O capítulo da semana passada...

E eis que agora, posto o suposto capítulo da semana passada do policial. Depois, postarei o RR desta semana, e amanhã de novo o policial.

Cá vai.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 21

Bem, que haviam 3 assassinos, isso não tenho dúvidas. Mas quem seriam? Tantos suspeitos, e só alguns é que já tinham sido interrogados.

Tinha de pensar bem, reflectir no assunto...

Quem mata uma pessoa, ou foi paga para o fazer, ou tem os seus motivos.

Ou então foi paga para o fazer por alguém que tem os seus motivos

Hmm... Já estou confuso.

Mas quem quereria matar o Rui? Quem teria motivos para o fazer ingerir um veneno mortífero?

Alguém a quem ele devesse dinheiro? Naaa, ele não devia nada. Nunca pedia nada a ninguém...

Talvez em algum sarilho em que se tenha metido.

Escrevia num bloco as conclusões a que chegava.

Bem, ele era conhecido... talvez a sua escrita tivesse feito alguma polémica... se calhar ele meteu-se em politiquices... já era costume...

Nesse momento, o Finório bate-me à porta, despertando-me do meu pensamento.

-Chefe! Cheeeefe!

À primeira não tive paciência para abrir, mas ele insistentemente continuou.

-Cheeeeefeeee! ó Cheeeefeee! Abra a porta!

Fui abrir a porta, já irritado.

-Finório, eu não disse que não queria ser incomodado?

-Era só para lhe trazer a sua tosta mista e o seu café habitual da tarde, quando o chefe está cá.

-Hmm, obrigado.

Arranquei-lhe o tabuleiro das mãos, fechei a porta na cara dele, com uma força descomunal, que o levou a proferir «Eia c'a bruto!».

Continuei a pensar. Depois lembrei-me que ainda tinha outros suspeitos para investigar. O tempo corria contra mim.

Saí a correr, chamei o Finório, para vir comigo, depressa saímos, mas antes deixei um recado
à secretária.

-Dona Carla - disse-lhe - Se eu receber alguma visita, alguma mensagem, enfim, seja o que for, ligue-me logo, está bem?

-Ok, senhor Nelo.

Aquela secretária. Às vezes arrepelava-se-me a espinha só de falar com ela. Bem, é dotada de uma beleza... enfim, não nos metemos em rodeios.

Entrámos para o carro, e pedi ao Finório para me passar a lista.

-Hmm... próximo suspeito, Estêvão Ramos... acho que já ouvi este nome em qualquer lado...

Meti o prego a fundo, e lá seguimos caminho.

Continua...

PS-Desculpem esta parte ser tão pequena, mas é daquelas partes a que chamo «de transição». E também servem para encher chouriços. Isto tem de durar!

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