terça-feira, 31 de maio de 2011



Nos últimos dias, além de descobrir pérolas do cinema, estive também a ver, de uma ponta a outra, a sitcom britânica «The Office». Exibida em mais de 60 países e com apenas catorze episódios, esta série da autoria de Ricky Gervais e Stephen Merchant (a dupla responsável por outras séries como «Extras» e «Life's too short», que vai estrear este ano) conseguiu levar os dois ingleses à fama e à fortuna. A série foi rodada com um orçamento baixo (a razão segundo a qual os autores dizem que a BBC os autorizou a fazê-la), mas não foi isso que a evitou ser um sucesso estrondoso de público e de crítica, tendo recebido diversos BAFTA's e dois globos de ouro (aliás, foi a primeira sitcom britânica a sair triunfante nos globos!). «The Office» ainda teve a oportunidade de ser considerada a vigésima quinta melhor sitcom britânica de sempre, numa sondagem realizada em 2004. A influência desta sitcom no mundo da comédia foi tal, que vários países decidiram pegar nela e criar versões nacionalizadas, como fizeram Alemanha, França, Canadá, Chile, Israel e EUA (a versão americana é a mais conhecida, que teve Steve Carell), e novas versões andam à espreita. É de notar que, uma década depois de ter estreado, «The Office» continua a ser bastante importante no mundo da televisão.


Mas depois de todo este paleio, ainda não cheguei a contar do que fala esta sitcom. Bem, a história é centrada na Wernham Hogg, uma empresa dedicada ao comércio de papel. David Brent é o patrão que se acha o máximo e o melhor patrão do mundo. Já os outros não são da mesma opinião. Mas enquanto seguimos as ridículas peripécias de Brent para se afirmar como um grande entertainer, conseguimos também conhecer alguns dos empregados de Brent, dando principal destaque a Tim, Gareth e Dawn, a paixão de Tim. A série é um mockumentary, ou seja, um falso documentário humorístico. Os catorze episódios são o perfeito exemplo da fineza que o humor britânico tem e que o distingue dos outros. Porque o objectivo desta série não é rir à gargalhada. Não se força o argumento a ter não-sei-quantas piadas por minuto. O objectivo maior é rirmo-nos psicologicamente, porque sabemos que, ao ver as figuras tristes de Brent, na maior parte das vezes não nos rimos à gargalhada, mas sabemos que sim, aquele tipo está a fazer figura de urso. É um tipo de comédia mais refinado, que não perde nada por isso, porque aliás o argumento está deveras muito bem escrito e faz uma sátira ao trabalho de escritório. Se gostam de humor britânico, ou do Ricky Gervais e do Stephen Merchant, vejam «The office», a série que elevou os dois humoristas a patamares altos da fama internacional. «The office» trouxe ao mundo da comédia a peculiar personagem David Brent, que influenciou muitos dos humoristas da actualidade. Esta série é um verdadeiro «must» da Britcom.


5/5

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