sexta-feira, 1 de outubro de 2010

E abram aulas a mais um capítulo!

É claro que me refiro ao policial.


Cá vem mais um «fascículo» desta história interminável.


Ultimamente o blog tem sido só RR, isto e coisas de cinema... Mas tenho andado a juntar temas para fazer posts novos.

Mas o RR vai acabar (por enquanto) na próxima edição, e terei mais tempo para outros posts.

E também quero acabar com isto... o problema é que ainda falta muito!

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 25

Saímos da casa quase assombrada, e o Finório ditou-me a morada do próximo suspeito. Suspeita, neste caso.

-Ermelinda Vasques - leu o Finório.

-Recordo-me bem dela. Era a galdéria da turma. Andava com todos.

-E com o chefe também? - perguntou o curioso rapaz.

-Não! Claro que não! A minha namorada era outra, na altura.

-Ah, está bem.

Um silêncio entediante reinou no veículo por instantes. Até que o Finório decidiu falar.

-ó chefe - disse ele - Você acha que vamos conseguir solucionar isto?

-Vamos o tanas! Se EU vou solucionar este caso!

-Pronto! Pronto! Está bem!

-Mas porque perguntas?

-P'ra saber.

-'Tá bem.

Liguei o rádio e, com o volume baixo, conseguia notar uns acordes de «Money» dos Pink Floyd.

-O chefe acha que vai receber alguma coisa especial por causa deste caso?

-QUE RAIO DE PERGUNTA, FINÓRIO?! CLARO QUE NÃO!

-Ah, é que como vejo o chefe tão empenhado, até estranhei...

-É porque... é porque... este caso tem muito a haver comigo, percebes? Estas pessoas, estes suspeitos e esta vítima, fizeram parte da minha vida! Foram meus colegas de turma! E... e... e eu quero resolver isto, para poder saber se os culpados não são pessoas com quem me dava, naquela turma. Percebes?

-Bem, está bom, chefe. Lá sabe.

-És muito novo para perceberes...

-Ó chefe! Eu já sou maior! Já tenho idade suficiente para pensar nessas coisas. Mas a mim este caso não diz nada, pronto.

-Ok.

Outro silêncio. Depois, foi a minha vez de começar.

-Eu não percebo como é que quiseste seguir este caminho.

-Não dava para mais nada, chefe! Sou um zero, percebe? E, com isto, que até gosto de policiais e tal, até me identifiquei. E o chefe foi muito generoso para mim, por me ter acolhido...

E começou a chorar.

-Vá - tentei consolar - Eu sei que tens razão. Não percebia era porque é que quiseste vir para assistente de detective. Aliás, ainda não percebi. Mas mais tarde explicas-me melhor, porque agora chegámos à casa da suspeita, vamos trabalhar um bocadinho. 'Tá bom?

-'Tá... 'Tá bom... - respondeu ele, já um pouco melhor.

Continua...

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