quarta-feira, 9 de março de 2011

Um apontamento de retrospectiva sobre o que foi o festival da canção

Tinha de voltar a este tema... E depois da edição deste ano... ui ui. Há muito para falar. Depois de ter perdido momentos importantes da minha vida para fazer uma edição das «Coisas que me irritam».

Por acaso tinha tudo escrito num papel e esqueci-me de o trazer para a Câmara... Agora vou ter de recorrer à minha curta memória para fazer um post decentezito.

Vou falar então só do essencial. Maior parte das canções concorrentes eu irei aqui criticar e injuriar. Algumas com mais tempo de antena do que outras. O festival deste ano teve recheado de momentos estupidamente interessantes.

Primeiro, ganharam os Homens da Luta. Penso que não foi pela música em si, mas pelo facto de serem eles a concorrer. Por isso, a maior parte das pessoas votou neles, a pensar que seria no gozo, mas de facto a votação do público valeu-lhes a responsabilidade de serem os representantes de Portugal na cidade de Dusseldorrrf, na Alemanha (ya vohl!). Não achei boa a canção deles, mas preferi que fossem eles a ganhar do que o cantor que estava previsto vencer, segundo o «júre» de todo o Portugal, o Nuno Norte, que pareceu-me um tipo um bocado convencido demais. Os Homens da Luta não queriam vencer, como o próprio Jel disse (e há quem não acredite que os Homens da Luta são personagens... por isso há quem fique descontente com a vitória deles. Eu não ligo muito ao que eles fazem, mas acho graça à ideia dos Homens da Luta, embora falem de coisas que eu não concorde em parte). Mas eles conseguiram, este ano, mudar o sentido do festival da canção.

Ouvi e analisei com detalhe (na altura, quando estava a ver o festival na TV) as doze canções concorrentes. Embora já não ligue a isto, gosto sempre de ver as deprimências que por vezes aparecem neste lendário concurso da RTP.

Como que, por exemplo, a maior parte das canções era dedicada ao mar. Autores de músicas do festival da canção... Portugal tem mais coisas boas que o mar, está bem? Agora façam aí umas melodias bonitas para a edição do próximo ano... olhem, eu tive uma ideia! Que tal pegarem nos sucessos antigos do festival, como... o José Cid... a Dina... a Sara Tavares... e verem o que é que essas músicas têm que as de agora na maior parte NÃO TÊM! Pensem nisto, está bem? Vá lá... vão ver que vai valer a pena... A ver se pelo menos, continuamos a não ganhar o festival da eurovisão, mas se voltamos a levar representantes portugueses, daqueles que ficam na História... Nem digo que sejam concorrentes que fiquem memoráveis em todas as edições... porque, digamos, no passado, há certas músicas que representaram Portugal que, no meio das boas, são, resumindo, menos boas... Pode ser assim uma melhorzita de três em três anos... hm? Que tal, a ideia?

Continuando na «análese» das cantigas (hoje estou muito de trocadilhos) uma outra música era dedicada a estar «quase a voar», que a dada altura se tornava demasiado horrível ouvir-se aquilo. Eu pedia «HENRIQUE FEIST, PÁRA DE CANTAR! QUE DORR! AARG!». Porquê? Porque ele estava com os braços na posição em que se costuma dançar aquelas danças de leste, e depois porque a música parecia o devaneio de um louco que queria voar, mas que estava quase... Quel horreur!

Outros dois tesourinhos deprimentes foram uma música género Lady Gaga de uma rapariga que se considera poderosa (não sei onde), e um indivíduo com uma canção intitulada «Boom boom yeah», que acabou por ser a grande derrotada da noite. Hmm... o título da canção do homenzinho (de nome Axel) não vos faz lembrar o nome de outra, dos EUA, de uma banda que por sua vez também me aborrece demasiado? Pois é... E havia ainda uma terceira música que também estava mais ou menos no género de música que os jovens (menos eu) costumam gostar. Só que a concorrente desta canção tinha uma vantagem em relação às outras duas que eram também do mesmo género. Ela era mais gira, vá. O problema das outras duas canções é serem más, incluindo os intérpretes, e esta, a música era má, mas... vá lá... podia parecer uma barbie, mas pelo menos dava mais gosto ver a actuação dela que dos outros dois pacóvios!

