Atrasadinho...

Não, não estou outra vez a insultar a minha pessoa.

É só porque o capítulo do Olho Morto, saiu atrasadamente hoje.

E porquê?

Porque estive fora estes dias, sem tempo para escrever.

Está bem?

Eu às vezes penso que o policial vai ficar um pouco comprido demais, com todo o material que nele insiro, mas vamos a ver. Depois se verá.

Olho Morto, Detective Público

Um caso muito particular

Parte 15

Em vez de acordar às oito, como era normal em dias de trabalho, acordei às 10.

Quando despertei, exclamei um grande «PORRA!» num magnífico som estéreo, dei um salto inimaginável da cama, daqueles que só conseguimos fazer quando estamos em sarilhos, e dirigi-me rapidamente à casa de banho, para pôr uma boa dose da típica H20, para ver se acordava a 100%.

É nestas alturas que penso que a minha vida podia ser como aquelas séries em que o marido está todo stressado para ir para o emprego e a mulher toda sorridente, já tinha feito o pequeno almoço para ele. E ele dá um beijo à esposa, leva a refeição para tomar no caminho, despede-se dela e dos filhos e sai de casa a alta velocidade.

Era isso que eu precisava, uma mulher... Já estava na altura...

Depois de me ter vindo este rápido pensamento, e de ter parado um pouco, que é o que eu costumo fazer para imaginar as coisas, parar o que eu estava a fazer. Depois daquele momento no meu reino mais ou menos encantado, olhei para o espelho e rapidamente despi-me e saltei para o «poliban», para tomar um duche.

Depois, vesti-me, tomei um café mal feito e umas «crackers» com manteiga (ando com a mania disto ultimamente), lavei a dentuça, fiz a barba e zarpei para o carro. A alta velocidade, como se de uma corrida de fórmula um se tratasse, fui para o escritório.

E, como se de propósito fosse, aconteceu uma daquelas coisas que só ocorrem quando menos queremos, ou quando menos precisamos. Tinha ocorrido um acidente, e o trânsito estava parado.

Já diz o provérbio, «quanto mais depressa, mais devagar»...

Bom, pelo menos agora podia acalmar um bocado, porque que eu soubesse não havia forma de sair daquele engarrafamento. O meu carro não é nenhum kitt para poder voar... era bom que fosse, mas não. Infelizmente, não o é

Decidi ligar o rádio, e ouvir alguma música para descontrair. Deparei-me com o «Circo de Feras», com aquele primeiro verso que nunca me esqueço: A vida vai torta...

Dei-me comigo a cantarolar aquela música, sem noção do barulho que fazia, e quando chegou o refrão, olhei em redor e vi que muitas pessoas noutros carros observavam a figurinha triste que estava a fazer. Decidi parar de cantar nesse momento.

Mas lá que a vida ia torta, ia sim senhora...

Passado um bocado, o engarrafamento tinha começado a «desengarrafar» (perdão pela expressão tão idiota), e voltei a pensar que o meu carro era um ferrari, e que a meta da corrida era o escritório...

Continua...

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