sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ah, este pelo menos sai a tempo e horas!

Finalmente, consigo pôr um capítulo do policial no dia certo.

E cá está ele.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 24

-Portanto, Estevão, a que horas chegaste à festa?

-Lembro-me que fui o primeiro a chegar, já que só estava o Rui, a andar de um lado para o outro, algo nervoso...

-Nervoso? - interrompi.

-Sim, estava um pouco... a roer as unhas e tudo!

-Hmm... está bem. A que horas chegaste?

-Oito e meia. Vim naquela limusine que viste na entrada. Cheguei demasiado cedo, não gosto de me atrasar!

-Fazes bem, fazes bem. E o que te lembras desse dia?

-Bem, passado cerca de uma hora, começaram a chegar os outros convidados. Depois, jantámos não me elmbro bem a que horas, mas acho que era por volta das nove e tal. Depois, o jantar, que estava muito bom, conversa, houve muita, mas não muito comigo, estive quase sempre muito calado, e o Rui também, com um ar pensativo. Depois, por volta das dez e meia, ele puf!

-Puf?

-Morreu. Bateu as botas, faleceu! Enfim...

-Ah, sim. Continua.

-Depois fui-me embora mais ou menos depois disso, para que quando chegasse a polícia não me culpassem do que não fiz. Acho que foi o que a maioria fez.

-Está bem. E não te lembras de mais nada?

-Infelizmente não, porque estive ocupado todo o dia, e à noite tinha coisas a tratar, por isso estive a falar muitas vezes ao telemóvel, e saí várias vezes da mesa para atender (que é ser-se educado, acho, não se falar ao telemóvel à mesa). Mas eu estou inocente. E tenho provas! Estive cá em casa a tratar de coisas a maior parte do dia, fui à televisão para uma entrevista, está gravado!

-Ok, ok. Não pergunto mais nada! Sendo assim, acho que vamos indo. Anda Finório.

O Finório contemplava o que estava à sua volta, com a boca aberta de espanto.

-FINÓRIO!

Aí, ele deu um salto, e saímos.

O Estevão acompanhou-nos à porta.

-Bem, desculpem não ter ajudado em muito.

-Ah, não faz mal. Até qualquer dia.

Abri a porta, e quando ia sair, ele interpelou-me.

-Nelo - disse-me ele - Olha, pá, nós somos amigos, tens de acreditar em mim!

-Desculpa Estevão - respondi - mas aqui são todos iguais. Não há previlégios para ninguém.

E antes de sair, questionei-o pela última vez.

-Só mais uma coisinha. Que é que andaste a fazer durante esse tempo de espera de uma hora?

-Bem, eu... passeei um pouco e falei com o Rui - respondeu ele, um pouco reticente.

-Hmm, está bem. Adeus.

Agora, achava que ele tinha estado envolvido na morte, também. Mas como descobrir a resolução deste estranho mistério, que já me dava dores na «massa cinzenta»?

Caramba! Ainda faltava tanto para isto acabar!

Continua...

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