Outra que decidiu concorrer foi a Wanda Stuart... a música... outra que tal. Mas que é tão vulgar que nem precisa de comentário malvado (pois é, há gentinha que diz que eu sou mau quando escrevo... pelamordedeus...)

Mas o grande destaque da noite vai para esta canção, do último concorrente da noite, Ricardo Sousa, de Faro, que merece até ser postada aqui no blog. Atentai à letra e ao cantor em si.



Quatro notas sobre isto:

Ponto 1 - Ouviram com atenção o refrão? E notaram no lindo verso Em viagens suicidas? Muito bom para uma música de festival... Deve ter sido a primeira vez que ouvi isto numa música de festival, numa música sobre o mar... e acho que posso dizer que, em português, nunca tinha sido proferida esta palavra numa canção! Histórico...

Ponto 2 - o refrão faz-me lembrar aquelas séries de TV para a pequenada em que o genérico é assim uma música heróica, em que mostram o herói com ar de «olha para mim que eu sou o maior do mundo. Ainda contratam este cantor para cantar o tema de abertura de uma série que poderia ter o título de «The amazing D.Henrique»! Seria um sucesso junto dos espectadores de palmo e meio.

Ponto 3 - Lá para o final da música, o cantor parece que está ou a gemer, ou que está com falta de ar, ou parece daqueles vendedores que para apregoarem os seus produtos, gesticulam muito e parece que estão à espera do apocalipse. Gosto mais da última hipótese. É que parece mesmo que ele está a dizer ao telespectador «ouçam! OUÇAM! O FIM ESTÁ PRÓXIMO».

Ponto 4 - Gaita! O homem faz-me lembrar o actor inglês David Jason!


E foi a minha análise ao festival da canção! Um festival interessante, em termos de música (deu um bom post!). Pena é que a apresentadore fosse a Sílvia Alberto... quer dizer, eu acho que tenho uma espécie de «contra» com ela e com a Catarina Furtado (mais à primeira que à segunda). Agora, vamos a ver como se sai o Jel e o seu irmão Vasco Duarte. É óbvio que não vão ganhar (e só por causa do que eu disse, eles depois ganhavam... muitas vezes, as previsões que eu faço não se realizam, mas sim o contrário do que eu previ), e, vá, a edição deste ano foi menos má que a do ano passado. Foi também má, mas menos que a outra.

(Ah, e já agora, tenham cuidado com os comentários. Não se esqueçam que isto é só uma opinião, e mais... eu não sou pago para dar a minha opinião, ok? Isto é um blog, e eu gosto de dar aqui a minha opinião, embora certas pessoas achem os blogs idiotas... tá bem, tá bem... Não gozem com os meus problemas... se eu gosto de escrever no blog, então prontos!, como responderia uma criança de 10 anos.)

2 comentários:

  1. É uma opinião. Como sempre o julgamento subjectivo sobre música diz muito mais de nós próprios do que da música em si. Então achei muito curioso (mas previsível, dado o que conheço de ti), que tenhas gostado tanto da canção do Ricardo Sousa - a canção que eu apelidei na minha "opinião" no meu blogue - das velhinhas. Porque realmente é um puro revivalismo dos anos 70, quer a indumentária, o arranjo e o estilo. Mas de alguém que gosta de Beatles e Simon e Garfunkel, não seria de esperar outra coisa!... Por isso dou os parabéns pela coerência, porque ao menos o teu critério eu percebo. Já o do dito júri nacional, fiquei completamente à nora, achei completamente ao calhas...

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  2. Obrigado pelo comentário!

    Mas é que eu nem gostei muito da música dele. Eu estava a ser um bocado irónico quando comentei sobre ela. Achei-a caricata, segundo os 4 tópicos que escrevi sobre ela, e por isso decidi postá-la aqui no blog para as pessoas poderem perceber a minha análise da alguma parvoíce que esta canção tem. Mas até preferi mais a dos homens da luta do que esta, porque esta não era tanto música de festival como a deles. Quando digo também que este festival foi bom em termos de música, por exemplo, foi porque havia tanta coisa parva para analisar que disse que tinha sido muito material.

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