sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Chamem a RTP, uouououo... que eu não pago!

Nada melhor, para retomar (por momentos) a rotineira de escrita blogueira do que com uma opinião contraditória à minha, que pude ler há momentos no site do Diário de Notícias.
Falo-vos de um texto de opinião sobre televisão da autoria de Nuno Azinheira (um cronista que de quando em vez diz coisas acertadas, mas que na maior parte dos casos, ou diz bem de programas como «Morangos com açúcar» ou então opina sobre coisas destas), que abordava os brutos salários das "estrelas" da RêTêPê, tema que praticamente quase toda a gente tem a mesma ideia (à exceção do Sr. Azinheira e claro, as ditas vedetas da RTP, que preferem ter os bolsos cheios de massa até cima do que, vá, cheios até meio), mas que, claro, eu como bom português que sou, também tenho de dar por escrito a minha opinião sobre isto. Já na página online da crónica fiz um comentário, mas aqui vou desenvolver um pouco mais as minhas ideias.

Ora bem, vejamos... Azinheira acaba a crónica a dizer que, se a RTP quer ter vedetas, tem de lhes pagar o mesmo que as privadas, ou até mesmo mais. Duas coisas... Primeira: muito pouca gente que está na RTP é, de facto, uma vedeta, ou parece-o ser, e segunda: o objetivo da RTP, caro Azinheira, não é audiências, mas sim serviço público, que é, segundo a minha definição de serviço público, uma gama de programas diferentes das privadas, dos mais variados setores, e que haja mesmo programas que não têm tanto espaço nas privadas (como no setor do humor, por exemplo)! E isso não justifica os altos salários de certas vedetas da RTP. É que se elas fizessem programas com, vá, audiências (já que, infelizmente, a RTP1 hoje em dia só serve para isso), ainda se justificava um salário um pouco mais alto, e numa privada ainda mais. Mas as vedetas da RTP não fazem programas que sejam vistos por mais do que um vigésimo ou trigésimo da população portuguesa! A RTP idolatra Catarinas Furtados, Josés Carlos Malatos... mas além dos programas que eles fazem serem maus e de eles não serem apresentadores de TV no exato sentido do termo, eles não servem para nada! Mas a RTP continua a dar-lhes a máxima atenção, deixando de lado ou interrompendo a emissão dos poucos programas com qualidade, como aconteceu variadas vezes com o «Conta-me como foi», para poderem transmitir os, ui, grandes programas de dança e cantorias e outras porcarias desses sotôres.

E isso é serviço público? Não. A RTP vive no seu mundo, onde tudo é feliz e colorido e onde estão os melhores apresentadores de sempre. Excetuando quatro ou cinco, o resto é inaceitável.

E estou cheio de pena quando lhes forem aplicados os já previstos cortes nos salários. Vão ficar tão pobrezinhos. Ui... que pena.

Vão ter de dispensar o Porsche ou o plasma por uns tempos. Coitadinhos...

Vamos a ver se a privatização da RTP vai trazer algo de bom nesta área ou não...

Espero que melhore!

E reparei que, provavelmente, devo ter escrito o maior parágrafo que passou por este blog.

Que posso agora constatar que tem mais de serviço público que a RTP1. O que é triste de se verificar, já que este blog não é grande flor que se cheire...

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).