quinta-feira, 7 de julho de 2011

Um outro apontamento sobre jornalismo televisivo e escrito: É uma pena quando alguém morre, ver os jornais a tratarem essa pessoa com a tal objectividade que é pedida a quem é jornalista, metendo o óbito entre um bloco de meia hora sobre o facto de uma agência de rating ter dito que Portugal é igual ao que eu por vezes tenho de ir deitar lá fora, seguindo depois a notícia da morte, e depois a meteorologia, e acaba o jornal. Não sei o que vos diga, mas acho que quando morre alguém importante para o país (como foi o caso de Maria José Nogueira Pinto, paz à sua alma), os jornalistas deveriam ser um bocadinho subjectivos. Fica mal acontecerem estas coisas. Lembro-me que, quando foi a morte de José Saramago, estarem a dar uma reportagem sobre a vida e obra do autor na TVI e interromperem para darem numa ligação em directo aquele choninhas caixa d'óculos da secção desportiva do quarto canal, com o propósito de saber a reacção de uma família de um local recôndito do país à vitória do Benfica (se me lembro) num dado jogo. É triste.


PS - Sobre o falecimento de Maria José Nogueira Pinto, vale a pena ler este texto da autoria de João Lopes e a última crónica desta deputada que foi um exemplo para a democracia portuguesa.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).