quinta-feira, 21 de julho de 2011

Ah que bom. Já estava com saudades de voltar a falar de parvoíces...

Acabei de ver no jornal da SIC uma notícia que me fez rir. Não pelo assunto em si, mas pelos seus intervenientes, alguns deles com opiniões bastante "interessantes". Sim, ou seja, estou a ser irónico.

A notícia em questão é o facto de um padre se recusar a dar missa numa festa de uma aldeia por um dos convidados musicais dessa festa ter bailarinas.

Primeira reacção: Oh senhor Padre. Eu até sou católico e tal... mas... estamos no século XXI, não? A música pimba está recheada de meninas a fingir que dançam para os cantores dito muito populares. Não sei qual é o problema.

Não me diga que com isto está a tentar provar não ser uma espécie de Padre Amaro...

Vá lá... os habitantes da aldeia só querem que dê a missa. Depois pode-se ir embora. Não precisa de ver as meninas a dançar.

Ou, como disse uma das entrevistadas, «O Padre não vai para a festa para ver as mamas das meninas».

Disse isto, a senhora. Sem tirar nem pôr.

Mas pense nisto, senhor Padre. Se porventura estiver a ler isto. O que é muito pouco provável.

E assim se fazem notícias em Portugal.

Depois de darem esta notícia mostraram uma senhora que completou 100 anos de vida e que pediu como prenda de aniversário a vinda da SIC à sua festa. Se algum dia eu chegar a essa idade (mesmo que, com a vida que vivo - embora sendo muito saudável e nunca beba nem fume nem tome drogas -, acho que não vou chegar tão longe), gostava de saltar de pára-quedas.

Com essa idade já devo ter aquela sensação de «eh pá quero lá saber! Vou mas é aproveitar a vida a fazer coisas radicais», e por isso, peço isso.

E se a SIC filmasse isso, era ainda melhor.

Podiam ainda pôr lá a Júlia Pinheiro (que nessa altura de certeza ainda está viva e de boa saúde) a fazer um especial para a SIC.

Só não sei é se ela nessa altura ainda estará na SIC.

Depois vê-se isso.


PS - Não estou a gozar com a senhora centenária, muito pelo contrário. Só estou a imaginar-me numa situação parecida. Já agora, parabéns à senhora, se ela algum dia ler isto. O que é muito pouco provável. Tal como o Padre ler isto.

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