Procurado e desejado

Na noite de ontem, sexta-feira, além de ter visto mais um episódio da magnífica série «Mad Men», logo de seguida no mesmo canal foi exibido um documentário bastante interessante sobre a atribulada vida do grande realizador Roman Polanski (e, pelo menos, é o facto de a RTP2 ter uma programação muito boa que me faz pensar que, ao menos, foi bom não a terem privatizado também), responsável por grandes obras da História do Cinema, como «A semente do Diabo», «Chinatown», «O Pianista», «O escritor fantasma» e o mais recente «Carnage», que foi muito aplaudido aquando a sua exibição de estreia no Festival de Veneza.
O documentário abordou com mais destaque o julgamento de Polanski por ter tido relações sexuais com uma menina de treze anos. Todo aquele julgamento, digo, poderia até mesmo ser passado para filme. Um juiz que não fazia muito bem a sua função de juiz... Enfim, até a própria vida de Polanski dava um filme. Perdeu os Pais muito cedo, a mulher, Sharon Tate, foi assassinada e estava grávida de sete meses...
O documentário também me deu para reflectir a maneira como os EUA conseguem manipular a informação para criar os seus vilões: como é dito no documentário, na Europa Polanski era aclamado como herói e nos «States» era como se fosse o mau da fita.
Aconselho este documentário - deve voltar a dar um dia destes na RTP2 - , como também aconselho ao descobrimento das obras de Polanski, um dos mais notáveis realizadores vivos.

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