quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Já está aqui...

E aqui está o capítulo quase uma semana atrasado do policial.

Estou para ver quando é que acabo com isto!!!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 41

Esperei durante algum tempo que atendessem.

Nada. Sempre a tocar.

Decidi desistir, e terminei a chamada, dez toques depois de a ter começado.

Ou a Anne não tinha ouvido o telefone, ou já não tinha paciência depois da cena que foi no restaurante...

Deduzi que a segunda opção fosse a mais provável. Por isso, decidi preparar o jantar para comer, mais uma vez, sozinho, tendo as luzes da televisão como companhia.

Adoro fazer-me de coitadinho.

Nessa altura, só pensava na oportunidade que tinha perdido. Ao interrogá-la tudo parecia ter corrido bem, ela até parecia estar interessada, mas tinha de ir fazer aquela alarvidade no restaurante, que pimba! Lá se foram os meus planos todos por água abaixo.

Decidi então passar pelo supermercado, já que tinha a dispensa vazia. Tenho comido que nem um alarve. É da solidão...

Lá estou eu a fazer-me de coitadinho... Outra vez.

Voltei a vestir o casaco, repesquei as chaves de casa, e saí, com um saco de plástico, colocado previamente no bolso direito das calças.

Ao fechar a porta de casa, revistei-me para ver se trazia o que era necessário. Chaves, saco, carteira...

Gaita! Tinha-me esquecido da carteira!

Abri a porta com a chave, num gesto rápido. Fui buscar a carteira ao quarto. Ao voltar, não me deparei com a porta do corredor e levei com ela na cara. Ui a dor.

Tentando manter a calma, fechei a porta do corredor, e voltei a fechar a porta de entrada do apartamento. Chamei o elevador, embora ele não tenha respondido ao meu apelo (os malditos vizinhos do terceiro andar devem ter deixado a portada mal fechada para variar...).

Já começava a ser de noite. O céu preparava-se para escurecer, já havia menos pessoas na rua, e os carros começavam a acender os faróis. Excepto um ou outro anormalzinho, que se esquece de os ligar.

No supermercado, não vi nada de que me estivesse a apetecer, até chegar ao corredor da comida-que-se-põe-no-microondas-e-em-mais-ou-menos-cinco-minutos-está-pronta (ou então, a secção do pronto a comer). Decidi levar uma lasanha, aproveito para trazer uma daquelas bebidas que fazem muito mal à saúde, que dão pelo nome de refrigerantes, e um pacote de pipocas para pôr no microondas. Hoje ia haver cinema, lá em casa. Pena é que fosse só para um, e não para dois...

Continua...

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