terça-feira, 18 de outubro de 2011

Segredos, palermice e mentiras - relato da vida de um décimo primeiro ano português pelos olhos de alguém neutro a tudo o que por lá se passa

Hoje, vou atingir os limites da minha já feroz ironia algo mista de Eça e Miguel Sousa Tavares, vou dar asas ao meu sarcasmo e finalmente um post que vai dar mesmo polémica. Sim, é desta. Se eu daqui a alguns dias não levar com um taco de basebol na cabeça, quer dizer que fui muito levezinho. Mas espero que isto não aconteça, porque penso que este texto vai ser... não gosto da palavra, mas... bombástico.
E só para não ser bombástico ao extremo, vou «anonimar» todas as pessoas que entrarão neste relato. Mas elas sabem quem são. Ou deveriam saber. Se não sabem, acordem para a vida. Está na hora!
A ideia para este texto ocorreu-me há minutos, como me acontece com muitas outras peças que escrevo aqui para o blog. E quem me conhece sabe que o que eu vou dizer é verdade: Eu não tenho papas na língua. Gosto de dizer o que penso. E por vezes, admito, até sei demais, às vezes. Sou o homem que sabia de mais. Mas como ninguém parece que quer levar estes assuntos ao extremo, eis que eu, Rui Alves de Sousa, vou dizer de minha justiça o que acho, também com responsabilidade de ser delegado desta turma.
Por isso alerto todos vós. Preparem-se, que o que vem a seguir não é, de certeza, coisa boa. Vou denunciar, num breve resumo, as tropelias, maluqueiras e idiotices em que a minha turma já andou metida ou anda a meter-se, de uma maneira mais abrangente e não muito particular, para tirar ainda mais o risco de revelar coisas que no futuro poderão dar problemas à minha pessoa. Façamos primeiro uma pequena analepse, para que os leitores alheios a todas estas problemáticas poderem contextualizar e/ou compreender melhor o relato que se seguirá. Recuemos então primeiro um ano no tempo. Tudo começou com uma turma de décimo ano. A nona turma de décimo ano da Escola Secundária Rainha Dona Leonor. E nesse ano, houve tantos sarilhos, tanta treta, tantas palermices juntas, que contá-las todas dava para fazer um livro do mesmo tamanho que a Bíblia ou maior! Foram muitas para estar aqui a numerar, mas todas juntas poderiam ser equiparadas a séries como «House». Começa bem e interessante, mas depois ao longo do tempo torna-se uma deceção. E no caso da turma, foi uma deceção não porque a "qualidade" da "série" piorou, mas sim pelo contrário, melhorou nos dramas que por lá se viviam. Digo que foi uma deceção porque a turma virou-se ao contrário. Só isso.
Mas neste ano, em um mês de aulas(ou um pouco menos que isso), o hipotético livro já teria o mesmo número de páginas que o maior volume do Harry Potter (não tão grande como a Bíblia, mas pesado como tudo!). Tudo o que se passou no ano passado resumiu-se de forma instantânea, neste ano, a apenas trinta e tal dias de escola. Ou seja, esta sequela vai superar o original, pelo lado negativo.
Mas qual será a razão de tudo isto? (música de mistério para dar um pano de fundo à pergunta)
Coisas muito simples como arrogância, gosto por fazer mal às pessoas, enfim, certas coisas internas da turma a que eu, como diz o título do post, estou alheio. Ou pareço que não noto.
Mas muita coisa me passa e fica, como algo que se passou na aula de hoje, aula essa que, na minha opinião, foi a cereja no topo do bolo, e por isso achei que era a altura propícia para falar disto aqui neste estaminé.
Prefiro não estar aqui a fazer grandes descrições dos acontecimentos, para me livrar de eventuais sarilhos futuros, mas... pensei que estaria num sítio um patamar acima do Inferno. Não é tão... infernal, mas anda perto disso. As pessoas a dizerem mal umas das outras, a serem hipócritas umas com as outras, e pior que tudo isto! Há pessoas na turma que têm gosto em fazer mal aos outros! Achavam isto impossível, pelo menos numa turma da secundária, mas muito possível no mundo dos adultos? Bem vindos à realidade.
Eu meto-me o menos possível em todas as mer*as em que a minha turma se mete. Aliás, algumas vezes tento ser o mais discreto possível para ninguém se aperceber que eu entrei na sala de aula. Gosto de não ser notado. Assim fico sossegado. Também, nesta turma, acho que não vale muito a pena fazer-me notar. Fico no meu cantinho, e se por acaso eu desaparecer de repente, no ar, talvez ninguém repare. E na maior parte das vezes falo pouco com algumas pessoas ou tento não chegar além de certo ponto. Digam mal de quem lhes apetecer, mas de mim não! Só bom dia e boa tarde e 'tá feito, já falei com pessoas da minha turma. Depois, passo as aulas a ouvir as múltiplas conversas, vindas de múltiplos lugares da sala, vindas de múltiplas pessoas.
E se há algo que me assusta é esse facto de a minha turma se assemelhar um pouco à sociedade humana. Só se preocupam com alguém se esse alguém caiu de uma janela ou levou com um piano em cima. E não é em tom de preocupação, é por pura cusquice má e mesquinha. Só se querem alimentar de fofocas. Depois, tal como todo o povo português, dizem mal de tudo e de todos. E depois, andam preocupados com o social... Para quê? Nem sequer se sabem dar bem uns com os outros na sala de aula, for god's sake! Estão sempre todos uns contra os outros, e sempre pelas coisas mais estupidamente insignificantes que a vida escolar propiciona!
E o que mais me incomoda mesmo é haver pessoas que gostam de deitar abaixo as outras, e por mero gozo! Sim! Pensava que essas coisas só existiam nos relatos melancólicos das convidadas dos programazecos da tarde. Mas afinal, são bem reais, e não ficção. Gozar por... gozo...


