sexta-feira, 18 de março de 2011

That's not funny!

Eis uma das coisas que a maravilhosa «farramenta» que é a internet nos permite fazer. Cada um pode dar a sua opinião, tendo quem gosta ou não.

Foi com esta particularidade da web que fui acompanhado a nano-mini-micro polémica Nuno Markl VS Rui Sinel de Cordes. E achei por bem escrever aqui uns bitaites sobre o que acho do que se passou, e também falar um bocado de comédia.

Para quem passou despercebido a esta situação (e acredito que pelo menos as pessoas que lêem o meu blog, que já são poucas, apenas uma ou duas é que devem estar ao corrente), aqui vai um pequeno resumo dos acontecimentos.

O Rui Sinel de Cordes foi na passada segunda-feira ao programa «Prova Oral», do Fernando Alvim, na antena 3. Depois de por lá ter andado, o Nuno Markl publicou isto no seu facebook, o que me intrigou:

Acabo de ouvir o meu colega do humorismo e ex-formando, Rui Sinel de Cordes a falar dos Monty Python com profundo desprezo, na Prova Oral da Antena 3. Forma uma pessoa um rapaz para isto. O Rui esquece-se que ao pé de todo O Sentido da Vida, o humor dele é a Música no Coração, valha-me Deus. Mesmo as bocas sobre a Eunice Munoz, coitada.

Mais tarde, o Rui Sinel de Cordes publica um texto no seu blog contra o que o Markl disse. Vale a pena ler. Depois sucederam-se várias entradas no facebook do Markl, para ver se amenizava as coisas, que o Sinel tinha levado a mal o que ele tinha dito, chegando até a postar um excerto dos Monty Python comprovando que o que o Sinel disse, de que «A vida de Brian» faz pouco de Jesus Cristo (ler isto de uma pessoa que é ateia é estranho), não corresponde à realidade, que essa obra magistral dos Python é uma sátira ao fanatismo religioso e à política.
E assim termina o reconto desta história recheada de magia.

E aqui vai a minha opinião sobre ela:

Eu não ouvi esse episódio da «Prova Oral», mas concordo mais com o Markl que com o Sinel. Porque o Sinel, na minha opinião, foge mais para aquele argumento de «ter liberdade de expressão» para fazer piadas que de humor não tem nada, que são mais insulto que outra coisa. E isso não é humor. Para mim não é! Sim senhor, eu vejo o «Gente da minha Terra», acho um bom programa, mas ele às vezes gosta de ultrapassar a linha, não do que é aceitável, mas sim do que é o humor. Porque senão eu também me posso considerar comediante se me puser a falar mal das crianças vítimas de pedofilia, tema que ele por vezes gosta de falar. Nada tem a ver com as influências de cada um, claro. Não fico ofendido por ele não dizer que tem os Monty Python como referência, porque gostos são gostos. O que eu não gosto é ele aproveitar-se da «liberdade de expressão» para por vezes fazer aquilo que entende que é humor. Há um provérbio que diz «a nossa liberdade acaba quando começa a dos outros»...

Eu não sou humorista (nem pretendo ser), mas sei que por vezes há certas coisas que não quero escrever, ou fazer, porque sei que não é humor!

Nesse artigo que o Rui escreveu, ele diz que não podemos estar sempre no humor antigo. É preciso inovar.

Pois claro que sim! Mas a fazer comédia boa, e não algo disfarçado disso!

Gosto de ver humor, de diversos tipos, mas por vezes o Sinel abusa, sai da linha do humor, para ir para o insulto... mas depois defende-se dizendo que há a liberdade... A sério, há «piadas» dele que são de tremendo mau gosto... Como já disse, gosto de ver o «Gente da minha Terra», e do conceito do programa, mas há vezes que... enfim, já falei de mais... Ainda por cima um pirralho como eu a mandar opiniões desta maneira... Ainda me meto em sarilhos... Vou mas é fechar o post. Aqui.

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