sexta-feira, 15 de abril de 2011

O teatrinho

Agora reparei, ao «folhear» posts do blog (mas que raio... posts não se folheiam!), que não cheguei a fazer um post relativo às sessões do teatro. Fiz uma pequena referência num post sobre como estava a correr, mas nunca cheguei a dedicar um artigo às cinco representações da peça que fizemos para a escola. Cada sessão teve a sua particularidade.

A primeira, feita na segunda-feira da semana passada, foi para um grupo especial. Uma turma de uma escola de Paris (o Liceu Molière), veio fazer-nos uma visitinha, num intercâmbio promovido pelo Teatro Nacional D.Maria II, que grande apoio nos tem dado. Riram-se nas partes que supostamente não teriam assim tanta graça (quer dizer, para mim, aquela peça não tem graça porque já a vi e li muitas vezes... e também não é o tipo de humor que me faça rir a bom rir), e foram muito simpáticos.

Entretanto, na terça-feira, no ensaio, a Professora Catarina (responsável pelo argumento), conseguiu arranjar o final ideal para a cena 5, que nos estava a causar diversos problemas porque nenhum final encaixava como deve ser. Então decidiu introduzir a minha personagem no final dessa cena (no texto original eu aparecia, mas não fazia sentido e resolveram tirar, para minha alegria), desta vez num final que eu gostei e muito. Por isso, decorei uma nova fala para apresentar nas sessões seguintes.

Depois, na quarta-feira, fizemos duas apresentações de manhã para a escola. Uma às dez e outra ao meio-dia. A segunda correu melhor que a primeira. O público alinhou mais, e houve um melhor trabalho.

Na quinta-feira, mais duas sessões, as últimas. Uma, às cinco e meia, para professores e direcção da escola. Sinceramente, e do fundo do coração, digo que foi a PIOR das sessões, aliás, a única que achámos que correu mal (e não me importo com as represálias que possa ter por ter escrito isto). E porquê? Porque esta peça, na minha opinião, é para pessoas que gostam da galhofa. E os professores estavam ali, muito caladinhos e quietinhos, não diziam nada... Enfim.

Seguiu-se a última sessão, às seis e meia no mesmo dia, para Pais e amigos dos artistas (ou que pensam que o são). E esta foi a que correu melhor. O público foi muito bom (em parte, e não é para me gabar, por causa das amigas que convidei, que se riem muito com este tipo de humor, e por isso fazem com que o resto do público solte uma ou outra gargalhada mais forte), todos representámos melhor porque percebemos que era este público que nos convinha. Até houve lugar para uma pequena alteração na cena em que participo (além da pequena participação na 5, apareço em toda a cena 4, em que faço de um rapaz que quer animar um professor, e que depois até chega a cantarolar «Olha sempre p'ró lado fixe da vida!"), em que o rapaz e o professor foram até ao público. Foi muito bom.

Em suma, esta experiência foi, como diz o Fernando Mendes, um ESPECTÁCULO! E o mais giro é que na escola, pessoas cantavam a música que eu tinha interpretado (numa versão portuguesa onde fui buscar muitos versos da versão do Nuno Markl - espero não ser processado por isto - e acrescentei alguns para dar um aspecto mais parvo à canção)...

Memorável. É nesta palavra que resumo todo este tempo de ensaios e apresentações da nossa peça «Os fazedores de sonhos». Ah, e no terceiro período vai haver mais! Não sei o que será, mas vai haver mais!

1 comentário:

  1. oooooooooooooooh :') referiste-nos ai no blog ^^ eu adorei, pessoal foi lindo, quem perdeu isto que se mate pois foi mto bom!!!

    ResponderEliminar

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).