segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ontem acabei de ler um grande clássico da literatura norte-americana, recentemente envolvido numa polémica nesse país. O livro que li foi «As aventuras de Huckelberry Finn», de Samuel Clemens (mais conhecido pelo seu pseudónimo, Mark Twain), que, ao que parece, foi censurado no ensino dos EUA por ser racista. Isso faz-me lembrar toda a polémica em volta do «Tintin no Congo», acusado do mesmo «delito». O livro, continuação das «Aventuras de Tom Sawyer», relata agora as peripécias do amigo deste rapaz, Huckelberry Finn, desde o final do livro anterior, onde ele vai conhecer várias pessoas e passar por diversas aventuras com o escravo fugitivo Jim.

Bem, este livro, na minha opinião, deve ser lido à luz do tempo em que foi escrito, e penso que Mark Twain não queria ser racista ou mostrar intenções disso. Twain fez o retrato da sua época de uma forma divertida e cativante, repleta de grandes cenas humorísticas. Um livro que muito aconselho, e que não deve ser lido como algo escrito pelo Klu klux Klan, como alguns parecem pensar. É apenas um grande livro cómico, que não quer ofender, e sim criticar a América de uma forma bastante divertida. Mark Twain é como se fosse o Eça de Queirós americano, chego a dizer. Este já se tornou um dos meus livros preferidos, lista da qual o seu antecessor já fazia parte, mas prefiro este livro ao «Tom Sawyer», que embora tenha também grandes momentos, este «Huckelberry Finn» é, como muitos afirmam, a cereja do topo do bolo das obras de Mark Twain.
Nota: *****

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).