Mais um insólitozinho, que só acontece quando está o Ruizinho...

Olá.

Como vos vai a vida?

Melhor que a minha suponho.

Pelo menos, ontem à noite deve ter sido.

Agora, vós deveis estar a pensar «Pronto, lá vem este gajo contar outro insólito que lhe aconteceu para poder ocupar espaço no blog, sem precisar de ter ideias verdadeiramente dele»

Se pensaram nisto, têm razão. Se pensaram em dois camarões a dançarem a polca, pedimos desculpa, isto não é o «Achas que sabes dançar».

Se vieram para este blog redireccionados pelo google porque este sugeria este blog para a vossa pesquisa, intitulada «nudez», façam queixa ao google.

Mas deixem-me então contar-vos o dito «insólito». Deixam? DEIXAM? A SÉRIO? IUPI! OB'IGADO! (voz de criança alegre e feliz, porque as crianças contentam-se com pouco.)

Bom, ontem, eu e os meus Pais, e a minha irmã, íamos todos sair para ir assistir a um daqueles concertos ao ar livre (que no Verão há tanto em abundância) no Chiado.

Ora, a minha Mãe, que tem sempre a mania de dizer «Vou descendo», deixou a sua chave na fechadura do lado de dentro da porta, como é hábito.

Passado alguns momentos, eu, o meu Pai e a minhja irmã saímos os três e fechámos a porta.

E não é que, quando o meu Pai vai a trancar a porta com a sua chave, não consegue metê-la na fechadura?

Ah pois é, a outra chave ficou lá dentro...

E o meu Pai, já todo aborrecido, a dizer à minha Mãe, quando ela subiu, que «era sempre a mesma coisa», que «maldita mania», etc.

O pânico não se instalou, nem nos começámos a devorar uns aos outros, como vocês pensam. Apenas pensámos em como iríamos solucionar isto.

Ora, para resolver o problema, pensámos em várias hipóteses:

1.ª - Tocar à campainha do vizinho e pedir-lhe para irmos à varanda dele para eu, num acto heróico, saltar da varanda para a outra, a nossa, entrar na janela do quarto da minha irmã, que deixou aberta, tirar a chave da minha Mãe da fechadura e salvar o dia, ou melhor, noite.

2.ª - Ir ao Sr Jorge, o marido da porteira, para que ele traga as suas ferramentas especiais para resolver o assunto.

3.ª - Solha frita com arroz e salada.

(ups, peço desculpa. A 3.ª foi retirada, por lapso, do menu da Tasca «O carapau». Peço imensa desculpa. Mas já agora aproveito para fazer publicidade. Bons pratos no Carapau, não é nada mau! Pois, a rima é parva. Mas foi o melhor que consegui arranjar. Até tinha pensado noutra, mas era um bocado ordináriazeca, e como isto é um blog sério e digno... bem, pelo menos tenta ser!)

Optámos pela primeira opção. Toquei, toquei, toquei, com a esperança de poder ter o meu momento heróico, mas o vizinho não estava em casa.

Fomos então experimentar a segunda opção. Também não tínhamos mais nenhuma! (ou pensam que a solha é mesmo uma opção? Já vos disse que fui eu que me enganei! Já agora, Tasca «O carapau», lá em casa até fazem sarau! Argh, outra rima parva...não largo o vício...)

A minha irmã lá desceu no elevador até à cave. Ouviram-se ladrares guinchantes de duas cadelas, as do Sr Jorge, e depois viram-se ele e a minha irmã no elevador.

O senhor Jorge viu a situação, pensou um pouquinho e tirou uma de algumas ferramentas que lá tinha. Uma super ferramenta, que dá pelo nome de coisa-bastante-simples-mas-que-eu-não-me-lembro-do-nome.

E, nessa altura, quando eu já estava desiludido de não ter tido o «meu momento», o Sr Jorge diz «Preciso de uma lanterna.». Aí fez-se luz, porque a única pessoa naquele corredorzinho que tinha uma lanterna era eu!

Com ar triunfante, dei o meu telemóvel ao Sr Jorge (sim, pensavam que eu ia ter uma lanterna a sério? Tenho uma no telemóvel e prontos! Pode não ser nada high-tech, mas pelo menos tem lanterna. Ora tomem!)

Passado algum tempo, depois de algum sangue, suor e lágrimas (exagero habitual), e com algum empenho e dedicação do Sr com a ferramenta, lá se ouviu a chave da minha Mãe a cair do outro lado da porta. Ficámos todos felizes, e o Sr Jorge deve ter-se sentido como um herói.

«o Sr Jorge é o maior!» exclamou o meu Pai.

Mas é claro que a glória não tinha sido só dele!

«Pois pois», retorqui eu, «mas se não fosse a minha lanterna, não tinha conseguido! Ah pois é!»

Afinal, ainda consegui ser um herói. Secundário, mas fui um herói!

Ah, e depois ainda fomos a tempo do malfadado concerto. E eu a pensar «Ei, se isto demorar muito não vamos a lado nenhum e eu vou poder fazer asneiras à vontade!». Mas afinal este insólito demorou pouquinho, cerca de 20 minutos, e ainda faltavam uns 10 para o concerto. Nessa altura pensei num palavrão, mas achei melhor guardá-lo para mim.

E foi isto o que se passou ontem. O que é que pensavam? Que eu tinha ido à Lua? Ou à procura de um tesouro, numa ilha longínqua?

Nããã, isto foi MUITO MELHOR QUE ISTO TUDO!

Ou talvez não.

Bom, minhas senhoras e meus senhores, muito bom dia, muito boa tarde, ou muito boa noite, segundo a hora que me tiverem lido!

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