sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Mau! Queres ver que estou outra vez a postar um capítulo do policial atrasado?

Bem, cá vai mais uma desculpa para o atraso do capítulo.

É que não tenho andado desocupado para o fazer, pronto... nem tenho tido muito tempo para escrever coisas «como-deve-de-ser» no blog.

Mas hoje, faço maratona. Posto agora o capítulo do policial da semana passada, 17 de Setembro, depois o RR desta terça-feira, e mais logo o capítulo supostamente de hoje do policial...

E não se preocupem... Qualquer dia volto a fazer posts enorrrmes sobre temas variados... Já tenho andado a ter umas ideias.

Mas chega de parlapier (ou lá como se escreve), e «disfruten» (homenagem à vizinha Espanha) de mais um «fascículo» desta história.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 23

Um «garçon», devidamente fardado de «groom» (como os dos hotéis, para os ignorantes), abriu-nos a porta do carro, e ofereceu-se para o ir estacionar. Logo reparei que, do lado esquerdo da casa, existia um parque de estacionamento subterrâneo.

E eu, como devido egoísta que sou, queria ser eu a estacionar o meu «pópó» e não que um miúdo o arrumasse. Sempre fui assim. Gosto de ser eu a tratar das minhas coisas, e não mandar outros fazer.

Dava por mim a pensar qual era a necessidade do Estevão de todas aquelas luxúrias. Bem, é o que eu sempre me pergunto quando vou a casa de pessoas com uma quantidade de papel verde muito mas muito superior à minha.

Se eu fosse rico, não iria exibir o meu dinheiro. Escondia-o o mais que pudesse (até me passava por pobre!), para não ficar rodeado de gente a fazer-se minha amiga, mas a única coisa que queria era o seu «cachet». Preocupava-me comigo, e é claro, dos meus amigos (verdadeiros) que precisassem de auxílio. Talvez comprasse um apartamento maiorzinho, e mais nada!

Nem percebo a ambição de certas pessoas, quando são novas. «Quando for grande, quero ser rico, e ter muitas coisas!!!». Eu não, estou bem como estou e arrepia-me que o dinheiro, algum dia, me suba á cabeça, ou que fique excêntrico por causa dele. Digamos que sou quase alérgico ao dinheiro.

É claro que é bom ter-se dinheiro. Acho que é um pouco mau ter-se em demasia. Aliás, tudo é mau em excesso.

Depois de arrumar o carro, outro «groom», ligeiramente mais alto que o anterior, acompanhou-nos ao grande «hall» da casa. De seguida, fomos levados para a sala onde o Estevão estava sentado num sofá, virado para uma das tantas janelas que ali estavam, de costas para nós, e algumas nuvens de fumo vindas dali eram visíveis.

-Olá, Estevão. - disse eu.

Aí, as tais nuvens deixaram de ser vistas por uns momentos, um cachimbo foi pousado numa mesinha junto ao sofá, e depois de ter olhado para trás, para comprovar que éramos nós, levantou-se, com um ar cansado e stressado, e cumprimentou-nos.

-Nelo! Há quanto tempo!

-Estevão!

Depois de um efusivo aperto de mãos entre ambos, apresentei-lhe o Finório.

Depois, comecei com as coisas sérias.

-Estevão, precisava de conversar contigo sobre a morte do Rui. Sei que estavas presente quando ele morreu.

-Sim. - respondeu ele - claro que estava. Mas primeiro sentem-se!

Indicou-nos dois sofás idênticos ao que ele estava a utilizar, virou o dele para a nossa direcção, ficando de lado. Depois de nos sentarmos, ele fez o mesmo e pegou no seu cachimbo.

-Fumas? - perguntou-me ele, mostrando uma caixa de charutos «havanos»

-Não, obrigado.

-Ok, eu também não - disse-me - Só o cachimbo. Isto é só para aquela malta toda fina, que por vezes tenho de receber. Não gosto nada. Enfim, ossos do ofício. Então faz lá as perguntas que tens a fazer, que ainda tenho «affaires» daqui a duas horas.

-Vamos a isso então.

Liguei o mini gravador portátil e comecei mais um inquérito.

Continua...

Sem comentários:

Enviar um comentário

Se chegaram até aqui e tiverem alguma mensagem, crítica, ou opinação a fazer em relação ao que acabaram de ler, façam o favor de o escrever aqui. A gerência agradece e responde (se não forem nenhum príncipe da Malásia que tem 10 milhões de dólares para me oferecer, claro).