sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O quadragésimo

Cá vai mais um capítulo do famoso policial...

... que está a dar cabo do cérebro!

Este tem o redondo número 40.

Desfrutem!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 40

Olhei pela janela, vi que já estava escuro. Olhei para baixo e vi um vulto com um casaco azul e vermelho a dirigir-se para a porta do prédio onde moro. Era o Finório.

Tocou 3 vezes à campainha. Fui abrir, ele subiu no elevador e chegou ao apartamento.

-Então chefe? Explica lá o que é que eu tenho de fazer!

-Primeiro entra! Já te explico.

Fechei a porta de entrada, conduzi o Finório à sala. Disse para se ir sentar na mesa de jantar, enquanto eu ia ao quarto buscar umas coisas.

-Ora bem - comecei a explicar - o que tu vais fazer é o seguinte: Tens aqui uma lista com 5 perguntas que deves fazer aos interrogados. Se achares que há alguma coisa mais a interrogar, fazes a questão. Mas lembra-te sempre que, antes de cada sessão, deves ligar o gravador aqui, neste botão. Estás a ver?

-Estou, sim senhor - respondeu o Finório.

-Depois - continuei - o que tu vais fazer é, com este cabo USB, passar os ficheiros da gravações para o teu computador e mandar-mos por mail, para eu poder analisar e tirar as minhas conclusões. OK?

-OK.

-Quando os interrogatórios terminarem, eu depois dar-te-ei novas instruções. Podes aproveitar para, neste caderninho, pôr algumas notas que achares pertinentes sobre os suspeitos. Estás a perceber?

-Sim, chefe. Mas tenho só uma dúvida.

-Diz.

-O que é que quer dizer «pertinentes»?

Pronto, o rapaz tem falta de cultura. Ainda bem que eu estava calmo, nessa altura, senão eu tinha-me passado ali com ele.

-Bem - expliquei-lhe - pertinente quer dizer algo que é importante, que seja de interesse para o caso.

-Ah, está bem.

-Só mais uma coisa - disse-lhe - tens aqui a lista dos suspeitos, com as moradas de cada um. E vou-te dar outra grande responsabilidade.

-O quê?

Fui ao casaco, pendurado num cabide no hall de entrada, e voltei para a sala com a chave do meu carro na mão.

-Não acredito! - disse o Finório, espantado com a situação - Vai-me emprestar o seu carro?

-Sim - respondi - mas é para teres cuidado, está bem? E vê se trabalhas! Hoje já não, que está a escurecer. Continua amanhã. Manda-me relatórios, enfim, envia-me tudo o que achares importante! E despacha-te, que só temos mais seis dias para mostrarmos a resolução deste caso!

-OK chefe! - respondeu o Finório, muito convicto do que estava a dizer.

-Esta investigação tem sido muito lenta, e quanto mais cedo nos despacharmos disto, melhor!

-OK! Até amanhã Chefe!

-Ó Finório! Se quiseres jantar aqui... estou a pensar encomendar uma pizza.

-Chefe - respondeu-me ele - eu gostava muito de estar consigo, mas eu tenho agora um encontro.

-Ah, está bem. Boa sorte rapaz!

-Obrigado!

E ele foi-se embora. Fiquei sentado por momentos, a pensar na minha vida amorosa. Decidi pegar no telefone, e marcar um número.

Continua...

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