Os dias das nossas vidas

No passado dia 24 de Novembro comemoraram-se vinte anos sobre o desaparecimento de Freddie Mercury (comemorar é como quem diz... ninguém "comemora" a morte de alguém, não é? A não ser que seja uma pessoa que nos fosse bastante desprezível, mas isso agora não interessa para o caso). E para assinalar esta data, o Biography Channel fez o favor de passar nesse dia, à noite, o documentário de dois episódios «Days of our lives» da BBC, feito este ano e integrado nas celebrações dos quarenta anos de Queen, na sua programação, e que eu tive o gáudio de poder gravar e ver ontem à tarde no «télévisor», em vez de estar a estudar.

Uma coisa que muito me alegrou é que (parece que sim, finalmente) o Biography deixou de dobrar os seus documentários e passou a legendá-los, o que para uma pessoa fã de originais como eu sou, torna-se um grande presente, além de ser um documentário sobre a minha banda favorita.

«Days of our lives» é capaz de ser o melhor documentário que existe à face da Terra (porque talvez nos outros planetas possam ter já feito programas melhores, nunca se sabe!) sobre a carreira de uma das bandas mais famosas em todo o mundo. É um documentário, como já referi, com a chancela da BBC, o que, por si só, já lhe dá uma certa garantia de qualidade.

O documentário não é uma peça que fique para a História da Televisão. Não é nenhuma dessas obras primas documentais como as que a HBO costuma "fabricar" ou outras séries documentais da própria BBC. Mas para os fãs dos Queen é um bom programa, e também para os menos fãs que gostariam de conhecer a carreira destes quatro magníficos, pois o programa é muito acessível, o que ajuda muito (embora, de vez em quando, haja uns "piscares d' olho" para certas informações que só os grandes fãs sabem e que escaparão aos espetadores menos informados). É um documentário que se vê muito bem e que vale a pena, pois os Queen são das poucas bandas que, tal como os Beatles e outras que agora não me recordo, têm uma história tão marcante e inspiradora que continuarão a marcar a cultura popular nas próximas décadas.

E, para terminar este texto, gostaria apenas de dizer duas coisas. Primeira: vamos a ver como será o filme dos Queen, com Sacha Baron Cohen no papel de Freddie Mercury. Segunda: que venham mais quarenta anos de sucesso para os Queen, porque o espetáculo tem de continuar!

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