quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

E com este, os capítulos todos ficam em dia!

Aqui está o capítulo em atraso que restava publicar do policial.

Depois, publicarei o desta semana, e depois o policial fica suspenso por duas semanas, para eu poder tempo de alterar coisas nos capítulos anteriores e na história em geral.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 36

-Nelo! – gritou a Anne, aflita, que veio a correr em direcção a nós, vinda da casa-de-banho. – O que é que te deu?

Aí, lembrei-me exactamente dos filmes do Rocky… Talvez, com a minha força «extraordinária», até podia pensar em fazer carreira no boxe. Mas esse pensamento rapidamente se evaporou da minha mente, para dar lugar a pânico do género «ESTOU FEITO! ESTOU TÃO FEITO! MEU DEUS, O QUE É QUE EU VOU FAZER?!»

-“Famem” o «INEM»! – Gritava o Augusto, que mal conseguia falar.

O João sacou do telemóvel (daquelas tabletes a que dão o nome de «Iphone»), marcou três algarismos e ligou.

-Está? Poderiam mandar uma ambulância para o restaurante «Os Minhotos no Sul»? Sim… Sim, é aí mesmo… É que houve aqui um pequeno problema… Nada de muito grave… Só está a sangrar… Levou um murro… Uma tareia… Ah… Sim, sim… O quê?!... Mas… Ah, ok… Está bem, então… Obrigado, até já.

-Então? – Perguntou a Anne.

-Eles já vêm a caminho. – Respondeu o João.

-Eu vou fazer ‘queifa’ de ti, Nelo! – Berrava o Augusto. – O meu patrão ‘fai’ ‘oufir’ ‘daf’ ‘boaf’!

-Contenta-te por ainda conseguires falar! – respondi, nervoso e arrependido da situação.

Nesse momento, a Anne virou-se para mim, zangada e com «desiludiste-me» escrito no olhar».

-Olha, Nelo, tu vai embora daqui, que só estás a desajudar!
-Mas… Anne…
-SAI DAQUI!

Os burburinhos de fundo deixaram de se ouvir por uns segundos. Toda a gente a olhar para mim, incluindo o resto das pessoas que estavam no restaurante. Fugi a sete pés.

O Finório, que tinha estado sentado o tempo todo, em que deve ter estado a pensar «Mas que raio é que se está a passar?», ao ver-me a ir embora, seguiu-me rapidamente. Eu nem olhei. Só notei na minha companhia quando cheguei lá fora. Só pensava na vergonha da situação.

E agora, o que é que iria fazer?

Continua...

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