Primeira parte de uma nova história!

Bem, ontem falei-vos do quão giro seria contar a história deste blog (ainda curtinha, mas já muito parva). Hoje de manhã, escrevi este textinho que posto abaixo. É apenas uma primeira parte de uma grande história, que se formos a ver bem, até dava para um filme (em inglês, para ficar mais pomposo). Não vou prometer já aqui que vou publicar as partes restantes no dia x ou y, porque só comecei a escrever isto hoje e este projecto ainda está em fase embrionária.

Mas pronto, fiquem com esta primeira parte da história que pretende recriar a existência de dois anos deste blog, baseando-se em parvoíces que saíram da minha cabeça, para tornar a história interessante. Senão, digo-vos, isto era muito entediante. Assim, com muita ficção à mistura (e coisas muito parvas, garanto-vos) se faz uma má (quero dizer, boa) historinha. Ora leiam então a primeira parte. Agradecem-se comentários!


A história miraculosamente parva e (não) verídica da criação do Blog «Companhia das Amêndoas»

Parte 1
Lisboa, 2 de Maio de 2009. Um acontecimento irá mudar a História da Humanidade. Vá, não diria assim tanto. De Portugal… Não, também não tanto. Só iria mudar a História de um rapazinho quatro-olhos.
Este pequeno conto quer mostrar o que aconteceu nesse fatídico dia de Primavera, um sábado que parecia como outro qualquer.
Tudo começa com Rui Alves de Sousa, um rapazinho com ainda 13 anos (só faria 14 daí a 13 dias), grande apreciador das anormalidades da vida quotidiana e das imbecis experiências que fazia na internet e que com as quais adora perder horas preciosas do seu tempo livre.
Nesses tempos, em vez de estar a estudar ou a fazer algo de útil para a evolução da sociedade da casa onde habita, Rui alegrava-se a criar blogs fracassados abandonados logo meia hora depois de terem sido criados. Rui começava a perceber (e FINALMENTE!) que aquelas experiências não estavam a dar a lado nenhum. Foi então que começou a pensar que, talvez, fosse melhor ideia criar um blog que durasse e não mais outra parvoíce qualquer.
E aí, na sua mente surgiu-lhe aquela luz que sai de uma lâmpada imaginária quando alguém tem uma ideia brilhante (ou nem por isso). Era isso! Ia criar um blog… sobre tudo e mais alguma coisa! Começou a ter mais ideias… Iria ser um blog de novidades da cultura, com vídeos e músicas. Mas surgiu-lhe um dilema: encontrar um nome original para esse «estamine», daqueles que as pessoas não se esquecem e que fica para sempre dentro das suas cabeças. Depois de muito matutar, Rui não conseguiu chegar a conclusão nenhuma. Por isso, escolheu para o nome do blog a expressão mais estúpida que lhe tinha vindo à cabeça e que por momentos pensou por reter: Rui Sousa – o blog oficial. Rui estava super contente com a sua nova criação, pensando que sim! Seria este blog que iria mudar a sua vida de uma vez para sempre!
Mas entretanto… Do outro lado da linha telefónica, escondida num grande refúgio debaixo da Terra, residia a empresa Blogger. O assistente Nelson, encarregue de reportar os novos blogs que vão surgindo, ao receber a notificação que dava conta da criação do novo blog de Rui, gritou três vezes, coçou as grandes e pontiagudas orelhas, dançou o Vira e, para terminar este espantoso espectáculo, vomitou-se todo, sem tirar nem pôr. Quando conseguiu acabar de limpar a porcaria que tinha feito, Nelson dirigiu-se a correr até ao gabinete de Mr.Blogger, criador da empresa e patrão supremo. Bateu três vezes à porta, e foi-lhe dada permissão para entrar. Ao abrir as portas do majestoso gabinete, Mr. Blogger estava virado de costas para ele, no fundo do grande salão (com cerca de quinhentos metros de comprimento), sentado na sua cadeira giratória.
