domingo, 30 de maio de 2010

Uma odisseia no aeroporto...

Meus amigos e minhas amigas (mais amigas que amigos, é certo, porque como já referi, o meu blog é mais lido pelo público feminino), resolvi hoje escrever um post grandinho, para voltar aos tempos (mais ou menos) áureos de quando eu escrevia artigos longos e algumas pessoas comentavam.

E hoje, resolvi escrever sobre aeroportos. Mais precisamente, a minha diz-que-é-uma-espécie-de-visita ao Aeroporto da Portela. Mas talvez vocês se estejam a interrogar: «Ora essa, esse Rui agora vai de férias e não me dizia nada?». Se vocês estivessem a pensar nisto é melhor deixarem de pensar e irem-se trancar na dispensa de vossas casas. Quem não pensou isto, pode continuar a ler este texto.

Bom, então, para as pessoas, talvez mais espertas (ou que lêem a mente dos blogueiros como eu), que pensaram (ou que perceberam que era para pensar) Mas que raio é que aquele caixa-de-óculos foi fazer ao aeroporto?», eis a explicação.

Ora, a minha Mãe é técnica de turismo, ou seja, trabalha com turistas (a sério?). Um dia, um grupo de estudantes luso-franceses (que nasceram em Portugal mas emigraram para França) de uma escola de Estética veio cá, e a minha Mãe é que ficou encarregue deles. Não como baby-sitter (ÓBVIO), mas ficava encarregue de os orientar nos aeroportos e nas viagens. Ora, há uns dias esse tão famigerado grupo ia embora de volta à terra das «baguettes» e dos «croissants», e a minha Mãe tinha de ir ao aeroporto tratar do check-in e etc e tal.

Estacionámos o veículo de 4 rodas (que normalmente é chamado de carro) no parque do Aeroporto. De seguida, subimos as escadas que iam dar acesso ao andar de entrada do aeroporto (e a esta altura alguns de vós estão a pensar «Uau! Isto é tão… interessante, que acho que vou fechar para ler noutro dia. Daqui a uns 50 anos, talvez».) Voltar a entrar naquele aeroporto deu-me uma certa, não sei como se diz, mas acho que era uma sensação próxima da nostalgia.

Uau! Ver aqueles estrangeiros todos a gritarem e a insultarem meio mundo por os seus voos serem cancelados (e com razão, diga-se. Esta «visita» foi feita na altura em que a nuvem da Islândia espalhava o terror nos aeroportos portugueses). Enfim, a minha Mãe pensava que o autocarro com o dito grupo estudantil ainda não tinha chegado, portanto fomos para a entrada do aeroporto a ver se o víamos. Quinze minutos depois, quando a minha Mãe começara a fumar um cigarrito, uma das professoras veio ter com ela (mesmo que francesa falava muito bem português, logicamente por ser emigrante em França) a dizer que já estavam todos lá dentro na fila do check-in.E a minha Mãe disse que «é que eu pensava que ainda não tinham chegado» e a professora disse que tinha de voltar ao grupo e a minha Mãe disse que já íamos lá ter.
Fumou o cigarro à pressa, e se eu me lembro deixou-o a metade (como é que eu me lembro destas coisas?)

Tapetes rolantes e muitos corredores depois, chegámos ao dito lugar.

Montes de gente, uma voz de fundo que dizia «Os passageiros do voo tal que se dirigam para a porta de embarque» e depois em mais umas 5 línguas (pena que não dissesse em russo, ou chinês. Para que eu me pudesse rir um bocadinho).

Vi tantos jovens nos tão populares grupinhos, que existem em todos os países. Pareciam hippies, ou coisa parecida, da maneira que estavam dispostos. Em roda, sentados no chão, mesmo no sítio do check-in. Portanto, uma pessoa está à espera de levantar o seu bilhete de aeroporto e sente um pouco atrás de si muitos pares de olhos a observarem-no. É desconfortável, essa situação. Digo-vos que é porque passei por isso nesse dia. A minha Mãe foi ter com as professoras da tal turma de alunos, e elas estavam lá com os alunos que faltavam para fazer o check-in. Bom, eu e a minha Mãe fomos ter com elas. E entrámos naquela fitinha que quando não há fila de espera é muito estranha para mim. Aquela fita das filas, que faz um percurso tipo labirinto. Não vos consigo explicar melhor, desculpem.

