quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Falando de cinema...



Enquanto não me está a apetecer pegar numa das inúmeras ideias que tenho arquivadas num documento no computador para fazer crónicas, decidi fazer um post dedicado a um dos melhores, e com certeza maiores, filmes que já vi na minha vida (quase 6 horas de duração!). Está no meu top 10, embora esse top 10 não tenha ordem de preferência,pois os outros filmes dessa lista são, na minha opinião, grandes fitas, e boas oportunidades de ver bom cinema.

O filme de que estou a falar é o italiano «A melhor juventude», de Marco Tulio Giordana.

É uma história de vida. Mais, é um hino à vida.

E por isso mesmo quis falar sobre ela aqui no blog, neste momento. Ando Às voltas de novo com as grandes questões da vida, da morte... Que também me vão servir para o Programa do mal-dizer desta semana...

O filme conta a história de dois irmãos, Niccola e Mateo, desde os anos 60 até 2003. O filme é grande porque originalmente foi uma minissérie de TV. Depois foi posto no cinema, onde só cortaram apenas... meia hora de filme. Mas pelo menos, estas seis horas de filme prendem o espectador, enquanto que se eu visse um filme de uma hora do Manoel de Oliveira, já teria fugido passados os primeiros 5 minutos...

É uma grande história, cheia de pormenores e factos históricos interessantes. Começamos a habituar-nos àquele mundo, como diz Luís Miguel Oliveira, o crítico que também realça o «lado folhetinesco terrivelmente sedutor» desta fita. O espectador começa a entrar naquela história, naquela família, e nas suas alegrias e mágoas.

Em certa medida faz-me lembrar o «Conta-me como foi». Talvez pela revisitação do passado, até ao presente (que é uma coisa que, pelo menos na versão portuguesa, não vai acontecer, visto que a série vai acabar no 25 de Abril, e a espanhola, a original, já está nos anos 80...), mas também pelo modo cheio de humanidade com que as situações são filmadas e exploradas.

Esta obra é muito, muito, muito boa. É raro haver filmes europeus que me cativem da maneira como este me cativou. Só fica a par do «A vida é bela», do Roberto Benigni, e do «Cinema Paraíso», de Giuseppe Tornatore.

Este é, citando o Jorge Morinha, «um grande filme épico como nos bons velhos tempos».

Uma boa alternativa a verem os habituais filmes de fim-de-semana das generalistas...

10/10

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