terça-feira, 18 de outubro de 2011

O Carteirista


Para mim os filmes podem ser americanos, portugueses, franceses, checos, japoneses, não sou esquisito. Mas esses filmes só são do meu agrado se tiverem interesse. E foi esse interesse que encontrei nesta obra de Robert Bresson, «O Carteirista», considerada uma das suas grandes fitas. O filme é curto (menos de oitenta minutos), sendo vagamente inspirado no clássico «Crime e Castigo» de Fiodor Dostoievsky, e conta-nos a história de Michel, que defende a teoria de que os homens sábios, dotados e imprescindíveis à sociedade deveriam ser livres de fazer o que bem lhes apetecesse, e assim, desobedecer à lei. Aí ele decide tornar-se carteirista, e no filme acompanhamos a aprendizagem da personagem no meio. Gostei muito deste filme, por conseguir ser simples e ao mesmo tempo uma grande obra do cinema. A história não precisa de ser muito trabalhada para manter o espetador sentado quietinho no sofá (pelo menos eu gostei! Há quem possa não gostar, mas foi do meu agrado). Para quem quer ver cinema europeu excelente cinema europeu, além das referências óbvias que todos apontam (Amélie, Cinema Paraíso, A vida é bela, A melhor juventude, etc), pode também ver este filme.

Nota:*****

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