Pronto! Já está!

O último capítulo do Olho Morto...

...Em atraso...

Ahah por momentos enganei-vos, não foi?

Que giro...

Bom, como sabem, agora o policial deveria estar suspenso esta e a próxima semana. Portanto volta dia 21 de Janeiro...

Vou continuar o meu trabalho de «conserto» na história... já comecei nos primeiros capítulos, a mudar o nome de algumas pessoas (para evitar processos, pois alguns eram mesmo reais...), e a ver certas partes da história que precisam de arranjo.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 37


Só me faltava isto, mais a minha estupidez e a minha inconsciência! Por causa daquele acto deveras idiota, agora ia perder tempo precioso do meu dia que tinha planeado para acabar com as tretas dos interrogatórios e passar à acção! Graças à minha perspicácia e «agilidade», estava agora metido numa grande alhada (estava mesmo desesperado, na altura, e acho que devo escrever desta maneira para poderem perceber o meu estado de espírito depois do incidente que a minha pessoa teve a honra de provocar - porque, vá lá, eu estava arrependido por não ter calculado as consequências do meu acto, mas até tinha algum orgulho por ter dado uma sova àquela besta!).

Minutos de desespero e pânico interior, enquanto esperava à porta do restaurante pelo desenrolar dos acontecimentos, já que ninguém me queria lá dentro, ouvi a sirene do INEM ao longe, a vir. Depois, lá chegou, saíram dois homens a transportar uma maca, e levaram o Augusto, que na minha opinião estava a fazer mais fita que outra coisa... Se ele fosse um homem a sério, não se punha a choramingar por ter levado um murro, que era o que estava a precisar.

O Finório olhava para os lados, à procura de algo para se distrair. Estava indiferente, como se nada tivesse acontecido.

-Ó Chefe... - disse ele.

-Sim Finório?

-Bom, se o Chefe fez aquilo ao outro senhor, quer dizer que ele se magoou. E se ele se magoou, foi por sua culpa. E, por ter sido por sua culpa, o Chefe está tramado. É isto, não é?

Fiquei quase sem resposta.

-Bem... sim. Porque é que perguntas isso?

-Ah, é que agora finalmente percebi agora a situação.

-Só agora? Passado este tempo todo é que te apercebes da gravidade da situação? Ouve pá! Por causa da minha imbecilidade, o meu emprego está em risco! Tenho uma probabilidade em um milhão de sair safo disto, OK?

-Pronto, pronto, está bem. Não digo mais nada.

Nessa altura, a carrinha do INEM foi-se embora, e com ela os meus ex-colegas que lá tinham ficado, a acompanhar a par e passo o que se tinha passado. Alguns passaram por mim e olharam-me com uma certa indiferença. Houve uma pessoa, que ao olhar para mim, a sua expressão parecia que queria dizer: «Estiveste bem pá!». Essa pessoa era o João. Infelizmente, fui o único a fazer aquilo. Se tivesse sido mais pessoas, talvez o castigo que eu fosse receber seria mais levezinho.

Entretanto, o telemóvel começa a vibrar. Tenho uma mensagem nova. Tiro o telemóvel do bolso e sinto um arrepio na espinha. Era do inspector Navalhas, o meu chefe.

Continua...

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