sábado, 24 de setembro de 2011

Tenho uma ligação muito grande a coisas do passado. Em cinema, literatura, e agora, graças à instalação da televisão por cabo, a uma série também antiga, mais propriamente dos anos 80. Sim, essa década gloriosa que ficou marcada por piroseiras como o «Dirty Dancing» ou aquela música irritante «Never gonna give you up» (é assim que se chama?). Mas claro, em todas as épocas há piroseiras. Nesta temos tanta coisa, mas tanta, que é impossível escolher só duas.


Mas voltando ao que ia falar, tenho andado a acompanhar diversas séries graças à box de gravação, que às vezes dá-me um stress porque já gravei tanta coisa e vi tão pouca... Ai ai... Longe vão os tempos em que só tinha quatro canais. Acho que era mais feliz assim. E uma das séries que pude ver pela primeira vez graças à TV foi uma dos anos 80, chamada «Family Ties», ou em português, «Quem sai aos seus», em exibição aos sábados e domingos à hora de almoço na RTP Memória. Tive sempre curiosidade em vê-la porque tem um ator que muito admiro, Michael J. Fox. Mas sempre pensei que talvez fosse uma daquelas séries dos anos 80 que vistas hoje são idiotas e sem qualquer tipo de graça (como acontece um pouco com o «Alf»). Bem, enganei-me. Porque embora esta sitcom (comédia de sitação) tenha umas piadas simples e ultrapassadas ou parvas (como é o caso que irrita algumas vezes quando põem a miudinha a armar-se em adulta. Há quem ache graça, eu não muito.), consegue ter uma fórmula que a mim pelo menos me conseguiu cativar.


Fala da família, e dos problemas que essa família tem de se confrontar. Temos um casal que foi muito ativo nos 60's, eram grandes ativistas sociais, e os três filhos (parece que no futuro, nas próximas temporadas, vão ter mais um pirralho, deve ser para subsitituir o papel que a miudinha vai perder com a idade, vai dexar de ter graça a dizer essas coisas), o mais velho, o Michael J. Fox, é uma personagem muito interessante. Talvez esta série para alguns seja de chacha, por (eu compreendo), ser... dos anos 80. É claro que há certas coisas que são um pouco parolas para o nosso tempo, como a música de abertura ou o vestuário do elenco. Mas esta série fala de uma coisa que transcende a época em que foi feita: a diferença de gerações. Para mim esta série consegue ser uma lição de vida. Os atores não fazem aquele ar irritante de «OK, agora estou a dizer uma piada, por isso RIAM-SE!», e as histórias são muito interessantes e catiantes. E eu estou a gostar. Muito.

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