sábado, 1 de janeiro de 2011

Mensagem de Ano novo de sua excelência o Ilustre Rui Alves de Sousa

Portuguesas e Portugueses,

Hoje, primeiro dia de 2011, vou-vos dar a minha perspectiva do que acho que é a passagem do ano e tudo o que ela envolve, neste que é o primeiro post deste novo ano.

Para mim, passagem do já velhinho 2010 para o novo e fresco 2011 significou três coisas:

-Tomei o gole anual da (para mim, intragável) bebida típica desta época
-A Sandra Pereira é o novo ídolo de Portugal
-E o António, o pastor de Báião (já que ele costuma pronunciar o primeiro "a" como se tivesse acento), que tinha uma casa de alterne, foi o vencedor da Casa dos Segredos.

Já tinha passado da meia-noite, e o meu Pai decidiu que íamos fazer o que tínhamos planeado. Íamos à Baixa ver o concerto que os Xutos e Pontapés estavam a dar.

E essa ida à Baixa, que fui juntamente com o meu Pai e com a minha irmã, levou-me a concluir que uma filosofia minha que já tinha pensado e matutado na minha pobre cabecinha desde há muito tempo estava correcta.

Nestes tempos de festas, existem dois tipos de pessoas: As «Olhem para mim, não passo de um completo idiota», que vão para aqueles sítios fazer figuras estúpidas (como por exemplo uma trupe de rapazes que aparentava já ter mais de vinte anos andar aos empurrões uns aos outros, e uns quantos a atirarem garrafas de vidro pelo ar), e/ou que se drogam e/ou que se embebedam, para terem o prazer de acordar na manhã seguinte de ressaca; e também há as «Só estamos aqui para ver», que eu, o meu Pai e a minha irmã fazemos parte, que são aquelas pessoas que vão só para aqueles lugares para verem o estado das coisas, observarem as "tristezas" que abundam à sua volta, e apreciarem boa música (era Xutos e Pontapés, não podia ser má música!).

Infelizmente, só apanhámos meia hora do concerto, mas valeu a pena.

E ver todas aquelas pessoas, muitas armadas em imbecis a fazer as ditas "figuras tristes" (incluindo um que devia estar bêbado, que andava a perguntar às pessoas se queriam comprar haxixe), fez-me lembrar do verdadeiro sentido desta época. É o champanhe? Não, que até sabe mal. É a contagem decrescente, que nos canais de TV, de uns para os outros tem atraso? Também não. Ou será que é dizermos «Este ano é que vai ser», ou fazermo-nos de vítimas que estamos muito mal e que este ano tem de ter paz e amor e tudo o resto? Também não e isso.

Então, qual é, afinal, o sentido desta quadra?

Eu pensei, e digo-vos que acho que é pensarmos que o tempo passa. Não devemos imaginar se o futuro vai ser bom, ou mau, ou assim-assim. Temos de continuar em frente, e aproveitar o tempo que nos resta. Porque não há um ano que seja maravilhoso (nem um que seja péssimo). Todos os anos acontece-nos, a cada um de nós, pelo menos uma coisa boa na nossa vida. Não nos podemos iludir que este novo ano vai ser muito bom, porque já sabemos que vai tudo piorar, e tudo o mais. Mas mesmo assim, temos de aproveitar o tempo que nos resta, seja muito ou não!

Como diz o José Cid, na célebre música (gaita, nunca pensei em citar José Cid numa crónica), «vem viver a vida amor, que o tempo que passou não volta não!»

Ano novo, vida nova? Bah, isso é mentira... As nossas vidas continuam as mesmas de sempre... mas podem ser melhoradas, não? Nunca podemos pôr uma vida nova, mas podemos retocar a original, não é?

Vamos aproveitar o que nos resta, e olhar sempre para o lado positivo das coisas! «Always look on the bright side of life» (é para aí a quarta ou quinta vez que cito esta canção no blog, mas vale a pena continuar a citar, porque o significado dá para tudo!)!

Vamos todos tentar. E também ultrapassar as dificuldades que possam surgir.

Cada um que seja feliz à sua maneira (é pena, não ouvi ontem os Xutos a cantar esta música. Eu que gosto tanto desta...)

Por isso, vamos ter todos um bom ano, um bom dia, uma boa hora, um bom minuto!

É o que eu desejo a todos vós (e a mim também), neste primeiro dia do novo ano.

Rui Alves de Sousa

PS - Ontem, quando eu, o meu Pai e a minha irmã estávamos a regressar ao carro, eu disse-lhes que «amanhã vou escrever sobre isto no blog».

E não é que foi o que eu acabei de fazer?

1 comentário:

  1. so porcausa do champagne ja nao vou comentar mais aqui

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