Coisas que me irritam (n.º 26) - telediscos provocadores

Estava mesmo a pensar escrever um texto sobre isto. E talvez se não me tivesse lembrado «Espera aí, isto é uma coisa que me irrita!», este post talvez não teria sido numerado como mais um gloriosa edição da infame rubrica de crítica horripilantemente horrenda, daquelas que só eu tenho um jeitinho para fazer, pois gosto de embirrar com tudo. Como descobri há uns dias, acho que sou uma espécie de Pedro Boucherie dos pequeninos, mas garanto-vos que, sem me querer gabar, sou um bocadinho mais simpático do que esse indivíduo. Pois é, pois é.

E sim, os telediscos a dar ar de escândalo são, garantidamente, uma coisa que me irrita, e tal como todos os números anteriores desta rubrica, é algo que me irrita solenemente (ó diabo... ando-me a repetir demasiado! É preciso ter cuidado...)

A ideia para este texto surge depois de eu ter ficado exausto até ao grau máximo de exaustão que poderão imaginar, de ler notícias que falavam de telediscos polémicos, como os da sodôna Gaga (vinda do planeta X-98, na minha opinião. Ou às tantas é prima de Mr Spock. Calma, eventuais fãs desta senhora que porventura estejam a ler estas linhas! Estava a brincar, está bom? Calma, calma... não tenho nada contra a Lady Gaga... vá, agora parem de gritar e espernear de raiva, e continuem a ler este texto, sosegadamente.), ou os da Ranha (AH AH adoro "trocadilhar". Eu queria dizer Rihanna. Desculpem lá mais uma vez este vaipezinho). Mas, no meio de todas as notícias, o que me fez mesmo pensar «É agora que isto tem de ser escrito», foi a notícia que li na newsletter da Blitz, que dizia que talvez os telediscos dessas cantoras pudessem ser banidos, ou lá o que era.

Em relação a este tema dos telediscos, digo isto: Caríssimas artistas do mundo da Pop, e que tal enveredarem pelo caminho da... como é que se chama... ai pá, está-me a escapar o nome... como é que era? Ah, sim! O caminho da normalidade! Ouvi dizer que faz maravilhas. Porque é que querem sempre dar ar de extravagantes e fazerem videoclips estranhos? Para quê? A sério... No dia em que vir estas duas artistas a serem normais, no inteiro sentido do termo, tenho uma coisa... que nem sei! Mas acho que isso é impossível. Lá no mundo dos Americanos... eles têm lá as suas manias. É melhor deixá-los sossegados se não queremos ter sarilhos.

Mas o que mais me interessa (no sentido parvo da palavra) é a parvoíce das histórias dos videoclips. Quero lá saber de pessoas que se matem umas às outras, ou que haja violações. O que acho interessante é que as histórias não têm sentido nenhum! Não têm ponta por onde se lhes pegue! É como as touradas. Não gosto de as ver não por causa do touro, que «ai está a sofrer», mas porque acho parvas!É por isso que não me interessam. Não gosto de filmes demasiado inverosímeis. Estou-me nas tintas para a violência dos videoclips. Desde que tenham sentido... mas não sei quem gosta de perder muito tempo a ver videoclips. Eu, quando vejo, é só uma vez, e quando quero voltas a ouvir a música, por exemplo, no youtube, vou fazendo outras coisas e já não me interesso pelo videoclip. Eu sou assim.

Também gostava de mandar uma mensagem às pessoas preservadoras dos bons costumes, maior parte deles do século XV: Para quê fazerem grande alarido à volta disto? Eu não me choco com estas coisas, e até gosto de coisas violentas (mas com sentido! Não é cá Chuck Norris ou Steven Seagal - este último um péssimo actor, o primeiro um bocadinho melhor), como os filmes do Scorsese e outros que tais. Mas digo-vos que, ao fazerem mais barulho à volta dos telediscos chocantes das artistas, mais elas ficam populares. Porque o que os adolescentes gostam é de coisas rebeldes. Por isso, tenham lá cuidadinho. Se a vossa intenção é acabar com a carreira dessas artistas vindas de um planeta distante, mais vale estarem de bico calado. Talvez, um dia, conseguirão alcançar o vosso objectivo.

Mas para mim, e finalizando este texto, em relação a este assunto (muito parvo e irritante ao mesmo tempo), o que eu digo é, e parafraseando a conhecida frase de «E tudo o vento levou», Francamente, estou-me nas tintas!

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