domingo, 14 de novembro de 2010

Queres ver que é o 30?

E chegamos ao capítulo 30 deste policial.

Eu penso que este policial irá ter ainda tantos capítulos como os de uma novela.

Para aí uns 150.

Não... estou a brincar, leitores ingénuos!

Vai até aos 300.

E com sorte!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 30


-E todo o resto da turma continuava envolvida?


-Maior parte. E os outros não me dava, e eles não se davam comigo.


-Epá! Que paranóia! - exclamei - Eu nunca percebi esta turma. A sério! Mais parecia uma versão escolar de uma novela qualquer. Então havia aquelas intrigas, as pessoas que não se falavam por não-se-sabe-porquê, as armadilhas que faziam uns aos outros... não percebo! E não percebo também como continuam assim uns macambúzios uns com os outros! Vocês são crianças, pá? Se calhar o Rui teve a ideia desse jantar para tentar pacificar as coisas... Até os que são amigos uns dos outros tentam-se destruir mutuamente! Cambada de doidos pá! E é este um dos motivos que me leva a pensar em resolver isto depressa! Para ver alguns da turma atrás das grades!


Aí uma pequena ideia veio-me à cabeça, mas segundos depois vi que não fazia nexo.

E o João permaneceu em silêncio, completamente mudo.


-Bom, mas agora queria saber se te afastaste dos outros? - perguntei-lhe.


-Basicamente por estar farto deles, e por ser anti-substâncias ilícitas.


-Está bom. E acaba de relatar a noite do jantar, se fazes favor.


-Bom, estava na partwe de falar com algumas pessoas não era? Pois bem, falei com algumas, mas essas «algumas» foi também só olá e adeus. Mais nada. Não sou muito de convívios. Depois, o jantar, que era agradável, foi uma quiche de legumes... o Rui devia andar com a mania dos vegetais. Acho que foi ele mesmo a fazer. Depois mais tarde o Rui morreu, eu fui-me embora para não me meter em sarilhos e pronto. Eia pá e o funeral é daqui a dez minutos...


-A sério?! Ainda vais?


-Bem, penso que sim. É aqui perto.


-Então eu vou contigo. Talvez encontre lá as pessoas que me falta interrogar.


-Mas, antes de irmos, não tens mais nada de relevante para contar?


-Nem por isso.


Deixei a gravação continuar, poderia acontecer qualquer coisa entretanto.


-Olha João, eu dou-te boleia. Trouxe o carro.


-Ah, ok, estava a pensar em fazer uma caminhada, mas vai ter que ficar para depois.


Depois, saímos da casa, o João foi dizer à sua mulher onde ia, e entrámos no carro.


-Finório - disse-lhe eu. - Este é o João. João, este é o Finório, o meu assistente.


Apresentações feitas, pusémo-nos a caminho para a igreja onde seria feito o funeral, que era mesmo muito perto de casa do João.


Ocorreu-me um pormenor, quando estávamos a ir.


-Ó João - perguntei - Qual é a tua profissão?


-Eu sou o director de uma empresa de management de artistas.


-Ah, está bem. E como soubeste do funeral do Rui?

-Ouvi hoje na televisão fazerem um pequeno apontamento sobre isso.

Chegámos à igreja, onde vimos, como é habitual num funeral, pessoas envergando vestimenta de cor preta. Mas além dos colegas da turma, os interrogados e os ainda não interrogados, que me pareciam que estavam lá todos, estavam pessoas que eu não conhecia, possivelmente fãs do Rui.

Quando estacionei o carro e saímos, depois do Finório ter andado à luta com o cinto de segurança, que não conseguia tirar, as pessoas estavam a entrar. Ia agora começar a missa do funeral.

Continua...

(esta parte é também ela pequenina. É para ganhar tempo para pensar melhor no resto da narrativa e estreuturá-la mesmo bem, para que não vos escape nenhum detalhe.)

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