Um de três atrasados

Eu disse que pelo menos um ia ser publicado...

E foi!

É este que vocês terão agora a oportunidade de ler.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 43

No dia seguinte, acordei virado ao contrário, com os pés na almofada, como é habitual acontecer. Olhei para a mesa de cabeceira, para ver o telemóvel, e vejo que estava caído no chão. Apanhei-o e notei que tinha quatro chamadas não atendidas do Finório às nove e trinta e sete, nove e quarenta e um, nove e cinquenta e quatro, e, por fim, às dez horas e dois minutos. E já eram onze da manhã.

Liguei para o Finório. Tocou oito vezes, não me atendeu. Achei que ele iria ligar depois, quando visse a chamada. Por isso, decidi ir comer alguma coisa porque já eram horas disso. Preparei um café, umas torradas e liguei a televisão da sala. Os mesmos monótonos programas matinais ou os desenhos animados para indivíduos com um grau muito elevado de infantilidade (ou então, para crianças). Não tinha paciência nem para uma coisa nem para outra. Por isso desliguei a televisão e liguei o rádio, para dar ambiente... Distribuia desordeiramente manteiga nas torradas pensando nesta vida que levo.

Até que sinto o telemóvel a mexer na mesa que está ao lado do sofá da salinha do meu apartamento. Vou atender, e é o Finório.

-Tou chefe?

-Olá Finório. Que se passa?

-Chefe... Posso ir aí a casa chefe? É que... chefe, o patrão deu-me ordens... E agora, chefe?

-Podes vir cá, que eu vou-te dar instruções... Aparece daqui a... meia hora.

-OK chefe. Até já!

A minha casa é relativamente longe do escritório, e como o Finório não tem carro, vai demorar um bocado a cá chegar. Entretanto lembro-me da ideia que me tinha surgido na noite passada. Agora ia continuar a investigação, e à séria!

Continua...

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