Música

Queria falar-vos sobre música. O que ela significa para mim e quais os meus gostos musicais (duas pessoas que conheço acham a expressão «gostos musicais» um pouco anormal. Eu não acho, e por isso escrevi-a de propósito para os enervar. Para que aprendam!).

Num Programa do Mal-dizer já tinha falado deste tema, mas, lá está, só tinha... mal-dito sobre ele. Sobre certos «artistas» e afins... Ouçam-no, que talvez a vossa mente fique completamente perturbada para sempre (ou não). Para exercerem o acto de descarregar o episódio referido, para mais tarde poder escutá-lo quando lhe der na gana, e fazer o criador de toda esta parafernália ficar com mais 0,0000001% na sua percentagem de felicidade (é muito baixinha, mesmo), basta clicar aqui!!!

Mas aqui quero dar uma opinião pessoal e positiva (e talvez algo polémica) sobre a música.

Não saiam dos vossos assentos,vai começar MAIS UMA CRÓNICA MIRABOLANTE DE RUI ALVES DE SOUSA!!!

(música do género dos filmes épicos)

Muito bom dia, muito boa tarde, ou muito boa noite, segundo a hora que me estiverem a ler. Eu sou o Rui Alves de Sousa e sejam bem-vindos a mais uma crónica mirabolante de Rui Alves de Sousa, eu mesmo.

Hoje gostava de vos falar de música.

Ai, a música... conjuntos de notas dispostas de uma forma que façam uma melodia agradável aos meus ouvidinhos...

Quer dizer, nem todas, está visto. Há muito «artista» que anda por aí que até me apetece VOMITAR só de ouvir o seu nome (exemplos: não os vou dar... isto fica tudo sujo e depois quem é que limpa, hmm?), mas eu gosto que as pessoas saibam que eu sou muito variado. De todos os géneros gosto, alguns menos, outros mais. Desde o mais «rockeiro» ao mais patético. Mas as minhas preferências vão para o rock, a pop, o jazz e o blues. Os únicos géneros que não suporto mesmo (nem uma música sequer) é pop daquele mais foleirinho (como os cantorezinhos da Disney, a Ana Montanha, os Irmãos Jonas, e outro fenómeno, que é o Justin Bibi), heavy metal e toda a música que me dá gosto de dizer «BLHAC», num tom alto e numa maravilhosa estereofonia.

Há vezes que as pessoas me vêem a ouvir certa banda ou certa música, e ficam com uma ideia dos meus gostos. Estão perfeitamente enganadas, pá! Ao menos vejam o meu facebook, para verem a variedade de bandas e artistas que lá estão nos meus «likes»! Tá?

Não gosto de música só pela letra ou só pela melodia. É a junção das duas. Porque há músicas com letra excelente, mas a melodia não fica no ouvido, ou então a melodia é boa, mas a letra bah (sim, como as ovelhas fazem. Bah)...

Gosto de músicas com «sumo» (e do bom, hein? 100% natural... sem corantes nem conservantes!), inteligentes, coerentes, divertidas, sentidas, harmoniosas, calmas (Lá está, o «Oceano Pacífico»...) que dêem gosto de ouvir e que nos dêem vontade de cantar, saltar, pular, fazer coreografias, fazermos um figurão (ou não, como na maior parte dos casos), e que nos motivem a fazer certas coisas, ou a não desistir. É esse o grande «Power of the music»!

Não gosto das músicas por estarem na moda. É mesmo por «Ai e tal gostei desta! E daquela também! Olha aquela, tão ternurenta!». É estranho na adolescência, a maior parte das pessoas gostar da mesma banda. Será que é por gosto próprio, ou é por influência de uma moda? Filosofias da vida... Mas JÁ BASTA! Filosofia só nas aulas e acabou!

E não gosto nada de pessoas, que até têm uns gostos musicais muito simplistas, me vire a dizer que eu sou estranho musicalmente. Tá bem tá, filhos! Ora! Fico tão irritado quando situações destas ocorrem...

Artistas favoritos... ahah esta é boa! São muitos, muitos mesmo. Mas os que tenho mais no coração são uns que são mais antigos (lá está, por isso há quem pense que eu só ouça coisas do tempo dos meus Pais... é gente inculta, mesmo!), e que são (aposto que vão adivinhar...) os Queen, os Beatles, Simon & Garfunkel, Bruce Springsteen, Rui Veloso, Xutos e Pontapés, GNR... por agora são destes que me lembro.

Finalizando, música, para mim, é... MÚSICA!

E é tudo, pelo menos neste post.

Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye
Amore , amour, meine liebe, love of my life
Se o nosso amor findar
Só me ouvirás cantar
Addio, adieu, aufwiedersehen, goodbye
Amore , amour, meine liebe, love of my life.

