Pingo Doce VS Continente - episódio III: O império contra-ataca

Pois bem, pois bem... Ontem à noite, vi mais um anúncio novo do continente, que me pareceu oportuno para fazer mais um post no blog e continuar esta odisseia cosmicamente idiota que até leva um nome de um filme de uma saga que nem sou apreciador, mas que encaixa aqui na perfeição.
O novo reclame do Continente prova que ainda há concorrência desleal e à moda antiga no comércio. Senão vejamos: no anúncio, o rapaz anuncia que o Continente não tem «cabazes onde compra aquilo que não quer para poupar». Isto é a dizer mal da nova campanha dos cabazes do Pingo Doce!
Voltamos então à antiga guerrilha das duas marcas. Já há uns tempos, quando fiz a primeira parte desta novela, foi pelo propósito de estarem a dizer mal uma da outra. Acho que, quando o Continente viu a nova promoção do Pingo, pensou «Ai é? Então toma!», e fizeram um anúncio assim, que diz mal da nova campanha do Pingo Doce e onde propõem algo muito melhor, de um supermercado que, pelos anúncios, deve ser espectacular. O que não o é.
Assim, pode-se dizer que o Império da Sonae contra-atacou o Império não muito mais pequeno da Jerónimo Martins.
Acho que o Pingo Doce e o Continente assemelham-se a mim e às pessoas que têm ideias melhores que as minhas e menos parvas à primeira vista. Quantas vezes eu no blog escrevi coisas que pessoas discordaram e deram uma opinião tão bem fundamentada que até fizeram a mim ficar um pouco à nora? O mesmo aconteceu com o Pingo Doce. Eles não deviam estar à espera deste ataque do Continente, também algo infantil, diga-se, pegando na ideia da primeira cadeia de supermercados e fazendo uma proposta muito melhor ao comum cidadão. Mas pronto... No mundo dos negócios vale tudo...
Eu sinceramente, gosto mais do Pingo Doce (sem querer fazer publicidade), e acho que a única coisa que o Continente tem de bom é ter de vez em quando umas promoções jeitosas na Worten em termos de filmes (e o Jumbo também, já agora!), mas admito que, desta vez, o Continente soube pôr o dedo na ferida da empresa que ficou conhecida pelo seu jingle a dar ares de... parvo...
Esta guerra faz-me lembrar também as histórias do Tio Patinhas, quando ele andava em luta para conquistar os seus clientes contra o seu arqui-inimigo Patacôncio, aparentemente mais evoluído do que o forreta Patinhas em termos de estratégias de marketing duvidosas. Mas no final, o Patinhas conseguia dar a volta (também um pouco graças aos seus sobrinhos) e o Patacôncio acabava sempre por perder a batalha e comer o chapéu. Bastava chegar ao final da história e ver o Patacôncio comer o chapéu, porque era sempre igual... Até tenho andado preocupado com aquele pato e o estado dos seus intestinos, coitado... De tantos chapéus, não devem estar em boa figura...
Por isso, talvez digo que o Pingo Doce consiga ser como o Tio Patinhas, e consiga arranjar uma boa artimanha para fazer o Belmiro de Azevedo comer o chapéu. É algo idiota, mas é giro de imaginar. O Belmiro furioso a comer uma cartola. Com sal, para ficar mais gostosa. E assim, esta saga poderá continuar, dando mais títulos de filmes lendários a posts fraquinhos, como foi o caso deste.
Por isso, não percam o próximo capítulo desta fantástica aventura, porque nós TAMBÉM NÃO!
PS - Também nunca fui fã do Dragon Ball, ok? Só para saberem. A expressão é que é gira.

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