Outro capítulozinho...

E cá está.

Mais um.

Que deu o dobro do trabalho porque esta PORCARIA avariou uma vez, e perdi o capítulo todo que tinha acabado de escrever.

Escrevi outra vez, mas acho que não ficou tão bom como o primeiro.

Então, de um capítulo feito com calma, como foi a primeira versão, foi um capítulo feito sobre pressão, para não me tentar esquecer do que tinha escrito.

Em vez de se ter tornado um capítulo calmo, como na primeira versão, na segunda ficou uma reflexão crítica sobre algumas coisas da Internet.

Mas aproveitem!!!

Agora, como devem estar a reparar, tenho escrito pouco. Ora, o blog vai estar um pouquinho parado em termos de posts. Menos, mas vou pondo.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 13

Cheguei a casa e rapidamente liguei o computador para começar a pesquisa sobre o Rui. Acho que está com algum vírus, porque este grande monte de porcas e parafusos está lento que nem um caracol.

Bom, depois do computador ter feito todas as ligações para estar pronto a ser usado, inseri a pen da internet nele, e depois de a conectar (termo giro se o «nec» for dito com grande acentuação), acessei logo a página da Wikipedia, para ver o que lá estava escrito sobre o Rui. É sempre o primeiro site que me lembro de visitar quando preciso pesquisar algo, mesmo que tenha uma data de informações erradas.

Há quem vá ao Google, mas sempre que eu lá vou, ou me mandam para a wikipédia, ou para sites que não têm nada a haver com o que foi pesquisado.

Ora, na Wiki (que dito assim, e se se disser o «w» como se fosse «v», lembra-me um desenho animado), o que é que estava lá escrito sobre o Rui? O quê? Nada mais nada menos que isto.

Rui Alves de Sousa é um escritor e argumentista português. Nasceu em Lisboa.

Foi nesse momento que me lembrei que a Wikipedia portuguesa é a única que tem preguiça em fazer artigos sobre as suas celebridades (mesmo que o Rui não o fosse, mas por lá andava) que ultrapassem as 10 linhas. Já vi uns com 20, mas não mais que isso.

Lembrei-me do pedido de amizade que o Rui me tinha mandado para o facebook dias antes do sucedido (claro que não poderia ter sido depois!), e que não tinha chegado a confirmar por esquecimento.

Fui ao facebook, aceitei o pedido (e achei estranho agora ser amigo de um morto na web), e fui ver o perfil dele, que estava restrito aos que não fossem amigos. É daquelas coisas que penso «Toma toma toma! Eu vejo isto e tu não!».

Comecei a ler o «mural» do Rui. Entre relatos do dia-a-dia, sugestões culturais e pensamentos filosóficos, este chamou-me particularmente à atenção, que era do dia em que tinha ocorrido o crime.

Hoje, jantarada cá em casa. Antigos colegas de escola reunidos na minha habitação para podermos recordar com uma certa estupidez e nostalgia esses tempos. Irá tudo correr como previ. Irei ferir susceptibilidades quando revelar algo muito secreto, pois a vingança é um prato que se serve frio...

«Algo muito secreto?» pensei. «Eu sabia! Ele sabia algo sobre alguém, ou várias pessoas da turma, algo muito precioso, que seria a sua espécie de vingança sobre essas pessoas...»

Aquele «status» tinha-me dado uma pista. Pequena, mas não seria por isso que não fosse importante. Bem me parecia que o jantar tinha tido um motivo, e esse motivo tinha sido o Rui querer revelar esse dado tão importante... Afinal, ele não tinha mudado nada!

Agora, eu tinha de descobrir que dado era esse, tão importante que era...

Continua...

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