'Tá de volta!

E cá está o policial de volta ao ecrã do vosso PC! (ou do vosso Ipad... sei lá!).

Neste capítulo vai haver uma grande reviravolta na história... Ui se não vai!

É ler para crer...

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 38

Carreguei no botão que indicava as palavras «ler mensagem» com algum receio do que viria escrito nessa mensagem.

-Finório - disse eu - lê-me tu a mensagem... prefiro ouvir da boca de outra pessoa do que ser eu próprio a lê-la...

-Está bem. - responde ele. Dei-lhe o telemóvel e ele leu o que lá estava a dizer. - A mensagem diz o seguinte: OM (não sei o que isto quer dizer)...

-Olho Morto!

-Ah! Bem, OM, venha... ó chefe, é «veinha» que se lê ou «vênha»?

-DIZ COMO TE APETECER!

-OK, OK! Bem, OM, «vênha» ter ao meu gabinete daqui a vinte minutos. Navalhas.

Fiquei em silêncio por uns segundos até reagir.

-A mensagem só diz isso? - perguntei.

-Sim - respondeu o Finório.

-Ah, que bom! Quer-me fazer sofrer até ao fim. Pois bem, vamos lá Finório. Entra no carro!

Entrámos os dois apressadamente no carro, eu com algum stress e o Finório completamente normal. Eu começava a ficar farto deste chefe... sempre mauzinho... Mas eu ia chegar lá e ele ia ouvir das boas! Ele ia ver...

Quinze minutos depois chegámos ao escritório. Entrei no gabinete do Navalhas sem bater à porta e interrompi a paciência que ele estava a fazer.

-Chefe - disse-lhe eu - Se for para me despedir, faça-o já! Estou farto disto, percebe? Não tenho paciência para estas coisas todas!

-Ó Olho Morto, acalme-se lá, rapaz! Então? - respondeu-me ele com toda a normalidade.

-Diga lá o que me quer fazer! - disse-lhe, muito irritado. O Finório estava ao meu lado. - Se é para me pôr na rua, que o faça agora!

-Mas o que é que você está p'raí a dizer, hein? Eu disse por acaso que alguém ia ser despedido?

Aí, aliviei um bocadinho. Passados uns segundos, perguntei.

-Não me vai despedir?

-Oh, claro que não! Porque é que faria uma coisa dessas? - respondeu-me, com um sorriso nos lábios e com uma calma impressionante.

-Ah, está bem! - respondi.

-... Eu só quero é que você não investigue mais este caso.

Choque.

-O QUÊ?!

-Sim, sabe? Tenho andado a notar que você está um pouco mais cansado por causa desta investigação. Por isso eu digo para você ir para casa uns dias descansar... investigar alguma coia menos complicada... Está bem?

-Mas... mas.. Quem é que vai investigar o caso, afinal? O Rodrigues está ocupado, o Manel também... e eu!

-Ah, eu estive a pensar, sabe? E acho que este caso poderia ser um bom começo para o seu ajudante Finório.

-Mas... Mas ele não tem experiência nenhuma!!!

-Vai aprender agora!

-Oh pá... ó chefe!

-Vá! Vá lá para casa... e livre-se de ajudar o Finório, está a perceber?

-Olhe, se quer que lhe diga, tá bem! Adeusinho!

Saio a correr, e não noto que o Finório vem atrás de mim.

-Chefe! Chefe!

Só quando chego ao carro é que o vejo.

-Finório! O que é que tu estás aqui a fazer? Vai ter com o chefe!

-Mas... mas eu não sei fazer isto sozinho! O chefe tem de me ajudar! Por favor por favor por favor!

Depois de pensar por uns momentos, disse-lhe.

-Está bem. Eu vou para casa. Liga-me quando puderes, ok?

-Está bem!

E fui-me embora, e o Finório foi de novo ter com o chefe.

Estava à espera que o chefe desse todo o tipo de castigo, menos este. Bem, talvez até era bom descansar uns dias... Mas ele deu um tempo para resolver com este caso! E com o Finório ao comando... Não sabia o que podia acontecer...

Continua...

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