quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E hop! Cá vem mais um capítulo da saga com fama de sair sempre atrasada...

Nada a acrescentar.

Façam o favor então de ler mais um capítulo.

Curtinho.

Estou a pensar, depois de pôr este e o outro capítulo em falta, e também o desta semana, fazer uma interrupção de duas semanas no policial, para ter tempo de alterar coisas na história (se forem ver os primeiros capítulos, houve coisas que eu fui mudar, em termos de nomes, e certas sequências que não encaixavam), tá bom?

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 35

Decidi fazer o seguinte: Iria pedir para que os que ainda faltavam interrogar e que estavam presentes para irem para uma certa mesa, e os outros para irem para outra.

Levantei-me da cadeira e fui até ao sítio onde eles se iam sentar para almoçar. Ainda estavam em fase de preparação… estavam a arrumar umas mesas para ficarem todos juntos. Enfim, coisas que eu considero algo idiotas… agora é que se põem com mariquices de quererem estar todos unidos… Pois bem, que seja.

Ao chegar, de mãos nos bolsos e com ar trocista, perguntei aos presentes:

-Precisam de ajuda? – perguntei, virando-me para o João

-Ah, já que estás aqui… - respondeu ele.

-Não! – disse o Augusto – Deixa estar, que nós cá nos arranjamos.

Eu tenho um temperamento muito, muito, muito mau… Ao ouvir aquilo, vindo da boca de uma pessoa que, ao tê-la interrogado, mentiu descaradamente, e que agora estava ali como se nada fosse, apeteceu-me responder. E foi o que eu fiz.

-Olha lá, eu por acaso falei contigo?

Todos os outros colegas, que estavam a arranjar-se como podiam, viraram-se todos para mim. Ouvi algumas exclamações, alguns burburinhos de fundo, mas não liguei, estava ali, calmo e sereno, a meter-me com o Augusto. E queria continuar. E isto era só o começo do que aí vinha…

O Augusto, nesse momento, começou a suar, e começou a aproximar-se de mim, até ficarmos frente-a-frente, o bom, e o mau/vilão.

-Estavas a perguntar se alguém de nós todos precisava de ajuda, ó palhaço – respondeu-me ele.

-Ah, ah… Deixa-me rir! Palhaço, eu? Tu é que és um mentiroso que não sabe dizer a verdade dos acontecimentos! Tu estás a esconder alguma coisa… E olha, seu sacana, que eu vou descobrir.

-Ui… Estou cheio de medo do Nelinho… O que é que ele me vai fazer? Passar-me uma multa da verdade?

Aí, sucedeu-se uma coisa, que me faria arrepender mais tarde de me ter metido com ele. Passados alguns segundos de silêncio e impasse, apliquei ao meu «inimigo» um gancho de direita, que o fez tombar no chão, dada a força do golpe. Sangue começou a jorrar da boca do Augusto, e na altura, sentia duas coisas. Uma, que pensava que eu era o Rocky. A outra, que estava metido num belo sarilho.

Continua...

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