Reclamar da minha geração

Há duas coisas na minha geração que não gosto nada... para além de todas as maledicências que já tive oportunidade de fazer sobre este riquíssimo tema, que até ocupou um episódio do «Programa do Mal dizer».

Mas neste post, gostava de escrever sobre dois temas que andam na boca de toda a gente, que todos pensam, mas só eu é que vou escrever sobre eles e depois todos me considerarão um génio por escrever aquilo que as pessoas pensam.

Ou não.

Continuando, primeiro irei falar-vos do facto de os adolescentes estarem a tornar-se numa espécie de cinquentões nostálgicos.

Então é normal que muitas vezes eu e os meus colegas façamos conversas sobre desenhos animados que ainda víamos há menos de, sei lá, um mês?

Por acaso até gosto desse tipo de conversas, tenho de admitir. Mas o que me preocupa dentro desse sub-tema não é verdadeiramente isso. E é o quê, então? Passo a explicar já a seguir, depois de um breve intervalo!

Estava a brincar. No próximo parágrafo já têm a explicação.

Pois bem, outro dia um amigo mostrou-me um vídeo daqueles tipos armados em gurus que dizem na net o que toda a gente pensa (ups! Eu também sou um deles), que dizia que os desenhos animados de hoje em dia eram maus. Uma espécie de «Ui! No meu tempo é que era bom», mas feito por um tipo com menos de 20 anos.

Já perceberam o que eu quero dizer? Pelamordedeus, eu já ouvia a minha Mãe dizer mal dos pokémons quando eu gostava deles e no tempo dela é que era.

Meus amigos, há sempre bons e maus desenhos animados em qualquer altura, assim como livros, filmes e séries! Eu que o diga... Metam isso na cabeça e parem com as nostalgias!

O segundo assunto referente à minha geração que gostaria de tratar neste texto é a febre do download. Sim, eu já tive uns tempos em que fazia isso, mas deixei-me disso. Porque gosto de ter as coisas materiais... Mas parece que o futuro são os downloads e os alugueres no videoclube... Não acho isso bem. Até como ouvi, outro dia no «Colbert Report», o convidado Jack White que é músico, a dizer que o prazer de ouvir um disco, de ler a capa enquanto o ouvimos, é inigualável. Mas esse tipo de rituais irão perder-se nas gerações futuras.

Ah, como as indústrias adoram destruir o que estava bem e o público adora o que é novo, mesmo que não seja nada de especial. Apareceram os Iphones, uuu, que giro. E depois?

Depois nada... Assim de útil, nada. Só que agora, andamos cheios de informação na nossa cabeça. Parece droga.

A minha geração é parva. De todo.

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