-CHEFE! CHEEEFEEE!
Mr. Blogger virou-se para a frente. Estava a pentear Márinho, o seu gato de estimação.
-Quê?! Não ouvi nada! Aproxima-te mais! – Proferiu ele.
Marinho correu os cerca de quinhentos metros que o distanciavam do seu chefe, chegando à meta a arfar que nem um porco.
-Chefe! Há um… arf… grande… arf… problema!
-Ah ah! – ralhou Mr. Blogger – O que é que tu tens de fazer antes de me dirigires a palavra?
-Ah, pois é. Desculpe.
Nelson ajoelhou-se, beijou o sapato esquerdo de Mr. Blogger e cantou o refrão da música «Um grande, grande amor» de José Cid. Grande momento de music-hall que foi essa cantoria. Mas prosseguindo… Depois de ter visto que Nelson que cumpriu o ritual estabelecido entre os empregados e o patrão, Mr. Blogger sorriu, enquanto afagava o extenso pêlo branco de Márinho.
-Agora sim, Nelson. Já pode dizer aquilo que me queria transmitir.
-Obrigado, Chefe. Bem, o que eu lhe queria dizer era… Ora, mas o que é que era? Epá, agora esqueci-me… Espere só um bocadinho.
Nelson puxou pelos neurónios (cobertos com algum pó pela falta de uso) e aí se lembrou.
-Ah! Já sei! - e aí voltou ao seu estado de pânico. – CHEEEFEE! HÁ UM GRANDE PROBLEMA!
-Não precisas de gritar que eu não sou surdo! O que é que foi?
-Ele… E… Ele… Voltou!
-Ele quem? Desembucha rapaz! Não tenho o dia todo para isto!
-O R… O Ru… O Rui… O Rui Alves… Alves de Sousa!
Mr. Blogger levantou-se da cadeira, deixando cair Márinho no chão. Coitadinho, perdeu um dos bigodes nesta coboiada!
-O QUÊ?! – Gritou Mr. Blogger. – Como é que ISSO É POSSÍVEL?
-Se quer que lhe diga… não sei.
-Mas então tu não tinhas tentado convencê-lo a desistir dessa mania de criar blogs?
-Sim… eu tentei criar um email falso que lhe mandasse convites para lançamentos de novos modelos de estantes desdobráveis do IKEA… mas ele deitou tudo fora… e agora fez um blog novo!
-Maldição! – Proferiu Mr. Blogger - Temos de o deter! O novo blog dele é sobre o quê? Parafusos, como da outra vez?
-Não. Desta vez é um blog que fala sobre tudo.
-Oh não… - disse Mr Blogger desanimadamente. – Esse rapaz tem como passatempo dar cabo do nosso sistema… Todas as suas criações são as mais patéticas que alguma vez apareceram no Blogger… Já vi blogs sobre cãezinhos, sobre as maravilhas da fauna na Rússia na época de Estaline… Mas ele é a gota de água! E agora vai fazer um blog onde junta todas as suas parvoíces… Não sei se o sistema vai conseguir aguentar tamanha estupidez…
Mr Blogger começou a chorar, e Nelson acorreu a ele para o tentar animar.
-Calma, Chefe, nós vamos ter uma ideia qualquer que vai impedir o moço de levar este seu blog para a frente. Não sei como, mas vamos conseguir. Aliás… acho que tenho uma ideia.
Nelson, de olhar ameaçador, levantou as orelhinhas (sinal de que não vem aí coisa boa), abanou a cauda de cor grená e riu maleficamente. Mr Blogger entrou na onda e desatou a rir tal como o seu empregado. Márinho deitou pela goela uma grande bola de pêlo, satisfeito com a situação.
Mal sabia o pequeno Rui do que lhe esperava em breve…


continua... um dia destes, há de continuar!

Comentários