Reading...

Alguns de vós já se devem ter questionado «tá bom que este menino anda muito no cinema, lê as notícias, vê televisão, está a par do que gosta... MAS LER, RAPAZ? HEIN?»

Tenho de dizer que nos últimos tempos não tenho lido muito, com muita pena minha, porque cada noite que vou para a cama sem ler um livro sinto que perdi uma boa oportunidade para absorver mais cultura para o meu cérebro.

Mas no Natal até li alguns livros. Já não me lembro foi quais. Não devem ter sido nada de especial.

Tentei começar a ler um calhamaço de quase 600 páginas, chamado «Dr. Jivago» (já vi o filme, que é espectacular), que tinha trazido da biblioteca da escolinha. Mas fui apenas até às 40 e tal páginas do livro, e achei que talvez não fosse a altura ideal para ler este livro, porque o que me estava mesmo a apetecer era ler livros curtos, para ler mais em menos tempo.

Então pensei «Eu, que tenho tanto em casa para ler, porque é que não aproveito a oportunidade, em vez de estar a trazer coisas de fora?»

Foi o que eu fiz. Comecei a escrever uma lista, há duas semanas, com uma ista de livros da minha estante que me apetecia ler. Até agora estão lá 40 e tal títulos. Já li 3.

O problema é que tenho tido pouco tempo para ler. Mas aproveito esse tempo de forma preciosa, pois até hoje consegui ler em quatro noites. Um livro em duas noites (porque comecei a lê-lo já era uma da manhã, já estava cansado, e decidi parar a meio), e os outros dois em uma noite (às vezes não gosto de deixar livros a meio. Principalmente se tiverem o tamanho destes que li.).

Queria deixar aqui uma pequena crítica aos três livros que li, todos eles diferentes entre si.

O primeiro que li, o que demorei duas noites a ler, foi «O velho que lia romances de amor», do Luís Sepúlveda, autor de «História de uma gaivota e de um gato que a ensinou a voar». Vou falar deste livro para a segunda apresentação oral de livro para Língua Portuguesa (a primeira, no período passado, foi «O país do Carnaval», da qual postei aqui o texto que tinha de entregar à Professora, e que me ajudaram a melhorá-lo. Mas este período não é preciso fazer texto, por isso não posto aqui nada. Deixo aqui só as ideias que tirei deste livro, e que vou usá-las para falar dele de 7 a 15 minutos - ah pois é! E vou ler um excerto, que é obrigatório. Desejem-me sorte!), no dia 31 de Janeiro. O livro fala-nos, basicamente, de um homem de idade avançada, chamado Antonio, que é um grande conhecedor da floresta amazónica, onde se refugiou e aprendeu a sobreviver depois da sua mulher ter morrido de doença. O título do livro faz referência a uma parte da história, que nem é falada assim por aí além. É que começa a ser criada uma pequena cidade, onde todos os anos um médico dentista vai lá para ver a saúde dentária dos moradores da cidade, e traz para Antonio, todos os anos, dois livros novos para ele ler. Dois romances de amor, o género que o velho mais gostava. Várias coisas acontecem, que não vou estar aqui a explicar, porque não gosto nada de tirar a curiosidade literária das pessoas. Leiam o livro e conhecerão, entre estas personagens, a tribo xuar, a Babosa (nome carinhoso dado ao administrador da cidade. Ao lerem o livro, percebem porquê), e uma história interessante e curiosa, que se lê muito rapidamente. Sepúlveda disse que o original tinha 300 páginas, mas foi cortanto tudo o que não achava necessário, e assim publicou um pequeno livro de apenas 110 páginas. A frase com que acaba o livro ficou-me na memória... Leiam-no que é uma boa leitura!
4/5

O segundo que tive oportunidade de ler, foi «Os crimes da Rua Morgue», de Edgar Allan Poe, um pequeno livro oferecido com o JN no Verão, que incluía, além desta história, «O mistério de Marie Rogêt». Nestas duas histórias acompanhamos Auguste Dupin, o detective francês, a desvendar os dois mistérios, usando o poder da dedução, que mais tarde inspiraria Arthur Conan Doyle para a criação de Sherlock Holmes. Gostei deste livro, embora ache que um livro policial, para ser muito bom, tem de desenvolver bem a história, independentemente do número de páginas que tenha. Acho que, se Poe tivesse dado mais atenção a certas coisas e menos a outras, o caso da primeira história não teria sido resolvido tão rapidamente, deixando-me a pensar que «falta aqui qualquer coisa». Com a segunda história a mesma coisa. Mas são clássicos da literatura, que valem a pena ler, pois fazem parte da evolução da literatura policial.
4/5

O terceiro li ontem, e chama-se «O fado de José», de Chantal Crétois. Uma história com uma escrita simples, daí ter lido esta obra em menos de uma hora, que nos fala de um jovem, filho de um português, falecido, e que está farto de aturar o seu padrasto, que só o sabe espancar. A Mãe decide pô-lo num lar de crianças, e aí a sua vida muda ao conhecer Simon, e a sua prima de 5 anos, que, tirando uma frase da contracapa do livrinho, graças a ela «reencontra o gosto pela vida». Uma obra interessante, que me faz lembrar a estrutura de um filme (imaginava a história mesmo como um filme). A história é muito simples, nada de especial, mas é uma leitura agradável, e faz-me pensar que, se tenho este livro há tantos anos na estante, porque é que só o li agora, e não aproveitei para ler quando era mais novo.
4/5

Hoje, vou começar a ler «Polikuchka, o enforcado», uma pequena obra de Tolstoi.

Daqui a uns tempos faço mais uma review a livros que li.

Resto de bom domingo!

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