Ontem pude ver «Era uma vez na América», a última obra assinada por Sergio Leone, falecido antes de concluído o filme. Esta fita é uma completa obra-prima da sétima arte e um filme maravilhoso e espectacular em tudo.
Há algum tempo que tinha curiosidade em ver este filme, após andar a descobrir grandes clássicos do cinema como a trilogia «O Padrinho». Mas fiquei com uma curiosidade ainda maior de ver este filme depois de ouvir Mário Augusto, o crítico de cinema e autor do programa «Janela Indiscreta» da RTP2 sobre esse tema, dizer numa entrevista do programa «A noite do Óscar» (igualmente transmitido no segundo canal generalista) que se havia um filme que não tinha coragem de voltar a ver era este «Era uma vez na América», porque segundo ele, não quer ficar desiludido ou apagar a imagem que lhe ficou desse filme ao revê-lo.
Bem, estes dias estou no Norte, e aqui na biblioteca da zona, há uma grande colecção de DVD's de grandes clássicos. Vi que estava disponível o «Era uma vez na América», e pensei que já estava na altura de ver um filme que me enchia tanto de curiosidade.
Fiquei bastante surpreendido. Nunca tinha visto Leone (mais um realizador a descobrir), e aprovei a 100% o filme, que já se tornou em mais um filme na lista dos meuis favoritos (que já são muitos!).
Para quem não sabe, este filme retrata a relação de um grupo de amigos, desde a adolescência ao envelhecimento, mas dando mais atenção a duas personagens, Noodles e Max, interpretadas respectivamente por Robert de Niro e James Woods.
O filme é algo de extraordinário. Além de grandes actores, argumento e realização, temos mais uma banda sonora que ficou para a História, da autoria de Ennio Morricone, que já se tornou numa das minhas favoritas. Leone é um génio, está tudo dito, ainda mais por saber contar uma história de uma forma tão inovadora, e ao mesmo tempo, tão comovente. E esta obra é uma obra-prima total, desde o primeiro ao último minuto.

Nota: *****

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