quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Vigésimo Sééétimooo!

O 27.º capítulo do policial, todo ele atrasado.

Deveria ter sido publicado dia 15. Vai hoje.

Razões? As do costume. Atrasos e etc e tal.


Olho Morto, Detective Público


Um caso muito particular

Parte 27

-Começo por te perguntar a que horas chegaste a casa do Rui?

-Ó filho, lembro-me perfeitamente! Até olhei para o relógio nessa altura! oito e cinquenta e sete!

-Hmm... está bem. Que te lembras desse dia? E por favor apenas o essencial! Não comeces com desvios de conversa para tagarelice!

-Ai! Pronto, pronto, 'tá bom. Bem, do que eu me lembro é isto: cheguei, estava tudo na converseta. O Rui andava a passear pela sala e pela cozinha, a roer as unhas (uma nojeira, se queres que te diga... nem chegou a deixar esse vício, depois as pessoas admiram-se da vida que ele tinha...). Às nove e qualquer coisa, fomos comer. Não gosto nada daquela gentinha da turma... sempre todos parvos e...

-Sempre achaste isso de toda a gente, Ermelinda. Por isso toda a turma te desprezava - disse, interrompendo-a. Percebi que as minhas palavras a tinham deixado um pouco magoada.

-Sim, 'tá bem. Depois, mais tarde, ele finou-se...

-Finou-se? - Perguntei, um pouco distraído com a conversa, que nada relevante estava a ser. Estava a pensar noutras coisas e quando ouvi aquela palavra, não me apercebi do seu significado. Já era a segunda vez que me acontecia naquele dia não perceber o sinónimo de «morrer». A primeira tinha sido com o Estevão...

-Bateu as botas! Morreu!

-Ah, sim, sim. Continua então.

-Bem, estava na parte do «finanço». Depois, passado um bocado, como eu sabia que estar lá ou não era a mesma coisa, fui-me embora. Mas pelo menos ele teve a decência de me convidar. Mas é como se não tivesse ido.

-OK, OK. Nada a acrescentar? Nada de relevante?

-Bem, que eu saiba não.

-Está bem, então vou indo. Anda Finório.

Ele levantou-se, e eu disse para ir indo para o carro, que eu queria só dizer uma última coisa à Ermelinda.

-Sabes, nao me espanta nada que toda a gente da turma te desprezasse. Eras má para toda a gente, uma egocêntrica e uma grande descarada. Eu sei que não mataste o Rui, porque tu para matar alguém não serias capaz. Só gostas de insultar os outros nas costas. Independentemente do que disseste de mim aos outros desde sempre, estou-me nas tintas. Desde que não me venhas chatear a dizer que és a coitadinha. Bem, adeus.

Saí e reparei num pequeno cartão de supermercado, daqueles que as funcionárias desses estabelecimentos usam. Agora sabia o que ela fazia. Também não era bem o que eu pensava, já que ela era virada para os maldizeres e a coscuvilhice, poderia ter ido para a TVI ou para a SIC substituir os fofoqueiros que por lá andam.

Quando estava a descer as escadas, ouvi uma espécie de choro misturado com uivos. Fui um pouco forte, mas penso que há coisas que têm de ser ditas.

Entrei no carro, o Finório a ouvir música no rádio. Quando cheguei ao carro apanhei-o desprevinido a cantar «Wake me up before you Go Go», dos Wham, a fazer coreografias e tudo! A cara de envergonhado dele... que hilariante!

-Desculpe chefe - disse ele - Exaltei-me.

-Não te preocupes - respondi - Pelo menos não estavas a fazer a voz exactamente igual à música original...

Continua...

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