terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Uma crítica ao filme «Wall Street»

Cá estou eu de volta, depois de uma ausência de três dias.

Decidi voltar aos posts com mais uma crítica de cinema, para ver se animo um bocado o blog que tem um bocado parado.

E vou-vos falar de um filme que vi hoje.

Este aqui. O que está na imagem, por baixo desta frase.

Este é daqueles filmes que merecia um post aqui no blog.

A primeira vez que o vi foi há cerca de uns três anos, já não me lembro onde. Já não me recordava muito da história, porque há três anos atrás, tinha outra mentalidade (ou seja, mais infantil).

Agora, que tenho novamente DVD em casa (o meu antigo foi-se à vida há uns tempos, comprou-se um novo da Philips que é muito bom - e barato!), decidi começar a «papar» todos os filmes que fui acumulando para ver.

E decidi começar por pegar por este. Tinha-o comprado há umas semanas no el corte inglés, com um cheque prenda recebido no Natal, e como tinha mesmo curiosidade em rever todo aquele universo de que pouco ou nada me recordava, aventurei-me a introduzir o DVD no leitor, e aturar de novo aquele anúncio da pirataria (que eu acho estúpido, já que comprei o DVD, para que é que terei de levar com aquilo?), que, sinceramente, tinha saudades (vai ser daquelas coisas que daqui a vinte anos vou recordar com muita saudade, como os trintões de agora recordam com emoção o tempo que demorava uma televisão a acender...), e, depois de ter ficado aborrecido porque afinal não havia nenhum extra, mas que a contracapa referia a existência de um documentário e de trailers, e nem trailers havia! Só o comentário do realizador, mas eu não ia perder tempo a ver o filme com o Oliver Stone a falar por cima! Primeiro queria ver o filme. Mas gosto que os DVD's tenham um documentário sobre os filmes, para poder absorver mais cultura completamente inútil (para toda a gente, menos para mim) no meu cérebro. Ah pá... e a Amazon que tem uma edição de 2 discos deste filme a menos de cinco libras... e eu comprei isto no el corte inglés a 9,99€... Damn it!

Uau... o parágrafo anterior deve ter sido o maior que escrevi até hoje! E está tão confuso... parece retirado de um livro do Saramago... continuando...

Depois disto tudo, queria apenas dizer que a experiência de ver este filme foi proveitosa. «Wall Street» subiu rapidamente na minha consideração e é já para a minha pessoa um dos filmes da minha vida.

Realizado por Oliver Stone, conta-nos a história de Bud Fox (o Charlie Sheen, da série «Dois homens e meio»... nunca pensei que ele fosse tão bom actor, como esteve neste filme!), um corretor da bolsa que quer subir na vida. As interpretações geniais de Michael Douglas no papel de Gordon Gekko, o barão dos negócios (que recebeu um oscar de melhor actor em 1987 com este filme), e de Martin Sheen (o Pai de Charlie Sheen, que eu não conhecia, mas que pude ver com este filme que é um grande actor), o esplendoroso argumento de Stanley Weiser e Oliver Stone e a grande realização do mesmo, fazem deste filme uma pérola, que me tocou de uma forma que é raro nestes tempos um filme o fazer. A história cativou-me, e também o facto de o filme ser equilibrado, não exagerar em nada e não deixar algo importante por contar (como se faz em muitos filmes hoje em dia) fez com que ficasse mesmo fã deste filme. É um bom exemplo de bom cinema, de que parece que muita gente hoje em dia se esqueceu. É por isso que não há muitos filmes recentes que me encham tanto as medidas!

Dou a este filme um 10/10.

Em relação à sequela, ainda não a vi, só uns bocados, e percebi que deixa algo a desejar. Incluindo as críticas que têm feito a esse «Wall Street 2: money never sleeps». Acho que o original é um filme tão bom, mas tão bom, mas tão bom, PARA QUE RAIO ERA PRECISO UMA SEQUELA?

«Wall Street» é um conto moral. Uma história que nos faz reflectir e pensar, que não perdeu a actualidade, sobre o poder do dinheiro, e como o «papel» pode mudar a nossa vida. Toda a gente deveria ver este filme. E agora estou interessado em comprar acções na Bluestar airlines (ah ah, uma private joke... pois é, agora se forem ver o filme e ouvirem o nome desta empresa fictícia, vão pensar «epá, eu já ouvi isso em qualquer lado!». E depois lembram-se, e pensam «ah, foi no blog da besta do Rui... esquece-te desse nome, cérebro! ESQUECE!!!»)...

Até ao próximo post, e... façam o favor de ver bons filmes!


I'm gonna make you rich, Bud Fox.

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