quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais uma crítica cinéfila

Tenho andado um pouco ausente do blog, e ainda tenho de publicar o capítulo do policial da semana passada...

Mas agora o que me está mesmo a apetecer é falar de cinema.

Pela 382371289.ª vez.

Gosto de divulgar cinema às pessoas.

E vou falar-vos de um filme que vi esta semana. Um filme de gangsters. E se pensam que eu estou a falar no épico «Padrinho», enganam-se. Falo de outro, que á algo diferente. Mas entretanto já devem ter visto a imagem do poster do filme que pus neste post, e já perceberam que não estava a falar na saga da família Corleone antes mesmo ter começado a escrever isto.

Falo-vos de «Goodfellas - Tudo bons rapazes», a minha obra favorita do realizador Martin Scorsese (a segunda é o «Shutter Island», e a terceira «O aviador», só para saberem). Entrou logo no n~º 1 do meu top deste realizador porque foi um filme que, sinceramente, gostei apenas um bocadinho mais que o «Shutter Island». Bem, em breve estou a pensar ver mais filmes do Martin Scorsese, por isso este top pode ser mais vezes alterado. Mas por agora, «Goodfellas» ocupa a primeira posição.



O filme retrata o modo de vida de um grupo de gangsters, em especial Henry Hill (interpretado por Ray Liotta), protagonista da história, e que também se encarrega de narrar a fita (embora que em certas partes, seja intercalado pela sua mulher, que de vez em quando também dá uns bitaites). Uma das primeiras frases que ouvimos é «As far back as I can remember, I always wanted to be a gangster. ». E aí o Henry começa a contar a sua história de vida, desde quando era um adolescente e se juntou aos mafiosos até à sua queda, de ele mesmo e dos outros gangsters, em especial os seus amigos, Jimmy Conway e Tommy DeVito (Robert DeNiro e Joe Pesci respectivamente). É por causa do Tommy que, segundo o IMDB, metade dos «fucks» que são ditos ao longo do filme (segundo a estatística, são cerca de 2,06 por cada minuto de filme) saem da sua boca. Ao longo do filme vamo-nos habituando àquele mundo e àquelas personagens, mas é daqueles filmes que nós pensamos «Era giro ser como eles... mas não na vida real». E olhem que este filme se aplica a muita bandidagem portuguesa que anda por aí. Corruptos e gente dessa laia... para mim são todos uma cambada de mafiosos!

E na verdade, «Goodfellas» é um filme ordinário, violento e... extraordinário. É um retrato fiel da realidade da Máfia, e sobre o poder que eles têm nas pessoas. É uma história não muito complexa, o clássico ascensão-queda da personagem principal. Mas gostei muito, tanto pela realização de Martin Scorsese (que viu nos ambientes da sua infância, que envolvia gente desse «calibre», inspiração para adaptar o livro original a cinema), como pelos actores, que têm desempenhos fantásticos, e também pelo argumento, que, segundo pesquisei, é muito improvisado, o que torna um filme ainda mais interessante (pelo menos para mim).

Só notei uma coisa mal numa cena, relativamente a efeitos especiais. Se virem o filme, devem saber do que estou a falar, porque nota-se à distância. E se na televisão do meu quarto, que é pequenina, eu vejo, num plasma enorme, deve-se notar ainda mais. Mas todos os filmes têm as suas pequenas gaffes, e não é por uma coisinha destas que baixo o 10/10 que dou a este filme.

Recomendo a quem gostar de Robert DeNiro (ele nasceu para fazer de gangster!), um dos meus actores favoritos (talvez um dia ainda o entreviste...), ou dos filmes de Martin Scorsese, ou quem aprecie filmes de gangsters (embora este não seja um filme de gangsters vulgar, como aconteceu com o «Padrinho»), ou ainda quem goste de ver bons clássicos. Um tesouro do cinema.

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