(tinha de ser, tinha de ser. Tinha de pôr aqui uma referência ao Cid!!! Sim, acho piada a esse grande artista, e depois pá? Era só para pôr a linha com o «adeus» em várias línguas, mas achei que ficava mais giro pôr o refrão todo.)

Comentários

  1. Aquele gajo irritante que gostava de dar música ao pessoal e que te deu música algumas vezes.5/11/10 14:37

    Algumas coisas para pensar sobre esta temática:

    «Ai, a música... conjuntos de notas dispostas de uma forma que façam uma melodia agradável aos meus ouvidinhos...»

    Por algum motivo saltou esta definição, mas depois logo à frente dizes "nem todas", ou seja deste uma definição que tu próprio achas insuficiente.

    Só é música aquilo que é agradável aos teus ouvidos?

    Reconheces que há musica que é desagradável, mas mesmo assim não a classificas como ruído?

    Sendo assim, o que é ruído?

    Posto de uma forma muito mais geral: afinal o que é que a música tem a ver com o som? >:)

    SE conseguires ir articulando raciocínios e chegares a uma conclusão já será uma coisa muito engraçada...

    Outra picadela:
    Dizes-te muito ecléctico, mas não és. Ou pelo menos não o demonstras ser. Regra geral na sociedade ocidental ninguém é: Por força da nossa cultura, do meio em que estamos envolvidos, da oferta que temos, o nosso "gosto musical" (para usar uma expressão tua) é moldado desde pequenino para ser conforme a - "Música TONAL, feita com instrumentos limitados (quase sempre os mesmos), onde há preponderância de UMA voz a cantar uma letra numa língua conhecida, com uma forma estanque (AABA, ABA, ou derivações), métricas quadradas e regulares, tempos e durações semelhantes, etc, etc, etc.

    Falamos muito mas estamos habituados a ouvir coisas sempre "muito parecidas" entre si.

    O que seria ouvir um raga indiano de 5 horas? Ou glitch music de 3 segundos? Por hábito?

    Ou música cuja componente principal não seja nem a voz, nem ter instrumentos acústicos, nem ter forma nem compasso definidos, muito menos tonalidade?

    Há todo um universo de possibilidades na música, e por alguma razão tendemos a ouvir música que é feita de acordo com 1% dessas possibilidades.

    Daí que somos o oposto de eclécticos. Somos na verdade tremendamente limitados em termos de gosto musical. JAzz, rock, pop, pimba... é tudo muito mais igual que diferente entre si.


    Vou fazer uma bonita analogia:
    É como o macaco e o Homem, partilham 99% do ADN.
    Claro que me podes dizer - e são eles que dominam o planeta. Tal como a música "desse tipo - tonal, etc, que já escrevi em cima" domina o planeta culturalmente.

    Mas existem TODAS as outras possibilidades muito diferentes que ninguém ouve, compõe ou sabe que sequer existem.

    Quem se dá ao trabalho de ligar aos répteis, insectos, peixes, aves?

    Seria estranho ver os homens a confraternizar em amena cavaqueira com algumas espécies.

    Talvez por isso seja estranho nós ouvirmos alguns tipos de música que estão muito distantes dos padrões em que fomos educados a ouvir. E alguns até nos serem repugnantes e acharmos que não fazem falta nenhuma, ou que não sejam música de todo...

    Enfim, fica isto para pensar... claro,
    acompanhado de 3 links só para ilustrar:

    http://www.youtube.com/watch?v=SZazYFchLRI

    http://www.youtube.com/watch?v=rKmgc1NYg4M

    http://www.youtube.com/watch?v=f7JiCZvJh5Q

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  2. «Há todo um universo de possibilidades na música, e por alguma razão tendemos a ouvir música que é feita de acordo com 1% dessas possibilidades.

    Daí que somos o oposto de eclécticos. Somos na verdade tremendamente limitados em termos de gosto musical. JAzz, rock, pop, pimba... é tudo muito mais igual que diferente entre si.

    Vou fazer uma bonita analogia:
    É como o macaco e o Homem, partilham 99% do ADN.
    Claro que me podes dizer - e são eles que dominam o planeta. Tal como a música "desse tipo - tonal, etc, que já escrevi em cima" domina o planeta culturalmente.»

    Pois, só que o problema é que na minha geração, ouvir uma música de Simon & Garfunkel, por exemplo, é muito muito muito muito mas muito mais diferente do que a maioria da gente da minha idade gosta de ouvir.

    E mesmo por os géneros terem algumas parecenças, não quer dizer que goste das músicas por terem algo parecido. Bem posso gostar de uma música de 30 segundos como de 30 minutos, como uma música Blues e uma música Rock do mais psicadélico que possa existir, e nada tem a ver entre elas... pelo menos é o que eu acho, e respondendo a um comentário de um expert sobre música, é difícil arranjar argumentos melhores...

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