Rebelde sem causa?

Há filmes que continuam a ser importantes na História do Cinema, passados mais de cinquenta anos após a sua estreia original. Um desses casos é «Fúria de viver», uma "tradução" de «Rebel without a cause», o segundo filme dos três protagonizados por James Dean, estreado um mês depois após a morte do ator, que por morrer tão novo tornou-se um mito incontornável do Cinema Americano.
Este filme retrata a rebeldia de uma geração da década de 50, com os seus dilemas, as suas alegrias e também, se formos a ver bem, as suas parvoíces. James Dean é Jim, um jovem que gosta, resumidamente, de se meter em sarilhos. Ao chegar a uma nova cidade com os Pais, irá ser confrontado com um mundo escolar novo e perigoso para ele, que o levará a estar no meio dos problemas e a arranjar alguns amigos.
Como eu disse, o filme vê-se bem, mesmo sendo tão antigo (porque há filmes que, com o tempo, perdem a "magia". Este não), e torna-se atual, em certa medida, por falar da adolescência de uma maneira que eu, jovem do século XXI, achei algo coincidente com a geração de hoje em dia.
O filme tem alguns coloridos característicos do cinema clássico que alguns não poderão gostar: planos longos, uma ou outra interpretação meio exagerada, mas eu gostei muito, e fiquei fã do James Dean. Neste filme ele faz uma grande interpretação, tanto ele como os outros jovens do filme. Por isso aconselho a sua visualização. E não se deixem acanhar pelo facto do filme ser antigo. Podem ter uma boa surpresa, com este e com outros filmes dessa época, que se tornaram imortais por terem conseguido resistir ao tempo.

Nota: ****1/2

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