Eu estive lá.... e só vim escrever isto para vos relatar a minha, hã, experiência...

Ao lerem o título, não deverão perceber, mas eu, meus amigos, vou agora falar-vos da minha experiência no Bairro de Alfama, nessa noite que foi a do Santo António. Aliás, eu acho que o Santo António é o nosso carnaval do Brasil... pela quantidade de bêbados.

E o que é que o nosso Rui foi lá fazer?

É o que vamos descobrir neste documentário em forma de post!

Epá, eu acho que não tenho muita coisa a dizer sobre isto que dê para encher um documentário de uma hora. Mas vamos a ver.

Para já, uma reflexão pessoal.

Para mim, o Santo António é o nosso Carnaval do Brasil. Refiro-me à quantidade de embriagados, claro, e também ao número de sirenes de ambulância. Também são muitas, como nesse famigerado Carnaval.

Antes de ir a Alfama questionava-me como é que a gente nova gosta tanto destas tradições antigas. Conclusão: Onde houver álcool e javardice, os jovens sempre irão lá marcar a sua presença.

Também gostava de deixar aqui uma questão, que talvez seja um dos grandes dilemas da humanidade. Porque é que a música «Santo António já se acabou, o São Pedro está-se a acabar, São João, São João, São João, dá cá um balão para eu brincar!» é cantada assim, se o São Pedro vem depois do São João? Fiz esta pergunta ao meu Pai e ele diz que talvez seja para ficar melhor, porque faz uma rima gira, enquanto o São Pedro não. Bom, eu acho que não. Tenho aqui uma proposta para mudarem a letra da música para que ela fique bem e cronologicamente correcta.

É assim: «Santo António já se acabou, o São João está-se a acabar, São Pedro, São Pedro, São Pedro, dá cá óleo de cedro para eu poder limpar!»

OK, afinal, se a música for cantada daquela maneira para fazer uma boa rima, concordo com o São João e o balão. Mas, se não for, ora, não sou que agora vou destruir uma cantiga tão antiga... um caixa d'óculos como eu... Ah! Acham? Nem pensar!

Bom, depois desta palhaçada, vou-vos contar a história da minha ida a Alfama, na noite de Santo António.

(tantantantantantantantantantantantantantan - música da National Geographic)

«Rui Sousa proudly presents:

Investigating Alfama!»

Cheguei ao dito Bairro, naquele dia tão especial (para certos indivíduos que não eu). Só ouvia pessoas a dizerem «é cervejinha só 1 euro! É sardinha assada 2 euros!». Vendo os preços do mercado comparados com os destes comerciantes, devem ter ficado ricos só nessa noite.

De resto, acho que não há assim muita coisa para contar. Se havia bailarico? Havia sim senhora. De 10 em 10 metros, ouvia-se uma música pimba. E era sempre diferente! Parecia uma viagem musical pelo reino pimba de A a Z! Desde a música «A cabritinha» à «Nós pimba»!
Acho que aquela noite enriqueceu muito a minha cultura musical.

Outra coisa que eu destaco desta «excursão», digamos, é o facto de haver, nessa altura, grande circulação de perucas verdes. Eu nem sei se eram usadas por causa do mundial, ou se para imitar os manjericos. É com este segundo aspecto que se consegue fazer uma situação um pouco cómica. Um miúdo vê um tipo com a dita peruca verde na cabeça, e diz «Eh! Aquele senhor tem um manjerico no lugar do cabelo! Vou pôr a mão para cheirar!». Depois de o fazer, o miúdo constata «Eh! Cheira a... a... não sei o quê! E aquele manjerico deita neve!».

Não sei se perceberam a piada. Isto é como uns tipos de livros. Têm de ler e pensar várias vezes para perceberem a piada.
OK, eu explico. A neve é caspa! Dah!

Ah, também tenho de referir uma das coisas mais nojentas que vi à face da Terra (se não terá sido a mais nojenta), e que já tinha ouvido falar muito que era um gesto típico português. Pude constatar que só o é na noite de Santo António. E então o que é que eu vi? Indivíduos, a. digamos, exercerem o acto de «mictar» na parede, com pessoas a passar. Como se estivessem a exibir! «Eheh, ninguém micta mais do que eu!», e outro diz «Ai é? Vamos ver quem é o maior mictador!», e depois fazem combates e tudo.

Por fim, gostava só de referir os irritantes martelinhos de São João! Felizmente, não fui vítima de nenhum ser dessa terrível espécie (que na minha opinião deveria estar extinta. É essa espécie e as conhecidas «vóvó zélias», ou lá como lhes chamam), mas ouvir aquele temível ruído que sai delas, curto e fininho... brrr! Até me causa arrepios!

E é o que há para contar. O resto não é demasiado grotesco para ser transposto para a escrita. Talvez se o post fosse sobre a forma como eu por vezes ressono (porque eu de vez em quando, quase raramente, segundo fontes próximas, também pratico este acto), ainda dava para continuar este post e encher mais umas cem linhas. Mas como é só sobre o São Tóino (ahahah que trocadilho espectacular, embora eu não me tenha rido nada), acho melhor ficar por aqui.

Nesta linha.

Ou seja, nesta.

E acaba aqui.

MAU! NÃO VAMOS COMEÇAR COMO ERA ANTIGAMENTE! PENSAVA QUE JÁ TINHAM APRENDIDO! PENSAM QUE EU ANDO AQUI A BRINCAR OU QUÊ? ACABA AQUI E PRONTOS!

Comentários

  1. Devias ter estado em casa do meu tio... :S ás 3 já entravam pessoas do campo das cebolas directamente para casa do meu tipo. O alcool é mm mau

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  2. Agora e o s.joao

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  3. «vóvó zélias» LOL
    A "intriga" da musica de s. joao smpre me fez curiosa, pk tb ja tinha percebido que havia um erro ^^
    Muito boa, a tua "odisseia" no Bairro

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