Depois, a minha Mãe ainda pôs conversa com as professoras, que eram 4, mas só estavam ali duas. Parecia que aqueles alunos tinham feito javardice e asneirada na pousada onde estiveram estabelecidos. Segundo uma das professoras, que agora não me lembro, os «mais mal-comporrtados desenrroscarram os alarmes de incêndio parra poderrem fumarr sem serrem descoberrtos». (os alarmes de incêndio referidos têm assim uma aparência àquelas lâmpadas semi-circulares que se põem no tecto.)

Depois, os que restavam fizeram o dito check-in, mas aquela professora que contou da malandrice de certos alunos continuou a dialogar com a minha Mãe. Eu tive o infortúnio de olhas para trás, e… vi cerca de 10 pares de olhos sentados no chão nas ditas filas hippies. Fiquei logo «Ai que vergonha». Ainda por cima daquele grupo de estudantes haviam uns da minha idade…

Bom, depois, um rapaz acorreu à professora (e ainda bem, senão tinha enchido isto com mais 200 linhas de coisas inúteis e dispensáveis), pedindo-lhe dinheiro. Poderia ser um ladrãozeco de aeroporto, poderia ser um cobrador, mas afinal era o filho dela, como eu pude constatar quando ela no-los apresentou. Depois ela deu-lhe uma notita, ele soltou um «merci», mas ela «Parler en portugais» (peço desculpa se houver algum erro nesta frase… o meu francês é um bocado… mauzito). E ele disse «obruigado». Disse mesmo assim! Não é nenhum erro de escrita! Uau! Só aí é que me apercebi que o meu nome é muito utilizado por franceses que não sabem falar português… Iupi! Sou um felizardo! Mas afinal parece que não. E aí (finalmente) acabou a conversa, e a professora chamou as outras professoras para reunirem todos os alunos.

Encortando, porque houve partes que se seguiram a isto que não interessam MESMO nada (como alguns alunos irem à casa de banho, uma das professoras telefonar de um telefone público para a dita escola em França, e que uma dúzia de alunos se julgavam perdidas mas afinal tinham ido comprar chocolates), nem dá para tirar um pingo de humor (quer dizer, da cena do telefone público até dá, porque noutro telefone ao lado, estava um indiano a falar… indiano. Pffff… meteu-me tanta piada. E ainda por cima tinha voz fanhosa. Duplamente engraçado! É daquelas coisas típicas que se encontram nos aeroportos. É isso e preços exorbitantes em coisinhas mínimas...), os alunos dirigiram-se para a porta de embarque.

As professoras despedem-se, agradecem inúmeras vezes à minha Mãe, e ela toda coisa, e tal.
Ah, de seguida as ditas miúdas que se tinham perdido chegaram, uma das professoras estava à espera delas (os outros todos já tinham ido para o avião), e disse-nos «Au revoir» e disse às meninas que eu era o filho da Cristina (a minha Mãe, dah!), e a dizer para elas se despedirem de mim. Elas todas «Au revoir», e eu, um pouco envergonhado, vá, porque digamos, eram giras, disse, um pouco engagejado, «Au…au…revoir». A minha Mãe e a outra professora a rirem-se baixinho. Ai que vergonha!

Bom, e de seguida, foram também embora. E eu e a minha Mãe seguimos para casa. «Pronto, isto já está despachado», soltou a minha Mãe, e dirigimo-nos ao carro e voltámos a casa.

Bom, e foi esta a minha odisseia no aeroporto.

Quê? Esperavam mais? Ora essa! Isto já deu um trabalhão de escrita e de memória, ok? Portanto… contentem-se com o que há!

Achei giro contar esta história para preencher os ditos posts enormes que não tenho feito. Este até é grande, mas para mim é um bocado insonso. Bom, também a minha opinião é minha! Mas acho que a vossa opinião não deve divergir muito dela…

Até qualquer dia!

Rui Sousa

3 comentários:

  1. Está mesmo giro este post. A sério, deve ter sido um dos melhores que postaste ultimamente. Adorei a compração das pessoas francesas dizerem 'o teu nome' muitas vezes, eheh.

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  2. Haha que giro ^^
    Gostei de imaginar tu a dizeres o «Au…au…revoir» a gaguejar xD

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  3. uau, so reparei agora que postaste isto as 23:59. ADORO essa hora! :D

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