"Ah e tal o que é que tu gostas de fazer?"
"Dar cabo da vida das outras pessoas."
"A sério? Eu também! Que giro!"


Um conselho, para os eventuais colegas que lerem isto, ou para todos aqueles que podem ser considerados seres humanos.
Antes de apontarem o dedo para os outros, apontem o dedo para a vossa cabeça.
Se calhar ela por dentro pode estar oca e vocês ainda não se perceberam.
Foi uma figura de estilo estúpida, mas acho que devem ter percebido o contexto da mesma.

Cumprimentos não-hipócritas e sem segundas intenções,


Rui Alves de Sousa

2 comentários:

  1. Cheira-me que ficarei sem muito para dizer ao longo dos futuros posts porque a tua capacidade critica vai além da minha e portanto.. é isso.
    "As pessoas a dizerem mal umas das outras, a serem hipócritas umas com as outras, e pior que tudo isto! Há pessoas na turma que têm gosto em fazer mal aos outros! Achavam isto impossível, pelo menos numa turma da secundária, mas muito possível no mundo dos adultos? Bem vindos à realidade." Isto foi-me bastante familiar. No décimo ano tudo eram rosas! Tinha a turma quase perfeita onde nos dávamos todos super bem. Mal eu podia adivinhar que bastava um clique para se formarem grupinhos. E cá estou eu, no décimo segundo, a ver os grupinhos a serem formados durante os intervalos. Não me fazem falta, admito. Mas torço o nariz a conversas alheias onde são invocados nomes de pessoas com quem me dou realmente bem. Mas enfim! Nada a fazer. Brilhante texto. Estou a torcer para que não leves com um taco de basebol ou coisa parecida na cabeça.

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  2. :P Obrigado Rita mais uma vez. Mas discordo de três coisas que disseste. Não tenho uma grande capacidade crítica, este post não está brilhante, e sim, é provável que leve com alguma coisa na cabeça :D

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