxiliados por um vasto leque de grandes personagens secundários (o maior exemplo disso é o maquiavélico Newman). Tem mérito por continuar a ser fresca e engraçada mesmo que fale dos temas mais ridículos que se possa imaginar. Ou seja, «Seinfeld» é a loucura em estado puro. Os opositores desta sitcom podem dizer que não se ligam ao tipo de humor da mesma, mas se disserem que é má... ah isso é que não é de certeza!
Yada Yada Yada...

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